Sindicalizem-se…. Sejam inteligentes

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Desde que abri a conta no Facebook (www.facebook.com/sindicalizado.portugal) tenho recebido imensas mensagens a pedir diversa informação, e ajuda, no que respeita a temas do mundo laboral.

Eu pertenço a um determinado sector, onde domino a legislação e respectivos contractos colectivos de trabalho (CCT), mas não domino toda a legislação e CCT existentes nos diversos sectores. 

Para dar resposta a esses pedidos, tenho recorrido a camaradas que pertencem aos sectores em causa.

No entanto é com muita tristeza que constato que a maioria dos “pedidos de ajuda” é originária de trabalhadores que não estão sindicalizados… 
ou, como uma trabalhadora que é associada de um sindicato da UGT, que teve como resposta para o seu problema (dada pelos serviços desse sindicato) “…esteja quietinha que hoje em dia ter trabalho já é muito bom…”.
É essencial os trabalhadores estarem sindicalizados, só deste modo é que podem defender os seus direitos.
Se os patrões, que possuem os meios, estão organizados em associações… 
Os sindicatos dos e para os trabalhadores só existem porque há trabalhadores que contribuem para a sua existência, através do pagamento da cota.
Os sindicatos dos e para os trabalhadores são sindicatos que não estão atrás das secretárias… mas dentro das empresas, através dos seus delegados sindicais (com conhecimento e consciência).
Antes de tudo, ser sindicalizado é ser solidário para com aqueles que, mais, precisam…
Sindicalizem-se nos sindicatos dos e para os trabalhadores, que são os sindicatos da CGTP.
Além da quota ser dedutível no IRS, podem beneficiar dos diversos protocolos que os sindicatos possuem.

Se têm duvidas, liguem para a CGTP e perguntem qual é o sindicato que engloba a actividade da vossa profissão.

Sindicalizem-se…. Sejam inteligentes.

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Tudo se resume ao patamar de consciência alcançado por cada um dos trabalhadores

No Sindicalismo existem e existiram muitos homens e mulheres que lutam diariamente – lutadores – pelos direitos dos trabalhadores;  luta essa que prejudica e muito a vida profissional e pessoal destes lutadores.

Muitos lutadores já ficaram sem trabalho por lutarem e não abdicarem dos seus valores; Muitos lutadores já morreram nas prisões por terem lutado e não abdicado da luta pelos direitos dos trabalhadores;

Luta pelos direitos de todos os trabalhadores, mesmo daqueles que dizem mal e ofendem quem anda na luta.

É verdade, também existem maus sindicalistas…

Sindicalistas que o não são, simplesmente existem para serem “contra poder” contra os verdadeiros sindicalistas… quando deixar de haver quem lute com e a favor dos direitos dos trabalhadores… deixam de existir os maus sindicalistas; Estes só existem porque o patrão patrocina as suas mordomias, porque nem os trabalhadores que os conhecem acreditam neles… (A UGT está cheia deles, alimentados pelos subsídios para a suposta formação…)

No tempo do fascismo, havia sindicatos… aliás todos os trabalhadores eram obrigados a serem sindicalizados; Mas não era para lutarem pelos seus direitos, era para adormecer a consciência dos trabalhadores… O fascismo controlava estes sindicatos.

Os verdadeiros sindicalistas do movimento unitário foram para dentro destes sindicatos para lutarem contra esta “lavagem”… e alimentar a consciência dos trabalhadores para a sua condição de trabalhadores, com os consequentes direitos e obrigações… e o seu direito a usufruírem do rendimento pelo seu trabalho, de modo a que possam viver dignamente.

Enquanto isso, muitos revoltados falam, falam… mas dentro das empresas não dão o corpo às balas, antes pelo contrário, fornecem balas para atirarem contra os seus colegas.

O movimento sindical é algo grandioso, construído diariamente dentro e fora das empresas na luta pelos direitos dos trabalhadores.

Tu e eu se, hoje, temos direitos foi porque muitos sindicalistas e trabalhadores lutaram para os obterem, o “patrão” nunca deu nada a ninguém…  tudo foi obtido com a luta.

Mesmo os anti sindicatos e afins… têm esses direitos e gostam de os ter.

Qualquer trabalhador é sindicalista, não precisa ser delegado sindical ou membro da direcção de qualquer sindicato… tal como qualquer pessoa é político, não precisando de pertencer a nenhum partido…

A diferença é a forma como estamos na nossa vida pessoal e profissional; Muitos não têm coragem de lutar por nada e por isso é que não gostam daqueles que lutam…
Ser revoltado é fácil, até o podemos ser à frente do espelho… e julgamo-nos os maiores pelas palavras que ouvimo-nos a dizer…

Agora estar na luta… já é mais difícil, pois dá trabalho e pode-nos causar hematomas físicos e psicológicos.

