Iluminados no escuro…

A Comunicação Social é dominada pelo poder económico que em defesa dos seus interesses apregoa e mentaliza os trabalhadores de que só existe um caminho, e esse caminho é aquele idealizado para aumentar os lucros do poder financeiro.

Nesse caminho vale tudo, desde que não se vá contra os interesses de quem domina.

Os dominadores, serve-se de gentalha que deixa-se ser usada em troca de um status social e de uns trocos que fazem parte de grandes fortunas obtidas através do trabalho de trabalhadores, que são obrigados a aceitar trabalho, por meia dúzia de tostões.

Tostões que não chegam para sobreviverem, quanto mais para viverem decentemente.

A Comunicação Social, detida pelos detentores, ou devedores, do capital financeiro constroem os seus “impérios” dando voz, somente, aqueles que apregoam os caminhos delineados por esses detentores ou devedores.

Por isso é que diariamente vemos nas televisões os Marcelos, Angelos Correias, Sousas Tavares, Barretos e amigos… os pseudo constituicionalistas Mirandas e companhias…

Quem limita-se a ver a Televisão e os Jornais alinhados, fica limitado no seu pensamento e raciocínio, e dali não sai. Estes, diariamente, apregoam o inevitável e as teorias alinhavadas pelos “poderosos dominantes”.

Estes “limitados” quando se deparam com uma pessoa que fala de coisas e meios diferentes, dos já absorvidos, limitam-se a dizer que não é assim, e debitam o que lhes formataram…

Perante contradições e argumentos objectivos estes limitados, limitam-se a dizer “é tudo igual…” pois foi mais uma forma dos mentalizarem, que em caso de duvida não devem raciocinar mas deitarem-se e dormirem… ou irem à bola e lerem um jornal desportivo.

Os seus “donos” é que sabem e todos os outros ou são burros, ignorantes, ou são comunas…

Como já estão formatados em relação aos comunas, mantêm o pensamento dominante e vão ver o futebol.

Durante muitos anos, e no presente, o povo foi doutrinado sobre tudo o que era diferente da doutrina, se não está dentro da doutrina é satânico… e eles querem ir para o céu, logo fogem do diabo a sete pés.

O diabo é mau, o diabo come criancinhas, nacionaliza galinheiros… logo os doutrinados que são “gente iluminada e cheia de fé” têm que fugir.

Antigamente os “iluminados” denunciavam à PIDE… agora só resta-lhes fugir.

Os iluminados estão cientes de que devem sofrer na terra para atingirem o céu…

Logo, serem explorados pelo patrão; trabalharem e o fruto do seu trabalho não ser suficiente para sobreviverem, quanto mais para viverem, faz parte da fé, e a fé diz que isto é que está certo…

Isto mais não é do que uma prova na terra para alcançarem o céu. Seguindo a lógica, devem deixar o prazer na terra para aqueles que os exploram.

Mas até os “iluminados” fraquejam, para isso precisam de serem acompanhados por quem tem o poder de os absolver na terra, para conquistarem o céu.

No entanto, para quem não é iluminado, é necessário e urgente conquistar uma sociedade justa…

Uma sociedade que atribua um valor justo ao trabalho, e que seja solidário com quem precisa e quando precisa…

Mas esmolas não… as esmolas fazem parte da fé para expurgar os pecados na terra…

Manipulação de consciências, instituída democraticamente…

A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…

Hipocrisia Social…

A comunicação social hoje tirou o dia para divulgar as “boas acções” que as empresas fazem, usando os seus trabalhadores, acções que eles intitulam de responsabilidade social.

É pena que essas reportagens não abordem a postura destas empresas para com os seus trabalhadores. Estas reportagens deviam abordar se as empresas ditas benfeitoras cumprem, pelo menos, com os direitos consagrados na lei (que cada vez são menos).

Eu acho que iriam mostrar que fora de casa estas empresas vendem uma imagem, que não cumprem com os seus próprios trabalhadores.

Mas enfim, é preciso ter roupa lavada, mesmo que o corpo esteja a cair de podre.

É triste ver empresas que fazem da exploração dos trabalhadores a sua forma de estar na vida, estarem a vender para o exterior uma imagem de benfeitores….
Mas na realidade são uns malfeitores, que querem mostrar algo que não são na realidade com a ajuda da comunicação social, é claro… até nem têm grandes gastos, pois a seguir, deduzem tudo no IRC.

