Corja de filhos da…

Agora os funcionários públicos… mas que ninguém pense que está a salvo… um país que se afunda até à indignidade e indigência absoluta e sem volta do seu povo.
 
Quando uma cambada de malfeitores, de gentes sem escrúpulos/ sem ética/ sem moral e sem vergonha se apodera do estado e este deixa de ser um Estado de lei e de direito, deixa de ser um Estado de bem, deixa de ser um Estado de palavra, deixa de ser um Estado de compromissos para com os seus cidadãos…
 
Ontem foram uns, hoje são outros, amanhã outros mais se seguirão

Lisboa precisa que o todo país marche sobre ela…

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É possível travar a intensificação da exploração e do empobrecimento

A Banca é o coração do capital financeiro, ponto de partida fundamental para a manutenção e intensificação da exploração. A manutenção em funções do actual Governo PSD/CDS activamente ao serviço do capital, constitui um perigo acrescido às condições de vida dos trabalhadores do sector e dos portugueses em geral.

A queda deste governo naturalmente que contribuirá para desanimar os banqueiros, para já, dos seus objectivos mais imediatos quanto á retirada ou diminuição de direitos sociais e laborais onde se inclui a denúncia do ACT a que os restantes bancos subscritores de AE já vinham anunciando a sua adesão às propostas apresentadas no âmbito da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Aproveitamos para mais uma vez para referir que as propostas apresentadas pela APB na denúncia do ACT, visam no fundamental retirar direitos conquistados ao longo de várias gerações, reduzindo os salários, eliminando as carreiras profissionais, as diuturnidades e outras importantes matérias que regulam a nossa vida laboral.

A queda do governo dará mais ânimo à luta pela manutenção dos direitos agora em perigo ao mesmo tempo que perspectiva a queda dos impostos para níveis aceitáveis a actualização salarial estagnada desde 2010 e o respeito pela dignidade de quem trabalha.

Com um Governo democrático e patriótico saído de eleições livres é possível uma estruturação do sector que compreenda e garanta algumas funções essenciais de que destacamos: . A captação de recursos junto dos portugueses aforradores e assegurar a sua remuneração;

. O Financiamento e o desenvolvimento da economia nacional; . A garantia aos depositantes, afastando o perigo dos depósitos responderem pelos jogos de casino praticados pelos banqueiros.

Contra a exploração e o empobrecimento
Governo Rua

SINTAF- Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira

"REQUALIFICAÇÃO" Docentes – Despacho aprovado em Conselho de Ministros

Despacho já aprovado pelo Governo. Chamo a atenção para o ponto 3 que coloca a TODOS os professores no “olho da rua”, transferindo essa decisão para os directores.

Se os professores não perceberem agora, não podem queixar-se no futuro.

Atenção ao “diploma próprio”. Poderá ser aqui que entra como 1.ª cláusula o resultado da avaliação externa!


Existem professores que julgam que é lei a ordenação e que só estão em perigo os últimos de cada grupo disciplinar.

Então… ainda não está pronto para a greve? 

Retrato corrente…

Começou o ano do “enorme aumento de impostos”. Os portugueses vão pagar mais IRS, vão receber menos e gastar mais dinheiro com as despesas do dia-a-dia. 

A Rádio Renascença elaborou um guia para o ajudar a fazer contas à crise. 
SERVIÇOS E CONSUMO

Electricidade: +2,8% 
Gás: +2,5% 
Rendas: +3,4% (contratos posteriores a 1990) 
Portagens: +2,03% 
Tabaco: +1,3% 
Bebidas alcoólicas: +1,3% (e +7,5% nas bebidas espirituosas) 
Telecomunicações: +3% (Fevereiro) 
Transportes: +0,9% 
Taxas moderadoras: +0,9% 
IMPOSTOS

