Emigrei e agora tenho este fascista a olhar para mim

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POR PEDRO RIBEIRO | 7 DE AGOSTO DE 2013

A saudade não é o único problema para quem decide emigrar, nem que seja para a melhor cidade do mundo

Um em cada quatro portugueses tem vontade de emigrar. Com a crise, todos os anos há cem mil pessoas, um por cento da população, que emigram mesmo. Em Janeiro foi a minha vez. Não me arrependo. Mas há obstáculos que talvez não ocorram aos 25% que sonham libertar-se da crise e deixar Portugal para trás. Por exemplo, agora tenho aquele fascista da foto ali em cima a olhar para mim.

Emigrei para a Áustria, para a cidade com “a melhor qualidade de vida no mundo”. Não sei se o referido estudo da Mercer tem mesmo razão, mas vive-se de facto muito bem em Viena. A minha família de quatro mora num bairro perto do centro, e no nosso quarteirão há um supermercado onde vamos quase todos os dias. Em frente ao supermercado há um placard publicitário com propaganda política (a Áustria tem eleições legislativas a 29 de Setembro). No cartaz vê-se um indivíduo de meia-idade com um sorriso Pepsodent, ladeado de um par de jovens também sorridentes. Em alemão, promete “Mit ihm gibt’s echte Chance für unsere eigene Jugend!” O que significa mais ou menos “com ele haverá oportunidades a sério para os nossos jovens!”

À primeira vista, o cartaz é inócuo. Mais um político com sorrisos de plástico acompanhado por figurantes de agência e um ‘slogan’ estereotipado.

Só que o indivíduo promete “oportunidades a sério” apenas para “os nossos jovens” – não para os imigrantes que constituem quase um quarto da população de Viena. Bastaria dizer que era só os “nossos” (“unsere”) jovens, mas o cartaz faz questão de frisar que são os “nossos próprios” (“unsere eigene”), para que não restem dúvidas sobre quem está ou não incluído.

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Esta não é uma interpretação abusiva. O fulano do cartaz chama-se Heinz Christian Strache, e é o líder do FPO, o partido da extrema-direita austríaca. Talvez o nome FPO lhe diga alguma coisa; é a sigla em alemão de “Partido da Liberdade”, e tornou-se famoso em toda a Europa no ano 2000, quando foi o partido mais votado nas eleições austríacas e chegou ao Governo.

O líder do FPO na altura era Jörg Haider, um sujeito truculento com uma retórica antiemigração e um gosto por gestos criptonazis – ou apenas nazis, sem o “cripto”, como ir a um jantar de antigos membros das Waffen SS (as tropas de elite do regime nazi) e dizer que os participantes eram patriotas e boas pessoas.

A União Europeia, que na altura não tratava só de questões de crise e austeridade, impôs sanções a Viena. Na curiosa terminologia da época, estendeu um “cordão sanitário” à volta da Áustria. As sanções não eram nada de extraordinário: essencialmente, o Governo austríaco não seria convidado para algumas reuniões e conferências comunitárias.

O FPO manteve-se no Governo austríaco mas Haider ficou de fora e prometeu, basicamente, não se portar muito mal.

 A situação acalmou, o FPO acabou por sair do Governo, e a estrela de Haider apagou-se.  Nos anos seguintes, foi notícia fora da Áustria sobretudo graças à sua  amizade próxima com um dos filhos de Muammar Kadhafi.  Em 2008, morreu num acidente de viação. A sua morte foi notícia em parte pelas circunstâncias: estava bêbedo, e vinha de um clube gay. Para a maior parte dos austríacos, a homossexualidade de Haider era um segredo de polichinelo; a imprensa internacional deu mesmo assim muita atenção às declarações do seu sucessor político e amante, que confirmou que Haider era “o homem da sua vida”.

Por essa altura, Haider já não era líder do FPO. Tinha abandonado o partido em 2005, juntamente com membros de uma fação mais moderada, numa cisão ideológica com a linha dura do “Partido da Liberdade”.

Ora, para não perdermos o fio à meada, Haider, o neonazi amigo dos Kadhafis, tão de direita que a Europa boicotou a Áustria quando ele chegou ao Governo, representava a ala moderada do FPO. Este moderado foi empurrado do partido por Heinz Christian Strache, técnico de higiene dentária por profissão (o tal sorriso Pepsodent não é por acaso).