Quanto ao trabalhador, a seguir ao dia da boa acção faz o trabalho desse dia e do dia anterior, e vive feliz durante mais um ano…

Só tenho uma dúvida; Aquele que hoje recebe uma sopa, através deste tipo de voluntariado, como vai resistir até ao ano seguinte? E estes que uma vez por ano prestam voluntariado, como vão passar até ao próximo ano? Será que quando virem miséria vão virar a cara, para não pensarem que um dia poderão ser eles a estar naquela situação?

A miséria resolve-se com a alteração do sistema que a criou, e não com a bondade anual…

Somos os maiores…

É nestas coisa que vemos como Portugal está muito à frente de qualquer pais “civilizado”, não fossemos ao longo de mais 30 anos governados por verdadeiros digníssimos xuxas, compadres e socratinos… tudo em nome da construção de um pais que acolhe e protege quem mais necessita, no seu dia-a-dia; Protegendo aqueles que precisam de muitos euros para manterem a politica bolsista activa, a fim de não deixarem o valor das acções descerem, assim como de nacionalizarem o prejuízo originado pela especulação bolsista; Proteger e aumentar as contas bancárias de quem pode e deve ter ainda mais, criando condições económicas e legislativas para que a exploração de quem trabalha seja ainda mais facilitada, só assim é que não é desviado qualquer cêntimo dos lucros, em benefício de quem trabalha e que produz o lucro que enche o bolso destes senhores; E caso de prejuízo o estado paga…

Pois é nós temos os buracos originais, enquanto outros precisam de produzir artificiais, o nosso desenvolvimento é enorme…

Obrigado a todos os que ao longo destes anos têm contribuído para a eleição destes senhores que desenvolveram imenso o nosso Pais, tornando-o o pais da escravatura moderna.






Ser Sportinguista…

No seguimento do grande jogo… tive direito a prendas de muitos amigos, dentro de todas esta foi a que mais gostei…
Não preocupo-me muito com o estado do Futebol, pois sei, no dia em que o futebol acabar existe uma revolução, e os partidos que têm governado este Pais, não estão interessados em uma revolução;
Logo para o Futebol, assim como para os Banqueiros, haverá sempre €€€€€€, os governos nunca vão deixar que caiam na “banca rota”…

o estado estará sempre disponível para ajudar…

Trampolineiros

O povo passa a vida a dizer que não acredita nos políticos, no entanto talvez este pensamento deva-se a idolatrarem, constantemente, quem tenha como forma de vida ser charlatão.
Após andarem “ceguinhos” e como têm dificuldade em verem que andam, constantemente, a dar valor a ideologias que são sementes da ganância e do despotismo, vão pelo caminho mais fácil que é dizerem “eu não voto, não acredito nos políticos…”, “… são todos iguais”.
Para afirmarem isto têm que conhecer verdadeiramente as bases de todas as ideologias e formas de estar, para isso é preciso ter mente aberta e não uma mente dogmática, que baseia-se no que a dita comunicação social semeia como os bons costumes, sem que esclareça a verdade e os valores…
Enfim, existem tantas maneiras de dizer a verdade, que não há necessidade de mentir…
Mas será que alguém com dois dedos de inteligência não viu desde o inicio que Sócrates é um autêntico charlatão…
Atenção que esperteza não é sinonimo de inteligência…

Formatação do cérebro

Todos os dias sofremos “ataques” mais ou menos camuflados ao nosso pensamento, ataques esses que são feitos através da comunicação social, através dos fracos de espírito, entre outras formas. Se não temos os nossos valores definidos, e com suporte em alicerces sólidos, facilmente passamos a fazer parte dos “agentes” disseminadores da “morte” do pensamento e do raciocínio. Passamos a ser simples seres formatados e “agentes” a contribuir para a formatação de muitos outros.

A ministra quer o ensino português igual ao finlandês?

É só corrigir estes pequenos pormenores…

“À atenção Senhora Ministra da Educação”

A propósito do sistema de Ensino da Finlândia, veja, Senhora Ministra, se consegue perceber as 9 diferenças:

1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;

2. Na Finlândia há auxiliares de accção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos;

3. Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;

4. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados.

