Santo António

Santo António nasceu em Lisboa (Portugal) em 15 de Agosto de 1195, seu nome de baptismo era Fernando de Bulhões que mais tarde trocaria por António.
Lisboa está cheia de testemunhos de Santo António, glória da ordem franciscana. Os museus e bibliotecas portuguesas possuem quase tudo o que um erudito pode querer saber sobre este português fora do vulgar, que viveu nos primórdios da nacionalidade. Porém para a maioria dos lisboetas que não vão às bibliotecas e raramente aos museus, o dia 13 de Junho não passa de um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para ir comer caldo verde e sardinhas assadas, de preferência junto aos bairros da Sé e ver as marchas populares.
As crianças já não pedem umas moedas para enfeitar o trono do Santo e as meninas solteiras provavelmente já não lhe pedem um namorado. Tanta popularidade, oitocentos e dez anos depois do seu nascimento, leva-nos a recordar aspectos da vida deste santo, passada entre Lisboa, Coimbra e Pádua.

Aos 15 anos de idade, António ingressou no mosteiro de são Vicente de Fora dos Agostinianos. Desejoso de seguir o exemplo dos Franciscanos, mudou seu nome para António, e foi aceito na Ordem Franciscana.

Em Coimbra estudou teologia, foi ordenado Sacerdote (Congregação dos Agostinianos) e especializou -se, mais tarde, nas Sagradas Escrituras, de que tanto gostava.

Em 1208, acabava de completar 16 anos, decidiu renunciar à herança paterna e aos títulos nobres e ingressou na comunidade dos cónegos regulares de Santo Agostinho, no mosteiro de São Vicente de Fora, que, como o nome indica, estava localizado nos arredores de Lisboa.

Em 1219 Fernando ordenou-se sacerdote. Dedicou a sua aguda inteligência a conhecer mais profundamente as Sagradas Escrituras, que, sendo livros inspirados por Deus, contêm, “a plenitude da sabedoria”- expressão muito usual entre os mestres de teologia da Idade Média. Vale destacar que, na leitura dos Santos Padres da Igreja, guardava na memória tudo o que lia, levantando a admiração dos monges que o cercavam. Os anos que permaneceu em Coimbra foram determinantes para o conhecimento das ciências sagradas. Entretanto, esses progressos eram mais frutos do seu esforço pessoal do que do ambiente mona cal e do trabalho dos mestres competentes, pois naqueles anos os monges do mosteiro estavam envolvidos nas intrigas políticas de seu país, muito nefastas e cruéis.

Em 1220, admitido na ordem Franciscana, partiu como missionário para Marrocos. Forçado a regressar devido a doença, o navio que o reconduzia a Lisboa foi desviado da rota por uma tempestade e levou para Itália, onde S. Francisco de Assis o incumbio de ensinar teologia e pregar fé nas áreas atingidas pela heresia albigense.

Depois de permanecer um longo período no eremitério de Monte Paulo (comarca da Romagna), frei António começou uma das etapas mais significativas de sua vida como evangelizador popular.
Em Assis (Itália), encontrou-se com São Francisco, surgindo entre eles uma amizade sincera e duradoura. Incentivado pelo santo patriarca, revelou-se grande pregador da Palavra de Deus e descobriu assim o destino da sua vida. Em suas pregações, combatia com veemência as injustiças e desordens sociais, a exploração dos pobres pelos usurários e a vida incorrecta de certos sectores do clero.

Leccionou teologia nas Universidades e Bolonha e Pádua (Itália), Toulouse e Montpellier (França). Proferiu célebres sermões adquirindo grande fama como orador sacro.

Em 1226, o seu prestígio de teólogo e de orador fizeram dele o responsável pelo o governo da Ordem Franciscana na Lombardia.

No ano de 1230, Frei António retirou-se para uma localidade perto da cidade de Pádua. Com a saúde debilitada pelo excesso de trabalho apostólico, pelo jejum e pela penitência, recolheu-se no convento -eremitério de Arcela dos frades franciscanos, em Camposampiero, perto do castelo de um amigo seu, nobre e conde. Em volta do castelo havia um bosque espesso e nele, uma nogueira enorme com uma ramagem densa e a copa em forma de coroa. Frei António pediu ao nobre cavaleiro que construísse para ele uma pequena cela entre os galhos da árvore, como lugar afastado e próprio para o silêncio e para contemplação.

Um dia, enquanto fazia a frugal refeição no convento de Argela, foi acometido por um forte mal-estar, que paralisou todos os membros do seu corpo. Os frades o levantaram e deitaram sobre um leito de palhas. António foi piorando progressivamente.

Em 13 de junho de 1231, Santo António morreu, em Pádua, aos 36 anos.
Foi sepultado na igrejinha do Convento de Santa Maria de Torricelle. Um mês depois, os habitantes de Pádua pediram ao Papa Gregório IX que elevasse António às honras do altar. Reconhecidas a doutrina e a Santidade de António de Pádua, foi canonizado antes de completar-se 1 ano de sua morte (11 meses).

Em 16 de janeiro de 1946, o Papa Pio XII proclama Santo António, Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.

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