Revoltados da merda…

Em relação à possibilidade de poder duplicar a contagem dos anos de serviço para efeitos de reforma, sou contra essa lei tal como o meu partido é contra.

O PCP não é contra essa lei só em teoria, mas também na prática… pois, na Assembleia da República votou contra.
Se sou contra a Ana Teresa Vicente ter requerido a reforma ao abrigo dessa lei? 

Não, não sou…

Seria se não tivéssemos que nos submeter a leis com as quais não concordamos, estaria contra se não fossem roubadas as pensões e salários ao abrigo de leis com as quais não concordo…

Não concordaria e ficava muito chateado se a Presidente da Camara de Palmela andasse a roubar, ou a gerir a Camara em benefício de meia dúzia.
Mas disto ninguém a pode acusar…
O que me chateia é que os trabalhadores não tenham o direito a terem tempo de puderem viver dignamente a sua reforma, depois de terem passado anos a produzirem e a receberem uma milésima das mais valias por si produzidas…
O que me chateia é o desemprego que existe, só porque querem manter os trabalhadores a trabalharem até à data do seu funeral…
O que me chateia é existirem tantos revoltados contra os direitos dos trabalhadores, enquanto andam anestesiados em relação à entrega do nosso dinheiro, de mãos beijadas, aos grandes grupos económicos e banqueiros…
Se tal não acontecesse já não precisávamos ter um povo a passar fome, velhos a trabalharem para comerem um pedaço de pão, crianças a desmaiarem porque não comem…
O que me chateia é que muitos desses revoltados por causa das migalhas, são aqueles que durante anos têm votado nestes sucessivos governos que têm roubado ao povo para dar à agiotagem, como daqueles pseudo apolíticos que tornam-se revoltados e que adoram mostrar a sua revolta em frente ao espelho, mas mais não fazem do que terem contribuído para a existência destes governos criminosos…
O que me chateia é estes falsos moralistas, que estão contra a reforma legal da Ana, serem os mesmos que votaram nos deputados que aprovaram esta lei…
Os deputados do PCP não foram…
Se tivéssemos leis justas… não precisávamos de esperar a morte para termos direito à reforma…

Enfim… estes falsos moralista que enquanto roubaram os, verdadeiros, funcionários públicos batiam palmas… Agora que também lhes calha a eles, ai jesus…

Estes falsos moralista, que parte do seu ordenado é pago por fora… sem impostos, nem descontos…

Enfim, mas o que me importa é o verdadeiro povo e os trabalhadores que lutam para viverem… e não aqueles que existem para exigir que os outros tenham menos do que eles.
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