5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para
casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre;

6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;

7. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;

8 . Na Finlândia não há professores avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!

9. Na Finlândia não há professores de primeira e de segunda;

Conseguiu perceber as diferenças???

A pistola de plástico

Em Dezembro, no último dia de aulas, numa escola Secundária, no Porto, um grupo de alunos ameaçou a professora com uma arma. Este teste formativo, na aula de Psicologia, podia tipificar-se como um exercício prático de “intimidação psicológica” integrado nas actividades curriculares. A rapaziada queria apenas melhor avaliação. A arma era de plástico, soube-se depois. O incidente não passou de “brincadeira de muito mau gosto”, segundo a directora regional de Educação do Norte que o avaliou.

Não fosse a cena edificante ter sido filmada por telemóvel, e posta no Youtube, o caso não existia. Por esta razão, a aluna que filmou apanhou oito dias de suspensão das aulas, a pena mais pesada. Os autores da intimidação tiveram seis dias. A mensagem pedagógica, néscia, deste conselho executivo para os alunos é óbvia: “armem bagunça, mas não se deixem filmar!”
Na mesma semana, a seiscentos quilómetros de distância houve outro incidente, porventura mais grave. Não foi filmado. Nem posto no Youtube. Por isso não existiu. Mas aconteceu mesmo. Há mais realidade para além da Internet.
No Algarve, dentro de uma escola Básica 2/3, o líder de um grupo de alunos, divertia-se a fazer uma “gravata” a um aluno mais novo. O exercício, também formativo, tolerado em muitas escolas, consiste em apertar o pescoço ao aluno até perder a consciência. Um outro aluno, perante a aflição do colega, resolveu tentar interromper a “brincadeira”. Apanhou uma tareia do grupo. Partiram-lhe todos os dentes da frente. Entrou em coma. O INEM foi chamado. O aluno foi assistido no recreio e hospitalizado. Nenhum funcionário acudiu. As escolas têm poucos funcionários e a esmagadora maioria é constituída por mulheres. E é sempre mais fácil ignorar do que reportar. A “Escola Segura” – o serviço turístico auto-transportado em que dois agentes da autoridade fazem visitas rápidas de cortesia à porta das escolas – andaria algures em missão de Boas Festas. Desconheço o que aconteceu aos agressores. Se é que aconteceu alguma coisa.
As escolas Básicas e Secundárias em Portugal, como sabemos, são lugares paradisíacos. Mas há pessoas mal intencionados que põem a nu realidades inventadas.
A violência surda ou aberta dentro das escolas é frequente. Mas tema tabu. Toda a gente prefere fingir que não existe. A começar nos conselhos executivos e a acabar nos professores e sindicatos. Passando pelos pais que só a toma a sério quando a vítima é o próprio herdeiro legítimo.
A ninguém tem ocorrido duas coisas extravagantes que talvez ajudassem a erradicar este clima das escolas e a prevenir incidentes mais graves.
A primeira é que os conselhos executivos são responsáveis pela segurança nas escolas. Esta responsabilidade também pode ser criminal. Só basta que alguém accione uma queixa-crime junto da Polícia ou do Ministério Público. Sabemos que a comunidade escolar (pais, professores, funcionários) tem sido infinitamente tolerante para com desmandos. Continuará a sê-lo enquanto não houver borrasca da grossa.
A segunda é que os pais são os autores morais maiores das diatribes dos seus queridos filhos menores. Uns, os do rendimento social de inserção, têm de os manter na escola para continuarem a usufruir do apoio do Estado. E a mais não são obrigados. Outros, já aqui o disse, os do rendimento essencial de ostentação, cuidam que a educação dos filhos é com os especialistas, professores e psicólogos. A coisa dá no que dá. O Estado descansa e a escola aflige-se. E lá dentro, quem quiser estudar a sério, que aguente.
Enquanto a pistola dentro da escola não evolui tecnologicamente, do plástico para o aço, era bom pensar no assunto. E agir. A tendência da “brincadeira de muito mau gosto” não é a evolução no sentido do “bom gosto”. A distância entre o “mau gosto” e a tragédia irreparável pode ser mais curta do que a moleza cómoda e conivente estimam.
De alguém que até há pouco tempo pensava ser professor…