UGT

No cinema Lumiar, em Lisboa, é criada a UGT, cujo Congresso Constitutivo teve lugar no Porto, nos dias 27 e 28 de Janeiro de 1979.

Cerca de um mês depois uma delegação do secretariado da UGT desloca-se aos EUA a convite da AFL-CIO.
Naquele mês de Janeiro de 1979 vêm a lume inúmeras referências à drenagem de dinheiro destinado a fomentar o divisionismo sindical.
No dia 4, a pergunta do jornal o Tempo
– «E como interpretar certos boatos de acordo com os quais a UGT receberia dinheiro da CIA?» mereceu a seguinte resposta de Torres Couto:
– «De qualquer maneira é certo que não se fazem omeletes sem ovos».
No dia 12, em declarações ao Jornal, Gonelha refere textualmente:
– «Pois bem, eu não escondo: quem tem apoiado parte das acções da UGT, somos nós, a José Fontana». (…) «O que se pode dizer é que da fraternidade e da solidariedade do SPD alemão, o Partido Socialista Português recebe colaboração e a ajuda para a José Fontana.
É a Fundação Friederich Ebert, é o Partido Social Democrata Alemão (…). Eles auxiliam apenas com o objectivo de que em Portugal se implante a democracia e os ideais do socialismo democrático». (…) E não põem qualquer condição».
No dia 16, o jornal O Diário refere que, em Frankfurt, numa reunião havida entre Gonelha e E. Kastleiner, membro da Presidência Federal do Sindicato da Indústria da Construção Civil, este ter garantido ajuda financeira à estrutura similar em Portugal, ligada à UGT.
Esta drenagem de dinheiro não se quedou no contexto do Congresso Constitutivo da UGT.
No rescaldo do II Congresso, o conhecido agente da CIA, Irving Brown, envia, da Suíça, um cheque de 10 000 dólares a Torres Couto, verba que subiu aos 30 000 contos em 1984, como prova da solidariedade da AFL-CIO e da Agência para o Desenvolvimento Internacional (AID), de acordo com declarações à NP, em 27/11/85, por Rui Oliveira e Costa, na altura dirigente da UGT.
Este valor pecava, certamente, por defeito, na medida em que, em 29/11/85, o Jornal, fazendo eco do Libération, divulgava que: «Algumas fontes estimam que o montante recebido pela UGT poderá atingir 800 mil dólares».
É neste círculo de amizades e de fluxos financeiros que se move a UGT, a organização sindical que subscreveu o acordo da troika.

Enquanto isso, existem trabalhadores a financiar quem rouba os seus direitos…

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por soproleve Publicado em UGT

UGT saúda aprovação do Código do Trabalho

O trabalhador está constantemente a ser massacrado, e para isso os senhores do poder usam os meios legais e ilegais que têm à sua disposição.

Quanto aos legais, não deixam de ser imorais…

Para a aprovação do código de trabalho o PS, PSD e CDS contaram com o apoio da UGT e uma dedicação excepcional do seu secretário-geral, João Proença.

Aos trabalhadores portugueses…

Na medida que vão perdendo os seus direitos, lembrem-se a quem devem agradecer…
Aqueles que vêm os seus contratos colectivos serem caducados, lembrem-se a quem devem agradecer…
Cada vez que vejam os vossos amigos e os vossos familiares a regressarem de uma entrevista para um emprego, onde a melhor proposta foi precariedade e exploração, lembrem-se a quem devem agradecer…

Aos tolos…

Lembre-se que os direitos que estamos a perder não foram oferecidos pelos bonzinhos dos patrões… esses direitos foram conquistados com muito sangue, suor e lágrimas…
Para termos direitos, muitos perderam a sua família e a sua própria vida…

…..
Temos um código de trabalho que foi aprovada, na generalidade, com os votos favoráveis do PS, abstenções do PSD e CDS-PP.
Votaram contra a aprovação do código de trabalho o PCP, BE e “Os Verdes”, assim como, a deputada independente Luísa Mesquita, e os socialistas Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho.

Salário mínimo nacional…

As associações de patrões são possuidores de uma hipocrisia enorme, e mais uma vez têm a ajuda da UGT no prosseguimento da política de exploração de quem trabalha.

Todos os dias ouvimos que as empresas precisam de trabalhadores, e não conseguem contratar…
No entanto o que a maioria das empresas procura são escravos, escravos que ganhem o mínimo possível, o essencial para irem trabalhar no dia seguinte.

Felizmente, ainda, existem alguns empresários honestos, que rejeitam participar na exploração dos seus trabalhadores, no entanto são muito poucos…

A hipocrisia é enorme…

Até no tempo da escravatura os trabalhadores eram mais bem pagos. Nessa altura os “patrões” tinham que dar aos seus escravos um sítio para dormir e comida; Quando os escravos estavam doentes tinham que providenciar pelo tratamento destes.
Agora esta maioria hipócrita acha que € 500,00 é muito, no entanto esta quantia não dá para alugar uma casa, quanto mais para comer e ir ao médico.

Mas também é verdade, caso os trabalhadores adoeçam despedem-nos, e contratam outros. Quanto ao seu antigo trabalhador, ele que vá morrer de doença e fome… mas longe da sua vista.

A UGT mostra, mais uma vez, a finalidade da sua existência… e não é a de defender os direitos de quem trabalha.

Para quem diz que os trabalhadores têm muita sorte se tiverem trabalho, não se esqueçam:

No tempo da escravatura existia muito trabalho, mas não existiam direitos…