Tecelãs de Nova Iorque

Decorria o ano de 1857, 129 tecelãs de Nova Iorque foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas.
No dia 08 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias carbonizadas dentro de uma tecelagem.
A manifestação das operárias chamou a atenção na época por ser a primeira greve organizada exclusivamente por mulheres e pela tragédia do desfecho.
Violentamente reprimidas pela polícia, as tecelãs refugiaram-se dentro da fábrica e no dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias carbonizadas.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

tecelãs de Nova Iorque III

tecelãs de Nova Iorque II

tecelãs de Nova Iorque

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Império dos comentadores da TV

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«O império dos comentadores onde quem manda são os políticos» foi o título de um artigo publicado em 12.05.2013, no Público, que contém alguns números estonteantes.

Para começar este: «Se aos quatro canais generalistas se juntarem os canais de informação portugueses no cabo (RTP Informação, SIC Notícias e TVI24), é possível assistir a 69 horas de comentário político por semana. O equivalente a quase três dias completos em frente à televisão.» Que ninguém se queixe de falta de interesse das televisões pela política: mais do que isto só futebol!

Dos 97 comentadores com presença semanal na televisão, 60 são actuais ou ex-políticos. Sem espanto, em termos de número de comentadores, o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo PSD, seguido pelo PS e pelo CDS. E embora o PCP tenha mais deputados na Assembleia da República do que o Bloco, este está quantitativamente melhor representado.

Mas os números de facto impressionantes, se verdadeiros, são alguns (poucos) que são divulgados quanto à maquia que estes senhores levam para casa. E se não me suscita qualquer aplauso o facto de José Sócrates ter querido falar pro bono na RTP, considero um verdadeiro escândalo que Marcelo Rebelo de Sousa ganhe 10.000 euros / mês (mais do que 20 salários mínimos por pouco mais de meia hora por semana a dizer umas lérias), Manuela Ferreira Leite metade disso e que Marques Mendes tenha preferido passar para a SIC por esta estação ter subido a parada da TVI que só lhe propunha 7.000. Claro que estamos a falar de estações privadas, em guerras de concorrência. Mas algo de muito estranho e esquizofrénico se passa num país quando o valor de mercado destes senhores é deste calibre. Estaremos em crise, mas comentá-la compensa e recompensa – e de que maneira!

AINDA HÁ MAIS

Os programas desportivos (trio de ataque, o dia seguinte, prolongamento, contra golpe, etc ) têm comentadores que defendem interesses instalados e não fazem análises honestas e isentas.

A maioria dos comentadores estrategicamente colocados são medíocres, intelectualmente desonestos e incompetentes.

Pasme-se auferem uma média de 1250 euros por programa de uma hora, ou seja, 5000 euros por mês.

No entanto a maioria destes opinadores, diariamente, com uma leve crítica defende este sistema e de que não existe alternativa; ou fazendo-se de grandes apolíticos metem todos os partidos políticos no mesmo saco, algo que o regime democrático do capital agradece. Pois aqueles que falam, falam… protestam, protestam… não causam estragos, os estragos só podem ser feitos com organização e em prol de um ideal colectivo, sendo que os ideais individuais são óptimos para distrair.

Esta distracção é muito útil, é muito útil o povo ser induzido de ideias e fazendo destas as suas ideias, mesmo sem as questionarem “intelectualmente”, nem sequer perceberem o que está em causa. Depois o povinho pega nos dizeres dos outros, e faz seus esses dizeres… querendo demonstrarem-se muito “sabedores”, sabedoria essa que mais não é do que palavras e ideias formadas para estupeficar o povinho e para que estes continuem a estupeficar o resto do povinho.

Depois muda-se as caras, e o povinho lá vai todo contente…

Veja-se o caso da UGT que andou a vender os direitos dos trabalhadores, mas muitos achavam que não… que estavam a defender os trabalhadores (nestes casos dá jeito o rosto do capital serem trabalhadores, sim que os patrões são trabalhadores). Quando já havia “gatos” a mais e a percentagem do povinho que já estava descrente aumentava drasticamente… lá se arranja outro secretário-geral, e que só por acaso parecia que nada tinham a haver com o que se tinha passado anteriormente.

Como agora acontece com o PSD e CDS falam como se tivessem nascido agora; e que aquele que destruiu a maioria do sector produtivo de Portugal (pescas, agricultura, industria,…) nada tivesse a haver com eles.

