Reflectindo…

Amigos, lutem pelo que é vosso… nunca invejem o que é dos outros e que foi obtido com a luta deles. O que estes dementes querem, é que desejemos que os outros nunca estejam melhores ou iguais a nós, e que consequentemente gastemos a nossa força em tentar retirar o que os outros, merecidamente, têm… em vez de gastarmos a nossa força a lutarmos pelo que merecemos justamente…

Beneficio do incentivo fiscal à exigência de fatura, para Tótós

O sr. ministro Gaspar até pode ser boa pessoa, mas a Avó dele nunca devia ter nascido. Ora vejam só quanto ele é cruel: 

De acordo com a nova lei, a partir de 1/Jan/2013, os Portugueses podem deduzir no IRS o valor de € 250 correspondente a 5% do IVA que seja pago em facturas identificadas com o seu NIF e que digam respeito aos seguintes serviços: 
a) Manutenção e reparação de veículos automóveis; 
b) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios; 
c) Alojamento e similares; 
d) Restauração e similares; 
e) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza. 
Ora, para que 5% do IVA pago perfaça 250 euros, basta APENAS acumular facturas no montante de € 26.739,13 durante o próximo ano, com cabeleireiros, restaurantes, oficinas, etc.. Ou seja: € 26.739,13 : 1,23 = € 21.739,13, donde € 21.739,13 x 23% = € 5.000€, sendo que € 250 são 5% de € 5.000. 
Fácil e de uma inteligência de elevado QI, só própria de quem é superdotado(?). Ou ao invés, de quem é muito MAL-FORMADO!!! 
Dividindo € 26.739,13 por 12 meses, basta gastar por mês TÃO SÒMENTE € 2.228,26, ao que se deve acrescer o pagamento com a alimentação, renda da casa, saúde, vestuário, calçado, combustíveis, seguros, água, gás, electricidade, telefone, etc., para que no fim se possa apurar o MENSALÃO. 
Confesso que não consigo dizer bem haja ao sr. ministro das Finanças! Pois esta IDIOTA e ESTÚPIDA medida trata os Portugueses como ATRASADOS MENTAIS … mas é caso para, com todo o prazer, o mandar bordamerda mais a sua política para o resto da sua vida.

Dez escudos…

O avô conta ao seu neto João as grandes mudanças que aconteceram na sociedade, desde a sua juventude até agora…

« Sabes, João, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos = (+/-) 5 cêntimos hoje, e com isso mandava-me à mercearia da esquina.

Então eu voltava com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um saco de batatas, um queijo, um pacote de açúcar, um pão e  uma dúzia de ovos..!”

E o João respondeu-lhe:

«Mas avô, na tua época não havia câmaras de vigilância???»

AULA PRÁTICA DE DIREITO – VALE A PENA LER!…

Uma manhã, quando o nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

– Como te chamas?

– Chamo-me João, senhor.

– Saia da minha aula e não quero que volte nunca mais ! – gritou o desagradável professor.

João estava desconcertado. Quando recuperou, levantou-se rapidamente, recolheu as suas coisas e saiu da sala. Estávamos assustados e indignados, mas ninguém disse nada.

– Agora sim ! – perguntou o professor – para que servem as leis ?…

Assustados, pouco a pouco, começamos a responder à sua pergunta:

– Para que haja uma ordem na sociedade.

– Não ! – respondia o professor.

– Para cumpri-las.

– Não !

– Para que as pessoas paguem pelos seus actos.

– Não ! Será que ninguém sabe responder a esta pergunta ?

– Para que haja justiça – disse timidamente uma garota.

– Até que enfim ! É isso… para que haja justiça. E agora… digam-me, para que serve a justiça ?

Começávamos a ficar incomodados pela atitude grosseira do professor, mas lá íamos respondendo:

– Para salvaguardar os direitos humanos…

– Bem, que mais? – perguntava o professor.

– Para diferenciar o certo do errado… Para premiar quem faz o bem…

– Ok, não está mal, porém… mas, respondam a esta pergunta: agi correctamente ao expulsar o João da sala de aula? …

Ficámos todos calados.

– Quero uma resposta decidida e unânime !

– Não ! – respondemos todos a uma só voz.

– Poderia dizer-se que cometi uma injustiça ?

– Siiiim !

– E por que é que ninguém fez nada a respeito disso? Para que queremos leis, e regras, se não dispomos da vontade necessária para as praticar ? Todos e cada um de vós tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais ! – Vá chamar o João – disse, olhando-me fixamente.

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos os nossos direitos, perdemos a dignidade.

 E A DIGNIDADE NÃO SE NEGOCEIA.

