Apollo e Fosun passam à segunda fase de reprivatização das seguradoras da Caixa

Adivinhem quem era, e quem são consultores da “Apollo”…

Pois é, era o falecido Borges, a Ferreira Leite e amigos… Que coincidência.

Empresas que dão, todos os anos, milhões de lucros ao Estado.

Lisboa, 05 set (Lusa) – O Governo admitiu os investidores de referência Apollo Managment International LLP e o Fosun International Limited para a segunda fase do processo de venda das ações representativas as companhias de seguros Fidelidade, Multicare e Cares, do Grupo CGD.

“Foram admitidos a participar na fase subsequente do processo de alienação das ações representativas do capital social das sociedades Fidelidade, Multicare e Cares, os seguintes investidores de referência: Apollo Managment International LLP e Fosun International Limited”, anunciou o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros (CM).

O governante adiantou que a proposta dos norte-americanos Apollo visa a aquisição “da totalidade das ações” das empresas seguradoras e a proposta dos chineses Fosun “é mista”, aponta quanto aos dois veículos criados dentro da operação, “para a aquisição de 70% de uma e 51% da outra”.

Nesta segunda fase, explicou, “a negociação pode alterar este quadro”, pelo que concorrentes que manifestaram interesse na primeira fase e foram, entretanto, afastados podem ainda “associar-se e criar uma ‘joint venture’ (parceira) com os candidatos que agora seguem”.

Marques Guedes avançou ainda que as propostas vinculativas terão de ser apresentadas até ao início de novembro, data a partir da qual decorrerá a negociação durante um mês.

O Governo espera ainda receber uma formulação do Instituto Português de Seguros, que vai conduzir a fase de negociação, sendo esta submetida ao CM até 11 de dezembro para a tomada de decisão.

Marques Guedes lembrou que entre um conjunto de 66 potenciais investidores de referência que o Estado, através da Caixa Seguros e Saúde, convidou à apresentação de intenções de aquisição, foram recebidas cinco intenções de aquisição da totalidade ou parte das empresas seguradoras.

Já na quarta-feira, o Governo anunciou a nomeação de José Manuel Costa, Diogo Leite Campos e Jorge Vasconcelos como membros da Comissão Especial de Acompanhamento à privatização das seguradoras Fidelidade, Multicare e Cares, do grupo CGD, segundo o despacho publicado em Diário da República.

Na quinta-feira, dia 29 de agosto, o Executivo tinha aprovado em Conselho de Ministros o caderno de encargos da privatização das seguradoras Fidelidade, Multicare e Cares, do grupo CGD.

A privatização das seguradoras do grupo Caixa, que são líderes em Portugal com uma quota de mercado superior a 30%, deverá estar concluída até ao final do ano.

O caderno de encargos, publicado na sexta-feira em Diário da República estabelece os termos e as condições da venda direta de referência das três seguradoras ou de parte dos seus ativos.

Para selecionar as melhores propostas, o Governo vai levar em linha de conta nove critérios de seleção das propostas, a começar pelo preço.

Além disso, será tida em conta a percentagem de capital social com que o proponente pretender ficar, a metodologia proposta para a aquisição das empresas, o melhor interesse patrimonial para o Estado, sobretudo no que se refere ao encaixe financeiro e impacto para a CGD, a qualidade do projeto apresentado, a preservação da unidade estratégica do grupo segurador, a contribuição para a manutenção da capacidade económico-financeira das empresas seguradoras, a minimização de condicionantes jurídicas, laborais ou económico -financeiras para a concretização da compra e, por fim, a idoneidade e capacidade financeira do comprador, assim como a experiência no setor segurador.

A privatização inclui ainda a venda aos trabalhadores destas empresas de um lote de até 5% do capital social da Fidelidade.

Lusa/Fim

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Agora percebo a crise


E não é que a culpa toda do que se está a passar em Portugal é do corneteiro do D.Afonso Henriques??

Para quem não conhece a história do Corneteiro… aí vai:

Nos idos tempos do D. Afonso Henriques, após o fim de uma batalha, a força ganhadora tinha direito ao saque (s. m. Acto de saquear. Roubo público…).

Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo nosso 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar início ao dito saque, que por direito tinham as suas tropas. Depois ele voltaria a tocar uma 2ª vez a anunciar o fim do período do saque.


Mas… fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se antes de tocar para o fim do saque.


Até hoje ninguém voltou a tocar “fim ao saque”… Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro. …