IRS: escalões passam de 8 para 5. Sobretaxa de 3,5% de IRS. Rendimentos acima de 80 mil euros por ano pagam taxa solidária de 2,5%. Rendimentos acima de 250 mil euros anuais pagam taxa solidária de 5%. No final, os portugueses assistem a “um enorme aumento de impostos. Rendimentos de capital (juros, dividendos, mais-valias bolsistas): taxa liberatória sobe para 28% 
Tributação património: imóveis acima de um milhão pagam mais 1% de imposto de selo 
Jogos Santa Casa: prémios acima de cinco mil euros pagam 20% do valor em causa 
IVA: devolução 5% do valor das facturas pedidas. Limite máximo de devolução é de 250 euros. São consideradas facturas de alojamento, restauração, cabeleireiros, institutos de beleza e oficinas. 
Menos deduções:
Escalão de rendimento colectável Limite 
Até 7000 € sem limite 
De mais de 7 000€ até 20 000€ 1 250€ 
De mais de 20 000€ até 40 000€ 1 000€ 
De mais de 40 000€ até 80 000€ 500€ 
Mais de 80 000€ 0€
Estes limites são aumentados em 10% por cada dependente. Despesas com saúde, educação, habitação, lares e pensões de alimentos pagas são consideradas deduções à colecta. 
Crédito à habitação: tecto máximo de 296 euros 
Dedução de rendas: tecto máximo 502 euros 
PENSIONISTAS

Acima de 1.350 e até 1.800 euros: corte de 3,5% 
Acima 3.750 euros: corte de 10% 
Acima 5.030 euros: corte de 10% + contribuição extraordinária de solidariedade (15% sobre o montante que exceda 5.030, mas que não ultrapasse 7.545; e 40% sobre o montante que ultrapasse 7.545 euros). 
NOVOS REFORMADOS
Penalização de 4,78%
Alternativa é trabalhar mais tempo
– 65 anos de idade e 40 de descontos: mais 5 meses
– 65 anos de idade e 35 a 39 anos de descontos: mais 8 meses
– 65 anos de idade e 25 a 34 anos descontos: mais 10 meses
– 65 anos de idade e 15 a 24 anos descontos: mais 15 meses 
FUNÇÃO PÚBLICA

Subsídio doença: baixas até 3 dias sem pagamento; redução 10% na remuneração base diária para baixas a partir do 4.º dia e até ao 30.º dia. 
Idade reforma: 65 anos; polícias e militares – 60 anos 
Salários: manutenção das reduções entre 3,5% e 10% para salários superiores a 1.500 euros 
SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DO PÚBLICO

– Subsídio Natal é reposto e mantém-se suspensão do de férias;
– Pensionistas e reformados recebem subsídio de Natal e 10% do subsídio de férias;
– Suspensão subsídio de férias nos moldes de 2012: não se aplica abaixo dos 600 euros; progressivamente entre os 600 e 1100; na totalidade acima dos 1100. 
SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL DO PRIVADO

– Diluição de metade dos subsídios de férias e Natal por 12 meses.
– Restantes 50% serão pagos até 15 de Dezembro (Natal) e antes do início das férias. A medida é temporária e deverá vigorar entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2013. 
SUBSÍDIOS – GERAL

Subsídio de desemprego passa a pagar 6% para Segurança Social
Subsídio de doença passa a pagar 5% para Segurança Social
Subsídio por morte dos aposentados: máximo 1.257 euros 
IRC

Empresas com lucros acima de 1,5 milhões: 25% + 3% (taxa adicional)
Empresas com lucros acima de 7,5 milhões: 25% + 5% (taxa adicional) 
PREVISÕES DO GOVERNO PARA A ECONOMIA EM 2013

PIB: -1% 
Défice: 5% 
Consumo privado: -2,2% 
Consumo público: -3,5% 
Investimento público: – 4,2% 
Exportações: 3,6% 
Importações: – 1,4% 
Inflação: 0,9% 
Taxa de desemprego: 16,4% 
REFUNDAÇÃO DO ESTADO

Corte de quatro mil milhões na despesa. Segundo o primeiro-ministro, o Governo vai ter de “mexer nas pensões, nas despesas de saúde, nas despesas de educação”. A poupança será feita, diz Pedro Passos Coelho, “pelas rubricas financeiras mais pesadas”. 
Redução 2% funcionários públicos até 2014: cerca de 40 mil

Agiotagem…

Enquanto as pequenas e médias empresas vêm a factura da electricidade a subir, lutando diariamente para sobreviver…

Enquanto as autarquias têm que se endividar para pagar as contas de electricidade, entregando deste modo – cada vez mais – o dinheiro dos contribuintes para sustentarem a agiotagem da banca e dos accionistas da EDP…

Enquanto as famílias portuguesas vêm a sua conta de electricidade a subir, e os salários a descerem…

Enquanto o estado paga dá subsídios à EDP, roubando aos serviços públicos e famílias portuguesas…

Os representantes da agiotagem enchem o bandulho, e ao mesmo tempo dizem que os trabalhadores andaram a gastar acima das suas posses…

Claro que se os trabalhadores portugueses ganhassem 1/10 destes salários, não precisavam de se endividar para conseguirem sobreviver.