Eu estou na luta, diariamente, com muito orgulho… e a minha força é obtida através daqueles colegas que pedem-me conselhos, ouvem-me, e acreditam em mim…  
Mesmo aqueles que ideologicamente nada têm em comum comigo….
Na realidade eles sabem quem está com os trabalhadores, e que não tem a sua consciência à venda.
É verdade, muitos não são sindicalizados ou estão sindicalizados em sindicatos da UGT…. Mas a maioria vai é ter com os delegados sindicais dos sindicatos da CGTP.

Porquê?

Porque sabemos, conhecemos, estudamos e temos consciência para o mundo real… aliás, por vezes são os poucos ou quase inexistentes delegados sindicais dos sindicatos da UGT que os mandam vir ter connosco… parece mentira, mas é verdade…

Muitos não são sindicalizados nos sindicatos da CGTP por medo… ainda não subiram o degrau da sua consciência que lhe permita perder o medo.

Outros não são sindicalizados, porque estão na esperança de um dia virem a ser latifundiários, e por este motivo acham que existem direitos a mais… enfim, a pobreza de espirito é algo explicável…

Manifesto dos Estivadores de Portugal (as razões de uma luta)

GOVERNO-UGT- PATRÕES E FEDERAÇÃO ASSINAM ACORDO SOBRE REGIME JURÍDICO DO TRABALHO PORTUÁRIO

MAIS UMA VEZ OS DO COSTUME, VIERAM PRESTAR O SERVICINHO E VENDER O RESTO.
MAIS UMA VEZ O GOVERNO IGNOROU OS SINDICATOS REPRESENTATIVOS DE MAIS DE 80% DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS. PORQUE PROTESTAMOS , PORQUE NÃO ACEITAMOS QUE NOS QUEIRAM EXTERMINAR, PORQUE DEFENDEMOS O NOSSO GANHA-PÃO.
MAS NÃO PODEMOS NEM VAMOS DESISTIR. HÁ QUE CERRAR FILEIRAS E LUTAR.
NO CAMPO NOTÍCIAS ANEXAMOS UMA NOVA VERSÃO DO DRAFT, ENVIADO PELA TUTELA PARA A FRENTE COMUM  NO FINAL DA TARDE DE TERÇA FEIRA DIA 11 DE SETEMBRO E O COMUNICADO DO GOVERNO SOBRE O ACORDO DA TRAIÇÃO ASSINADO ONTEM DIA 12 DE SETEMBRO.


Manifesto dos Estivadores de Portugal (as razões de uma luta)