Sou indesejado por um quinto dos austríacos

Há alguns anos, Strache processou uma revista austríaca por ter escrito que ele mantinha “contactos com neonazis”. O tribunal decidiu a favor da revista, considerando que havia “uma base factual adequada para demonstrar uma certa proximidade com ideias nacional-socialistas”. Embora Strache vire a sua hostilidade sobretudo contra imigrantes muçulmanos, também consegue ser antisemita.

Chamar-lhe fascista é um pouco indelicado, mas não é exagero. A imprensa costuma tratá-lo por etiquetas mais brandas como “populista” ou “nacionalista”. São esses eufemismos que normalmente se reserva em Portugal ao Partido Nacional Renovador, o PNR, que, em 2007, espetou no centro de Lisboa um cartaz com o slogan “Basta de emigração”. Lembra-se do cartaz, com o aviãozinho a partir e a legenda “façam boa viagem”? Talvez se recorde da resposta genial dos Gato Fedorento.

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Na altura, a polémica parecia-me meramente ridícula. Agora que faço parte do grupo fico a pensar no que sentiriam os imigrantes brasileiros, africanos, ucranianos, romenos a quem o PNR dizia “boa viagem”.

O cartaz de Strache não é tão boçalmente agressivo como o do PNR. Mas o FPO também não é nenhuma excrescência eleitoral como o PNR (que nunca ameaçou chegar sequer perto de um por cento dos votos). O FPO de Strache deverá ter perto de 20% nas eleições de setembro. No ano passado, chegou até a estar à frente nas sondagens, à frente dos dois partidos que constituem a coligação do tipo “bloco central” que agora governa a Áustria.

As sondagens também confirmam que, para os eleitores do FPO, o tema mais importante é a imigração. Apoiam Strache precisamente porque ele faz voz grossa contra os imigrantes.

Ou seja, um quinto dos eleitores no país onde eu agora vivo considera-me indesejável. Esta constatação não é saudável para mentalidades paranóicas. O funcionário que me tratou mal na repartição das finanças foi antipático de propósito? Este fulano está a olhar de esguelha para nós por nos ouvir a falar em estrangeiro? Se calhar não era para nós que o fulano estava a olhar. E se calhar o funcionário das finanças é antipático com toda a gente. Quase todos os austríacos que encontrei até agora foram no mínimo cordiais.

A Áustria é um país bastante generoso para os estrangeiros. Para quem ultrapassar a barreira da língua, há muitas oportunidades. O estereótipo que nós temos deles – ordeiros, eficientes, diligentes – é essencialmente verdadeiro. E desconfio que, apesar de nós nos considerarmos um povo acolhedor e fraterno, não tratamos os imigrantes melhor do que eles, antes pelo contrário.

Mas receio nunca vir a sentir-me completamente à-vontade na Áustria. Neste país tão avançado, tão eficiente, tão próspero, hei-de sempre sentir-me como um convidado, sobretudo quando o tipo da foto estiver ali a recordar-me que, para ele e para os outros como ele, eu não sou bem-vindo.

Uma casa portuguesa

Talvez eu é que tivesse expectativas exageradas. Julgava que, sendo de um país da União Europeia, ir viver para outro país da Europa seria como ir para uma cidade que fica só um bocadinho mais longe e onde se fala uma língua diferente.  Não é. Com excepção da burocracia (e isso já é muito), um português na Áustria é tão ou mais estrangeiro que um russo ou um turco. Na linguagem dos eurocratas, ainda não há uma “cidadania europeia”.

Contudo, este desconforto não me é completamente novo. Muitos anos antes de vir para Viena, vivi três anos nos Estados Unidos. Gostava de lá estar mas, para minha surpresa, ao fim de três anos já tinha saudades de casa. Não só da família e dos amigos, mas da sensação de estar em casa.

Julgava-me acima disso – um cidadão do mundo, capaz de ultrapassar os laços da nacionalidade, de me sentir confortável em qualquer lado. Hoje em dia há Skype, há Web, tem-se notícias das pessoas e pode ver-se o futebol na televisão. Não pode custar assim tanto deixar para trás a nossa terra? Bem, afinal custa.

Ora, isto não é bem a mesma coisa que ter saudades especificamente de Portugal.