A hipocrisia dos Alemães


O Lidl aplicando a táctica de fazer desconto em produtos, no qual o preço original é por eles estipulado, táctica essa que já tem “teias de aranha”;

Atendendo que a publicidade deste suposto desconto leva as pessoas a deslocarem-se a esse supermercado, comprando o produto em causa assim como outros produtos diversos. A pessoa que já foi mentalizada para o “baixo” preço de um determinado produto, na maioria dos casos, já não está com a verdadeira consciência do que está a comprar e qual o preço.

Mas o essencial da questão não está neste aspecto…

O Lidl com a desculpa, da “pena” (acho que eles também vendem galinhas) que têm do corte que os trabalhadores vão sofrer no subsidio de natal, dizem que vão fazer descontos proporcionais, em alguns produtos, a esse corte.

Que hipocrisia…

Antes de mais a publicidade que a comunicação social deu a estes supermercados, custa mais de 100 vezes do que os supostos descontos;

O Lidl trata os seus trabalhadores como criados para todo o serviço, e quando querem.

Obrigam os trabalhadores a levantar com os seus bracinhos, litros e litros de agua para cima dos tapetes das caixas; Pois é obrigatório que toda a mercadoria seja posta no tapete, de forma cega e muda, mesmo que dentro dos carros estejam 50 garrafões (iguais) de 5 litros agua. Como o cliente não tem que se sujeitar a esta regra estúpida, lá vai a rapariga da caixa transportar 250 quilos.

E como quem implementou esta regra, foi alguém que é bem pago pelo Lidl para sujeitar os outros à escravidão, essa regra é impreterível.

Em relação aos trabalhadores do Lidl, podem-se contar pelos dedos das mãos o número de trabalhadores que possuem contrato sem termo, essa contagem não é por loja é por Distrito.

Quanto ao salário, nem precisa do corte dos 50% para ser miserável; Os trabalhadores não estão classificados, nem recebem o equivalente ao que o seu CCT estipula para as suas funções. Mas as funções também são duvidosas, pois ao abrigo da polivalência estes trabalhadores tanto estão nas caixas de pagamento, a repor artigos, a carregar mercadoria e a fazer a limpeza.

Assim qual é o problema de pagarem, à maioria, como de trabalhadores de limpeza se tratassem?

Isto é tal como acontece em certas casas;

O marido bate e maltrata a esposa e os filhos, sai para fora de casa e é só sorrisos e beijinhos com as mulheres dos outros e os filhos dos outros…

A Ironia é que este grupo vem tentar passar uma mensagem de “pena” dos trabalhadores, quando este grupo pertence a um País que é um dos verdadeiros culpados pela situação actual. Aliás são os verdadeiros patrões da troika e companhia.

Pais que tem-se sustentado à conta da miséria dos outros, são uns verdadeiros parasitas…