Recordando

“O golpe de Estado termina e a revolução ainda não começou: os meses que seguem  são uma pausa. Mas antes, principalmente em Lisboa e no Porto, o povo vai finalmente dar-se conta de que desta vez alguma coisa mudou, e o 1° de Maio de 1974 é uma impressionante e comovedora manifestação de alívio; os cravos vermelhos, o novo símbolo, presentes em toda a parte, mesmo no cano das armas; é o momento em que a fraternidade parece possível. Dias antes, a chegada de Mário Soares a Lisboa tinha sido comovente e triunfal, uma enorme multidão esperava-o em lágrimas, sorrindo, e aos brados de vitória.. Logo a seguir Álvaro Cunhal, para os não comunistas um desconhecido, o homem que vinha dos longos anos de prisão – catorze no total e oito em encerramento solitário – que escapara em 1961 da prisão de Peniche e cuja vida, desde então, tinha sido um mistério.

Álvaro Cunhal desembarca no aeroporto e os portugueses têm dificuldade em acreditar no que vêem: a foice e o martelo são o pano de fundo. A recepção é triunfal também, mas mais sóbria, os punhos erguidos mostram uma determinação disciplinada, contida, só algumas vozes se embargam quando milhares entoam o que tinha sido o hino da clandestinidade comunista:

“Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz.
Avante, camarada avante,
O sol brilhará p’ra todos nós”.

Um detalhe não escapa àqueles que, atentamente, seguem os acontecimentos: os militares, que não esperaram Soares, vão esperar Cunhal. Sobre um carro blindado, acompanhado por soldados que erguem o punho, rodeado de uma multidão que, pela primeira vez em mais de cinquenta anos pode confessar livremente o credo comunista, o secretário-geral do PCP entra em Lisboa.

Um slogan anda em todas as bocas: “O povo unido, jamais será vencido!”Mas o povo, a falar verdade, ainda mal sabe o que se passa, e por enquanto não se encontra unido a ninguém, nem a coisa nenhuma. Às vilas da província, às aldeias, mal chegam ecos do que se passou em Lisboa. Os emigrantes, num reflexo de defesa – mudança é sempre insegurança – suspendem as remessas de dinheiro e ordenam às família que levantem quanto dinheiro têm no banco, “pois dizem que os comunistas nos vão tirar tudo”.

É a triste ignorância dos pobres, a qual se mede ainda melhor quando se sabe que durante meses, de aldeia para aldeia, corre e é tomado a sério, o boato de que o governo dos comunistas irá confiscar as panelas de pressão.”
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in “Portugal, a Flor e a Foice” – inédito; edição neerlandesa: “Portugal, de Bloem en de Sikkel” – Arbeiderspers, Amsterdam, Novembro 1975.

Nova habilitação profissional: O Engraxanço e o Culambismo Português

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.

Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.

Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc… Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.

Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(…) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.
Miguel Esteves Cardoso, in ‘Último Volume’

Suicídio de politico corrupto em directo. não aconselhavel para pessoas sensivéis

CHOCANTE….

Mostra um politico norte-americano que, após ter sido descoberta uma corrupção em seu nome de (somente) US$ 15.000,00, chama a imprensa, lê sua carta de renúncia, pede desculpas á família, e suicída-se em frente ás

câmaras e aos estupefactos jornalistas…

Se os politicos portugueses tivessem a mesma vergonha na cara talvez nosso parlamento estivesse fechado por falta de quorum e o país viveria em luto oficial de 3 dias e teria orgulho de te-los visto fazendo algo de útil

além de roubar e mentir ao povo.

Este filme de um caso veridico…

É preciso muita coragem!!!

A Minha Querida Pátria

Os troikistas, desde os anteriores e actuais governantes até aos comentadores e economistas de serviço, não esquecendo o grande líder da “União” Europeia, fizeram a sua propaganda para subjugar o país à condição de bom aluno, tomaram e apoiaram medidas para, como disseram, acalmar os “mercados”, e agora, com o seu patriotismo retardado, sentem-se atraiçoados, queixam-se em uníssono, derramam lágrimas de crocodilo e clamam que as agências de rating são terroristas. Mas ainda não explicaram como é que o país, com uma economia cada vez mais recessiva, pagará a dívida e os juros fixados nos prazos estabelecidos.

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A Minha Querida Pátria


a pátria
os camões
os aviões
e os gagos-coutinhos
coitadinhos

a pátria
e os mesmos
aldrabões
recém-chegados
à democracia social
era fatal

a pátria
novos camões
na governança
liderando
as mesmas
confusões
continuando
mesmo assim
as velhas traduções
de mau latim
da Eneida

enfim
sabem que mais?
pois
vou da peida

Mário-Henrique Leiria