Não tenho saudades do Cavaco e do Passos, da austeridade e dos impostos, das ruas com buracos e dos carros estacionados em cima do passeio, das filas na loja do cidadão e nas finanças, dos prédios degradados e dos subúrbios feios, da sensação de tudo fica na mesma tirando o que fica pior.

E a experiência de viver no estrangeiro é boa. Conhecer outros sítios, outra gente, perceber como o nosso país é só uma parte pequenina do mundo. Faz-nos bem sair do conforto da nossa terra – tão distante e isolada.

Vir para longe de Portugal não me faz sentir que a minha terra é melhor do que as outras. Pelo contrário: viver lá fora dá-nos uma nova perspetiva sobre os defeitos do nosso país. Mas ser convidado, mesmo do melhor dos anfitriões, nunca é tão bom como estar em casa. E esse, oh 25% dos portugueses que sonham com emigrar, é o vosso consolo: estão em casa.

Publicado em http://www.carrosselmag.com

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Manipulação de consciências, instituída democraticamente…

A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…

ESTÁ TUDO BEM…

Hoje em dia diz-se mal de muita coisa, mas sem que seja dito onde reside o verdadeiro problema…
Sendo que este dizer mal, e a forma como é feito só vem beneficiar aqueles de que se diz mal e o aparelho implementado, que implementou aquilo de que se diz mal…

Podemos dar um exemplo concreto:
O regime implementado deixa que durante anos e anos uma determinada escola vá apodrecendo…
Este mal dizentes, limitam-se a dizer que a escola está a cair e que é perigoso, etc… etc…
Estes mal dizentes, deviam, era, denunciar que estão a deixar apodrecer determinada escola, para a seguir terem um pretexto para a fechar, pois irão alegar que essa escola não tem condições de segurança e que é preciso fechar…
E que este é “um meio de acabarem” com a educação pública….
Mas estes ditos “mal dizentes” ficam contentes só porque tanto alarido fizeram que a escola encerrou, pensam eles é claro, enquanto o sistema implementado esfrega as mãos de contente, pois fecharam uma escola, e assim sobra-lhes, ainda mais, dinheiro para o estado financiar os privados, e “os mal dizentes” deixaram de dizer mal, calaram-se… pois não lhes restam mais reivindicações, atendendo a que a única reivindicação era a escola estava a apodrecer… e se fechou para eles o problema ficou resolvido.
Enquanto aqueles que reivindicam que este sistema só está a dar cabo da educação pública, através do encerramento das escolas, escamoteados através de diversos pretextos, passam a ser os estúpidos…. Pois não havia razão para deixar-se uma escola apodrecida aberta; Fazer obras agora não compensa, pois ficariam muito caras…
Sendo que a definição de caro ficaria ao critério do sistema implementado, é claro.
Isto não acontece só com a educação, acontece com a saúde, a justiça, etc…
No que diz respeito à justiça:
Esses tais mal dizentes nem falam, pois acham muito inovador e de uma inteligência sobrenatural, andarem a construir edifícios para serem instalados os tribunais, em terrenos públicos. Pois a construção é feita à conta dos “bonzinhos” dos grupos económicos, ligados à construção civil…
Sim, à conta dos “bonzinhos”.
São estes grupos económicos que financiam e oferecem a construção dos edifícios nesses terrenos públicos.
Ai está porque são, cada vez mais, considerados grupos económicos com boas práticas para a sociedade, e merecedores de medalhas de grandes benfeitores para a sociedade Portuguesa.
E o que lucram com isto tudo, não é quase nada…
Ao longo vários anos recebem umas rendinhas mensais que oscilam entre 600 mil euros a um milhão, e após o prazo de por volta de 30 anos, ainda fazem o sacrifício de ficarem proprietários do edifício em causa e dos terrenos que eram públicos; Que eram um encargo muito grande manter como públicos, sim um encargo enorme…
Pois é, ainda por cima, ficam com um edifício que sofreu obras e manutenção feitas por eles, ou alguém familiar, e que foram pagas simbolicamente pelo estado, segundo os critérios do sistema implementado, e com acessória destes grupos “bonzinhos”.
Ainda dizem que não existem boas práticas e solidariedade em Portugal…
Desde que o dinheiro do estado não seja gasto na educação publica, na saúde publica, no apoio a quem mais precisa (através da segurança social), na verdadeira justiça… e seja gasto a financiar os negócios privados de quem mais lucra…