O trabalhador não se importa com o salário, quer é trabalhar…

Cada vez mais ouvem-se os patrões, quando questionados “amigavelmente” sobre os baixos vencimentos dos trabalhadores, a dizerem que o povo quer é trabalhar e que não estão importados com os aumentos dos salários, nomeadamente com o salário mínimo nacional.
Entre muitos, ainda não há muito tempo (uns dias antes das ultimas eleições legislativas), o Sr. Belmiro Azevedo que estava “escondido” foi a um jornal nacional dizer isto mesmo. Ou seja, resumindo, disse: venha lá a troika ajudar a explorar, ainda mais, os trabalhadores porque é preciso que o valor do trabalho seja reduzido. Quem trabalha não precisa de ganhar mais do que o suficiente para não morrer à fome, e para poder ir trabalhar.
O povo fez-lhe a vontade…
Recentemente um Sr. que intitularam presidente da confederação dos proprietários da industria hoteleira, após ter sido recebido pelo novo ministro da economia e do trabalho (subjugado aos interesses dos lucros dos patrões)… veio com esta mesma conversa.
Que o salário mínimo nacional não podia ser aumentado, e que este não era o problema dos trabalhadores, o problema dos trabalhadores era terem trabalho.
Resumindo, trabalho… trabalho… mas sem direitos.
Estes pensamentos levam-nos a lembrar tempos passados, tempos da escravatura; Tempos em que havia muito trabalho, mas não existiam direitos.
Estamos quase lá, e já naquele tempo haviam escravos que adoravam ser escravos.
Este Sr. Presidente que fez-me lembrar “os vendedores da cobra” disse qualquer coisa como, reduzindo os direitos dos trabalhadores, aumenta o número de postos de trabalho.
Deve ser… os patrões que tudo fazem para aumentar os horários de trabalho, através de diversos artefactos obrigam os trabalhadores a trabalharem muitas horas após o seu horário de trabalho (trabalho não remunerado, é claro); Agora é que iam contratar mais trabalhadores.
O Sr. Presidente da dita confederação (não sei se também representa os donos das bancadas de artesanato, e etc…) devia era estar preocupado com a fuga aos impostos que existe na hotelaria, mas claro ainda existe gente honesta.
Declaram ordenados mínimos dos seus trabalhadores; a maioria dos patrões nunca recebe mais do que € 500,00; as empresas é que pagam as casas, os carros e as creches dos filhos destes ditos proprietários; cobram o IVA ao cliente mas depois o declarado é bastante inferior; Escravizam muitos trabalhadores em situação ilegal, enfim… tudo bons rapazes, e este Sr. representa estes bons rapazes, logo é melhor do que eles.
Quanto ao Sr. Belmiro Azevedo é “umas mãos largas”;
Tem um jornal que dá, sucessivamente, muitos prejuízos… mas continua como se nada fosse, pois se acabasse com o jornal deixava de ter um órgão para influenciar o povo naquilo que lhe interessa, e se gasta é porque tem…
O problema é ter à custa da exploração;
Os seus centros de distribuição têm ao seu serviço, maioritariamente, trabalhadores precários que têm muito trabalho mas os direitos ficaram para o patrão, e para os seus vassalos que o substituem na tarefa de exploração destes trabalhadores.
Vassalos que cumprem criteriosamente as suas delegações de competência, e ainda inventam mais uns trabalhinhos forçados para estes trabalhadores, para quem até o direito de ir à casa de banho tornou-se numa regalia.
Cuidado, não engravidem… isto de engravidar não está em consonância com os interesses nacionais do patrão. Isto é coisa de burguês…
Os trabalhadores destes centros de distribuição chegam a trabalhar mais de doze horas por dia, sendo que têm que estar ao dispor do patrão ainda mais horas do que as “trabalhadas”.
Os horários são feitos de acordo com o interesse nacional do patrão, havendo interrupções nesses horários de longas horas, nas quais o trabalhador ou trabalha (de borla, é claro) ou tem que fazer tempo para regressar ao trabalho após umas horas de pausa, mas à sua própria conta.
Deste modo o trabalhador não está disponível para a sua família, nem para si próprio durante longas horas… vá lá ainda têm a possibilidade de irem dormir a casa.
Se estes trabalhadores barafustam são “convidados” a irem procurar emprego, pois se eles não estão dispostos a serem explorados existem muitos outros que estão.
Por estes e muitos outros motivos, é que estes Srs que cometem ilegalidades aguardaram e sempre obtiveram a ajuda dos sucessivos governos, para legalizarem as ilegalidades cometidas por eles.
Veja-se o caso dos recibos verdes…
Recibos que são utilizados na maioria dos casos por trabalhadores que prestam um trabalho regular e não são independentes. Que estão submetidos a um suposto horário de trabalho, estando dependentes hierarquicamente das chefias.
Estes trabalhadores obrigatoriamente deviam ser do quadro dessa empresa, mas não…
Quem perde? O trabalhador e o estado… eu escrevi o estado e não o governo.
Os trabalhadores precários e a recibos verdes são óptimos “chouriços” para os patrões triturarem.
Pois têm que trabalhar, trabalhar, e não contestar…
Têm que fazer tudo o que lhe mandam, não interessa a função. Se o patrão precisar, ele têm que lhe ir levar o cafezinho, limpar a secretária, levar os filhos do patrão à escola, dormir no trabalho se for preciso.
Quanto a doenças, é melhor não as ter senão nem dinheiro para os medicamentos vai ter, e quando regressar ao trabalho pode já estar ocupado.
Se o trabalhador não aceitar este pacto de interesse nacional do patrão, vai-se embora no dia seguinte. O que não falta é quem “queira trabalhar”.
Quanto ao trabalhador é lixo, serviu para os fins e agora o patrão deita fora.
Isto é ilegal…. Mas eles gostam muito da legalidade e por isso estão a aguardar. Mas atenção, não têm tempo a perder e já vão mais à frente.
A Constituição incomoda muito o interesse nacional do patrão.
Existem trabalhadores que dizem que é pratica comum, por isso têm que aceitar… logo a lei deve mudar.
Esses trabalhadores se gostam de “levar na tromba” é com eles, mas “deixem em paz” a lei para aqueles que não se vergam e procuram justiça…
Que raio de mania dos “cobardes” quererem que todos os outros sejam cobardes…