Nisto só se safa o Presidente da República que antes de ser eleito para PR tinha acabado de ser descongelado, e nunca teve oportunidade de ver como um tal Cavaco Silva deu cabo do que tínhamos, e entregou os lucros do nosso tecido produtivo aos trabalhadores capitalistas e agiotas.

Mas isto não interessa, o que o povinho precisa é de futebol, telenovelas e muitos opinadores para que estes possam-lhes poupar a massa cinzenta, sim que ver a realidade e pensar cansa, e muito… Somos tão felizes quando não vemos.

É preciso ter muita fé, e ouvir as palavras dos Bispos… pois esses é que sabem com controlar o rebanho.

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É possível travar a intensificação da exploração e do empobrecimento

A Banca é o coração do capital financeiro, ponto de partida fundamental para a manutenção e intensificação da exploração. A manutenção em funções do actual Governo PSD/CDS activamente ao serviço do capital, constitui um perigo acrescido às condições de vida dos trabalhadores do sector e dos portugueses em geral.

A queda deste governo naturalmente que contribuirá para desanimar os banqueiros, para já, dos seus objectivos mais imediatos quanto á retirada ou diminuição de direitos sociais e laborais onde se inclui a denúncia do ACT a que os restantes bancos subscritores de AE já vinham anunciando a sua adesão às propostas apresentadas no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Aproveitamos para mais uma vez para referir que as propostas apresentadas pela APB na denúncia do ACT, visam no fundamental retirar direitos conquistados ao longo de várias gerações, reduzindo os salários, eliminando as carreiras profissionais, as diuturnidades e outras importantes matérias que regulam a nossa vida laboral.

A queda do governo dará mais ânimo à luta pela manutenção dos direitos agora em perigo ao mesmo tempo que perspectiva a queda dos impostos para níveis aceitáveis a actualização salarial estagnada desde 2010 e o respeito pela dignidade de quem trabalha.

Com um Governo democrático e patriótico saído de eleições livres é possível uma estruturação do sector que compreenda e garanta algumas funções essenciais de que destacamos: . A captação de recursos junto dos portugueses aforradores e assegurar a sua remuneração;

. O Financiamento e o desenvolvimento da economia nacional; . A garantia aos depositantes, afastando o perigo dos depósitos responderem pelos jogos de casino praticados pelos banqueiros.

Contra a exploração e o empobrecimento
Governo Rua

SINTAF- Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira

Onde não há Partido


Onde não há Partido – como sucede nos EUA – são os patrões que decidem a agenda e os termos do debate. Expressões como «exploração», «classe» ou «luta» estão banidas do léxico comum. Palavras como «militância» ou «comunismo» estão indelevelmente associadas ao «mal», ao «terrorismo» e às «ditaduras». Porque na língua universal do capitalismo a semântica é um instrumento de opressão e dominação de classe, onde não há Partido Comunista chama-se «cidadania» às contradições insanáveis entre exploradores e explorados, e «comunidade global interdependente» a um mundo saqueado pelo imperialismo e cada dia mais militarizado.

http://www.odiario.info/?p=2861

Exploração dos trabalhadores

Que existem exploradores dos trabalhadores e que possuem uma “máquina” ao seu dispor para legislar e para oprimir, já nós sabemos… e compreendendo as caracteristicas e motivos de tais exploradores… que são a obtenção do lucro a todo custo e custe a quem custar…

Agora existirem trabalhadores explorados que colaboram com os exploradores contra quem vive da força do seu trabalho… é que já se pode considerar doença mental. Estes trabalhadores colaboracionistas o que fazem é a troco de um pouco de oxigénio fazerem o trabalho sujo destes exploradores.

Mas isto não é novidade, pois nos campos da morte dos nazis… eram os próprios presos que encaminhavam e castigavam os outros presos, na esperança de viverem mais um dia…