ESTÁ TUDO BEM

Somos os maiores…

É nestas coisa que vemos como Portugal está muito à frente de qualquer pais “civilizado”, não fossemos ao longo de mais 30 anos governados por verdadeiros digníssimos xuxas, compadres e socratinos… tudo em nome da construção de um pais que acolhe e protege quem mais necessita, no seu dia-a-dia; Protegendo aqueles que precisam de muitos euros para manterem a politica bolsista activa, a fim de não deixarem o valor das acções descerem, assim como de nacionalizarem o prejuízo originado pela especulação bolsista; Proteger e aumentar as contas bancárias de quem pode e deve ter ainda mais, criando condições económicas e legislativas para que a exploração de quem trabalha seja ainda mais facilitada, só assim é que não é desviado qualquer cêntimo dos lucros, em benefício de quem trabalha e que produz o lucro que enche o bolso destes senhores; E caso de prejuízo o estado paga…

Pois é nós temos os buracos originais, enquanto outros precisam de produzir artificiais, o nosso desenvolvimento é enorme…

Obrigado a todos os que ao longo destes anos têm contribuído para a eleição destes senhores que desenvolveram imenso o nosso Pais, tornando-o o pais da escravatura moderna.






Sim, ao tratado de Lisboa (Irlanda)

Sim, ao tratado de Lisboa (Irlanda)… Não a quem mais precisa, no mundo. Mais uma vitória do sistema mundial

Não, não é uma vitória do sistema que luta para haver melhores condições de vida para todos a nível mundial, mas sim o sistema que luta por um reforço de poder daqueles que dominam o poder do capital;
Daqueles que cada vez que ganham mais um milhão, o mundo perde 20 milhões de pessoas mortas à fome, e muitos mais remetidos para uma sobrevivência dura, para se manterem vivos no outro dia.
A Irlanda votou sim, pelo tratado de Lisboa… referendo que só existiu porque a constituição a isso obriga, enquanto em outros países bastou uma assinatura de alguém, que contribui diariamente para a pobreza nos seus países (que é um activo em toda esta crise mundial, em prol daqueles que enriquecem cada vez mais), e que quando perdem… existe sempre um estado pronto a atenuar essas suas perdas e ainda tornar as suas perdas em lucro, à custa daqueles que trabalham…
Em Junho de 2008, após a vitória do não (Irlanda):
“O Tratado não está morto… Ele contínua vivo”, afirmou Barroso em entrevista colectiva em Bruxelas, na qual adiantou que a cúpula de líderes da UE estudará como levar em conta as preocupações manifestadas pelo povo irlandês.
As preocupações levadas em conta, foram a preocupação daqueles que precisam do tratado de Lisboa para dispor da Europa em seu próprio benefício sem entraves, por poucos que existam;
Daqueles que basta o voto deles para se chumbar algo, basta a palavra deles para que muitas tentativas de melhorar a vida de quem trabalha nem cheguem a ir à votação, são chumbadas logo à nascença.
Até ganhar o SIM, haveria os referendos necessários, pois esta é a democracia deste sistema… até chegarem onde querem martelam, martelam… e no fim o povo fica contente porque foram eles que assim decidiram, mesmo que não tenha decidido em consciência e com o conhecimento…
Mas que importa isso? Importa é chegar onde, quem pode, quer.

Barroso afirmou neste sábado (03/10), em Bruxelas, estar “satisfeitíssimo” com a maioria de votos favoráveis ao Tratado no referendo realizado no dia anterior na Irlanda. Segundo ele, os irlandeses entenderam o papel que a União Europeia desempenhou na superação dos efeitos da crise económica.
Outubro 2009
Felizmente nem todos andam junto aos rebanhos e sabem bem o que querem dizer estes senhores todos os dias, quando vêm defender o indefensável, isto se estiverem a defender o bem comum….
Se for a defender o interesse de uma pequena minoria, mas que tem os bolsos mais cheios do que a grande maioria, ai sim… estão a defender o defensável…

Agora resta é que o rebanho abra os olhos e veja de que lado está, se no da maioria ou da minoria… e ai sim pode ter decisões conscientes, mas até ai chegar existe muito a crescer e a aprender.