Iluminados no escuro…

A Comunicação Social é dominada pelo poder económico que em defesa dos seus interesses apregoa e mentaliza os trabalhadores de que só existe um caminho, e esse caminho é aquele idealizado para aumentar os lucros do poder financeiro.

Nesse caminho vale tudo, desde que não se vá contra os interesses de quem domina.

Os dominadores, serve-se de gentalha que deixa-se ser usada em troca de um status social e de uns trocos que fazem parte de grandes fortunas obtidas através do trabalho de trabalhadores, que são obrigados a aceitar trabalho, por meia dúzia de tostões.

Tostões que não chegam para sobreviverem, quanto mais para viverem decentemente.

A Comunicação Social, detida pelos detentores, ou devedores, do capital financeiro constroem os seus “impérios” dando voz, somente, aqueles que apregoam os caminhos delineados por esses detentores ou devedores.

Por isso é que diariamente vemos nas televisões os Marcelos, Angelos Correias, Sousas Tavares, Barretos e amigos… os pseudo constituicionalistas Mirandas e companhias…

Quem limita-se a ver a Televisão e os Jornais alinhados, fica limitado no seu pensamento e raciocínio, e dali não sai. Estes, diariamente, apregoam o inevitável e as teorias alinhavadas pelos “poderosos dominantes”.

Estes “limitados” quando se deparam com uma pessoa que fala de coisas e meios diferentes, dos já absorvidos, limitam-se a dizer que não é assim, e debitam o que lhes formataram…

Perante contradições e argumentos objectivos estes limitados, limitam-se a dizer “é tudo igual…” pois foi mais uma forma dos mentalizarem, que em caso de duvida não devem raciocinar mas deitarem-se e dormirem… ou irem à bola e lerem um jornal desportivo.

Os seus “donos” é que sabem e todos os outros ou são burros, ignorantes, ou são comunas…

Como já estão formatados em relação aos comunas, mantêm o pensamento dominante e vão ver o futebol.

Durante muitos anos, e no presente, o povo foi doutrinado sobre tudo o que era diferente da doutrina, se não está dentro da doutrina é satânico… e eles querem ir para o céu, logo fogem do diabo a sete pés.

O diabo é mau, o diabo come criancinhas, nacionaliza galinheiros… logo os doutrinados que são “gente iluminada e cheia de fé” têm que fugir.

Antigamente os “iluminados” denunciavam à PIDE… agora só resta-lhes fugir.

Os iluminados estão cientes de que devem sofrer na terra para atingirem o céu…

Logo, serem explorados pelo patrão; trabalharem e o fruto do seu trabalho não ser suficiente para sobreviverem, quanto mais para viverem, faz parte da fé, e a fé diz que isto é que está certo…

Isto mais não é do que uma prova na terra para alcançarem o céu. Seguindo a lógica, devem deixar o prazer na terra para aqueles que os exploram.

Mas até os “iluminados” fraquejam, para isso precisam de serem acompanhados por quem tem o poder de os absolver na terra, para conquistarem o céu.

No entanto, para quem não é iluminado, é necessário e urgente conquistar uma sociedade justa…

Uma sociedade que atribua um valor justo ao trabalho, e que seja solidário com quem precisa e quando precisa…

Mas esmolas não… as esmolas fazem parte da fé para expurgar os pecados na terra…

Manipulação de consciências, instituída democraticamente…

A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…