Sim, ao tratado de Lisboa (Irlanda)

Sim, ao tratado de Lisboa (Irlanda)… Não a quem mais precisa, no mundo. Mais uma vitória do sistema mundial

Não, não é uma vitória do sistema que luta para haver melhores condições de vida para todos a nível mundial, mas sim o sistema que luta por um reforço de poder daqueles que dominam o poder do capital;
Daqueles que cada vez que ganham mais um milhão, o mundo perde 20 milhões de pessoas mortas à fome, e muitos mais remetidos para uma sobrevivência dura, para se manterem vivos no outro dia.
A Irlanda votou sim, pelo tratado de Lisboa… referendo que só existiu porque a constituição a isso obriga, enquanto em outros países bastou uma assinatura de alguém, que contribui diariamente para a pobreza nos seus países (que é um activo em toda esta crise mundial, em prol daqueles que enriquecem cada vez mais), e que quando perdem… existe sempre um estado pronto a atenuar essas suas perdas e ainda tornar as suas perdas em lucro, à custa daqueles que trabalham…
Em Junho de 2008, após a vitória do não (Irlanda):
“O Tratado não está morto… Ele contínua vivo”, afirmou Barroso em entrevista colectiva em Bruxelas, na qual adiantou que a cúpula de líderes da UE estudará como levar em conta as preocupações manifestadas pelo povo irlandês.
As preocupações levadas em conta, foram a preocupação daqueles que precisam do tratado de Lisboa para dispor da Europa em seu próprio benefício sem entraves, por poucos que existam;
Daqueles que basta o voto deles para se chumbar algo, basta a palavra deles para que muitas tentativas de melhorar a vida de quem trabalha nem cheguem a ir à votação, são chumbadas logo à nascença.
Até ganhar o SIM, haveria os referendos necessários, pois esta é a democracia deste sistema… até chegarem onde querem martelam, martelam… e no fim o povo fica contente porque foram eles que assim decidiram, mesmo que não tenha decidido em consciência e com o conhecimento…
Mas que importa isso? Importa é chegar onde, quem pode, quer.

Barroso afirmou neste sábado (03/10), em Bruxelas, estar “satisfeitíssimo” com a maioria de votos favoráveis ao Tratado no referendo realizado no dia anterior na Irlanda. Segundo ele, os irlandeses entenderam o papel que a União Europeia desempenhou na superação dos efeitos da crise económica.
Outubro 2009
Felizmente nem todos andam junto aos rebanhos e sabem bem o que querem dizer estes senhores todos os dias, quando vêm defender o indefensável, isto se estiverem a defender o bem comum….
Se for a defender o interesse de uma pequena minoria, mas que tem os bolsos mais cheios do que a grande maioria, ai sim… estão a defender o defensável…

Agora resta é que o rebanho abra os olhos e veja de que lado está, se no da maioria ou da minoria… e ai sim pode ter decisões conscientes, mas até ai chegar existe muito a crescer e a aprender.

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A democracia do sistema

O sistema está oleado e quando o óleo falta volta-se a olear até que o pretendido seja alcançado.
Um grande exemplo é o tratado de Lisboa que hoje, novamente, está a ser sujeito a aprovação na Irlanda; O sistema é formatar as mentes; Mas de vez em quando essa formatação falha e tem que se arranjar solução para essa falha, e assim é, no que diz respeito ao tratado de Lisboa, a solução é ir a votos as vezes necessárias até que se obtenha o sim, outras o povo não tem direito a opinar sobre algo que irá influenciar, e em muito, a sua vida; Para a grande maioria só vai trazer, ainda, mais dificuldades à vida, em oposição aos que já muito têm e que com a aprovação deste tratado, muito mais vão ter.
Outro tipo de formatação é lançar boatos, como quando Portugal entrou para a União Europeia (sem que os portugueses tivessem direito a opinar, demonstrando a sua vontade), o boato mais corrente e que fez com que as ovelhas andassem felizes e contentes, era que os Portugueses iriam ter os seus salário ao nível dos restantes europeus…
Mas nada de grave, não ficamos com os salários iguais, mas ficamos com o preço dos bens necessários à nossa sobrevivência iguaizinhos, e por vezes mais altos… do que a média europeia.
É como aqueles que acreditaram, e ainda hoje acreditam, no que durante anos e anos andaram-lhes a dizer sobre os comunistas… “…comem criancinhas…”; “…dão injecções aos idosos…”
É só rir, para não chorar… com tanta falta de cultura e inteligência, por quem segue os outros como de uma simples ovelha se tratasse.