O que esquecem-se é que chegará o dia deles…

Metropolitano de Lisboa

Hoje estava a iniciar a minha viagem sossegada e sem percalços no metro (sossegada e descansada, devido a que estando o metro cheio não corremos o risco de cair, temos sempre um corpo para amparar o nosso), e deparo-me com uma informação, afixada na parede, emitida pelos digníssimos “comandantes” do metropolitano.
Por momentos tive um espasmo cerebral, ao imaginar que a digníssima administração do metropolitano estaria a pedir desculpa por ter sistematicamente as escadas rolantes paradas, por avaria ou por opção própria.
Ou que estariam a informar que iam repor, pelo menos, o numero de metropolitanos a circular nas horas de ponte.
Ou que estariam a pedir desculpa pelo preço que cobram pelas viagens. Que iriam diminuir os privilégios que os membros da administração possuem, assim como o valor dos juros que pagam à banca, para aproximarem o preço das viagens de valores mais justos e em conformidade com os vencimentos que os Portugueses usufruem.
Por fim, disse para mim…
Na… eles estão a agradecer aos trabalhadores do metro pelo excelente trabalho que fazem, e que só devido a isso é que o metropolitano funciona e presta um verdadeiro serviço público, exceptuando o preço que custa, aos trabalhadores portugueses, cada viagem e o passe mensal.
De repente o meu espasmo cerebral terminou, e li a informação…
Informação que pedia desculpa aos utentes pelas sucessivas greves que têm afectado o serviço; Greves essas, segundo estes “patrões”, que eram culpa dos sindicatos que com estes actos queriam destruir o excelente serviço que prestam (deviam estar-se a referir ao trabalho dos administradores, pois se querem roubar os trabalhadores é porque eles não merecem o que ganham).
Enfim…
Estes Senhores deviam explicar aos utentes deste serviço público,
porque é que temos idosos, pessoas grávidas e pessoas com crianças ao colo, a subirem dezenas de degraus…
porque temos das viagens mais caras, na Europa…
porque pagam em juros, por volta do triplo do que pagam em salários aos trabalhadores do metro…
porque as sucessivas administrações, nomeadas pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS têm gasto milhões em obras, que poderiam ser feitas com milhares…
porque…
Trabalhadores do metropolitano,
por mim podem e devem continuar a vossa luta contra os roubos que vos têm feito, e que querem continuar a fazer…
Por mim,
não me importo de andar a pé, em solidariedade com a vossa luta.
Não vou gastar parte do meu salário, diário, para apanhar um táxi… quando chegar cheguei…
Não liguem àqueles revoltados que falam, falam… e estão sempre dispostos a servirem de capachos aos patrões… que não têm “disponibilidade financeira para fazerem greves”, mas que têm para gastar em táxis para irem trabalhar…
Não liguem…
Pois estamos, como estamos… porque muitos destes apologistas da “critica burrica” votaram e colaboraram para estes sucessivos governos que têm roubado os nossos direitos…
Muitos destes andam de fato e gravata, mas os filhos passam fome por terem pais cobardes, que abdicaram de lutar pelos seus direitos…
Boa luta…
que eu vou entretendo-me a passear na nossa Lisboa, enquanto dirijo-me para o trabalho.

Greves na CP

Penso que a reclamação não deve ser feira aos trabalhadores da CP, mas à administração… e o governo que é o seu couveiro…
Temos que ter sensibilidade e conhecimento para dizermos o que dizemos.
Pois os trabalhadores estão a fazer greve ao trabalho suplementar, porque obrigam-nos a fazer trabalho suplementar mas não lhes querem pagar esse mesmo trabalho suplementar decentemente…
Por algum motivo a CP não possui os trabalhadores suficientes para o normal funcionamento da CP… porque recorrem de forma corrente ao trabalho suplementar.
Devemos reclamar da decisão que houve de não ser obrigatório os serviços alternativos, quando existe greve ou outras anomalias.
Para quem não sabe, quase todos os maquinistas têm mais de 15 dias de férias para gozarem e a CP não deixa, porque não têm o numero mínimo de maquinistas para a CP funcionar normalmente.
Enquanto isto a REFER está nas “lonas” porque e a FERTAGUS anda a lucrar e muito à conta do Estado.
Para o publico não há dinheiro, para os privados há e muito… o negocio da FERTAGUS foi um atentado aos bens públicos; Além das indemnizações que receberam (o ano passado o lucro da Fertagus foi igual à renda/indemnização) do estado…
Quando foi aberta a linha sobre a ponte 25 de Abril a CP foi proibida de concorrer, dava lucro, pois claro; A Fertagus ganhou o concurso, o estado ofereceu-lhes os comboios (posteriormente obrigaram a CP a comprar esses comboios à Fertagus, e agora estão alugados pela CP à Fertagus – grande negócio), e tiveram direito a indemnizações devido a não terem um determinado numero de utentes (contagem feita pela Fertagus, pois claro).
Por este motivo é que têm os bilhetes e os passes caríssimos…
Agora vão usando e abusando do material da REFER e não pagam um cêntimo…
Grande negócio.
Mas a culpa é dos trabalhadores da CP, pois claro…