O governo português aprovou ontem em CM uma nova legislação de trabalho portuário que terá implicações terríveis no futuro profissional e pessoal dos actuais e futuros estivadores.
A reestruturação do sector portuário tem vindo a ser apresentada, desde há largos meses a esta parte, como a grande aposta para o relançamento da economia nacional. A propagandeada queda dos preços no sector, na ordem dos 30%, e a sua hipotética repercussão nos negócios das exportações, a acontecer, foi concebida à custa da precarização das relações laborais e do falacioso abaixamento nos custos do factor trabalho.
Apresentamos as 10 principais razões da nossa luta:
1.      Não aceitamos a diminuição do nosso âmbito de actividade tal como a legislação pretende. Os estivadores trabalham em toda a extensão das zonas portuárias na movimentação e controlo de cargas e sempre trabalharam exclusivamente e apenas neste âmbito geográfico delimitado. Não aceitamos o retalhamento dos portos.
2.      Recusamos essa diminuição do nosso âmbito de actividade porque ela conduziria ao despedimento colectivo de mais de 2/3 dos actuais estivadores profissionais portugueses o que equivaleria a mais umas centenas de portugueses para engrossar as filas de desempregados. Pelo contrário, exigimos a contratação efectiva de largas dezenas de novos trabalhadores de que este lucrativo sector carece para ser competitivo.
3.      Repudiamos ainda este retalhamento no nosso âmbito de actividade porquanto, por imposição da lei proposta, os patrões despedem estivadores profissionais para poderem contratar, exactamente para as mesmas funções e para os mesmos locais de trabalho, trabalhadores precários em diversos regimes contratuais de miséria.
4.      Não toleramos esta manobra do governo porque precariza e restringe brutalmente o trabalho dos estivadores para oferecer de mão beijada aos monopólios dos donos dos portos a possibilidade de utilizarem a precariedade laboral em toda a sua plenitude e com consequências sociais terríveis.
5.      Ainda menos aceitamos o que toda esta manobra representa em termos de transferência financeira de rendimentos do bolso dos trabalhadores para engrossar as chorudas contas bancárias dos patrões deste altamente lucrativo sector.
6.      Não podemos aceitar a anunciada falácia segundo a qual, através da precarização do trabalho portuário, o Governo pretende, alegadamente, alcançar uma diminuição na factura portuária na ordem dos 30% quando todos sabem que a componente dos custos do trabalho nos custos totais da operação portuária é perfeitamente irrisória.
7.      No que aos custos do sector diz respeito, não estamos disponíveis para sermos mais uma vez usados como supostos entraves ao processo de reestruturação e, por isso, exigimos que antes de qualquer tentativa para reformular a actual legislação, sejam feitas auditorias contabilísticas, financeiras e fiscais às empresas de estiva e empresas de trabalho portuário.
8.      Não aceitamos a eliminação da carteira profissional que integra a legislação de 1993 publicada por um governo liderado pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, na sequência da assinatura do único Pacto Sectorial alcançado. O Estado nunca honrou este compromisso e fomentou a ilegalidade durante os últimos 19 anos.
9.      Não aceitamos ser cobaias de experimentalismos ultraliberais no modelo de trabalho dos portos para aplicar aos estivadores dos restantes países europeus tal como, num misto de arrogância, ignorância e apreciada ingenuidade, a tutela se veio gabar para os órgãos de comunicação social e assim despoletar manifestações de solidariedade internacional com graves consequências no desempenho da nossa dependente economia.
10. Repudiamos as manobras continuadas por parte de empresas do sector no sentido de falências com contornos suspeitos por parte de Empresas de Trabalho Portuário tentando provocar com a chantagem desta ameaça a insegurança laboral dos estivadores e assim tentarem alcançar os seus objectivos de descida dos salários e de precarização total das relações de trabalho.
Rejeitamos tudo aquilo que antecede quando acresce que todos estes ataques aos estivadores são perpetrados em clara violação de compromissos internacionais ratificados por Portugal, nomeadamente a Convenção nº 137 da OIT – Organização Internacional do Trabalho.
O Governo está a trair as perspectivas de futuro dos actuais profissionais da estiva e impede que centenas de jovens portugueses desempregados possam aceder a esta profissão digna, condenando-os a uma miséria perpétua ou, em alternativa, a emigrarem.
Os estivadores portugueses, associados em sindicatos de origens centenárias nunca esquecem o compromisso geracional de deixar melhores condições para aqueles que, no futuro, irão continuar a desenvolver esta dura mas nobre profissão.
Pelos objectivos miseráveis que pretendem atingir bem como pela forma violenta e desumana como delinearam lá chegar, os estivadores consideram que este governo está no topo da lista de organizações terroristas!
Queremos denunciar a ousadia do Primeiro-Ministro ao ter mentido aos portugueses quando anunciou um inexistente acordo histórico com os estivadores para avançar com a nova legislação para os portos. A generalização do senhor Primeiro-Ministro refere-se a apenas 15% dos estivadores nacionais, ignorando a declaração de um período de greve por 36 dias na maioria dos portos nacionais onde trabalham os outros 85%.
Para tornar ainda mais sórdido o acordo encenado, o Primeiro-Ministro também sabia que estava a assinar um simulacro de acordo com organizações sindicais que já tinham alienado os postos de trabalho dos seus próprios associados.
Por este brutal ataque aos estivadores e às suas organizações de classe, que se vem somar ao ataque generalizado ao nosso estado social, e em solidariedade para com o povo português, castigado pelo desemprego crescente, precariedade galopante e empobrecimento violento, demita-se senhor Primeiro-Ministro.
Durante a ditadura, os estivadores já sofreram muitos ataques.
Não será agora que viramos as costas à luta.
Nunca mais caminharemos sós!
Em blog: http://estivadeportugal.blogspot.pt     e no Facebook: Estivadores de Portuga

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

Professores…

A Federação Nacional de Educação (FNE) e consequentemente os seus sindicatos, no prosseguimento da política de vendilhões que a sua central (UGT) nos tem habituado, andam de mãos dadas com a política criminosa deste governo, para a educação.


Tal como o “patrão” da UGT e os seus vassalos… vão dizendo umas critiquinhas – mas que não aleijem – sobre o governo, para distrair… 


Mas no essencial, pactuam com a miséria que está a acontecer…

Na verdade não lhes interessa se vão ser enviados para o desemprego milhares de professores, que são necessários para educar os meninos;

Não lhes interessa o aumento do horário lectivo, e o consequente aumento de horas que os docentes vão roubar às suas famílias para fazer o trabalho que é necessário;

Não lhes interessa que as salas de aulas sirvam para despejar meninos e não para ensinar;

Pergunto, mas afinal com o que estão contentes… 


Será com a classe dos Directores – nem todos felizmente – que ganham mais € 1.000,00 para servirem cegamente e de forma autista as indicações do governo?

Tenham atenção, pois o nome dos sindicatos poderão levar ao engano…  


Não contribuam para sindicatos que só servem para dividir docentes em prol de aumentar a carneirada; que de forma amorfa vivem diariamente, enquanto é destruída a escola pública… e a vida dos seus colegas e o futuro dos meninos.

Não contribuam para sindicatos, que usam a vossa contribuição para matar a escola pública em prol de outros interesses…

Juntem-se aos sindicatos da FENPROF, pois são estes que lutam pelo direito à escola pública…

Se ainda não compreenderam a diferença, comparem…