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Oito horas

“Já de passagem nos referimos a que inúmeros industriais de diversos países têm observado que a jornada de oito horas lhes tem aumentado a produção, e muitos outros, igualmente, têm analisado que diferença alguma pelo menos têm notado na produção, desfazendo, assim, as falsas alegações de que a jornada de oito horas diminua a produção. (…) Desde que o operário trabalha oito horas diárias, procura nas horas restantes educar-se e instruir-se, desenvolvendo a inteligência, pelo que, ao executar o trabalho, e por consequência perfeito, beneficiando assim o industrial, que com a sua perfeição, obtém maiores lucros, ao mesmo tempo que economiza, por diminuir consideravelmente o desperdício da imperfeição da obra manufacturada, bem como aumenta o seu valor”.

Jornal A Voz do Operário

15 de Junho de 1913

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