O que escreveu o ministro da economia Álvaro Santos Pereira

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Esta do juiz está-me a fazer confusão…

Então se um trabalhador que trabalha mais do que as horas devidas, e sem remuneração, decide não trabalhar parte dessas horas, que trabalha de “borla”… pode ser sujeito a processo disciplinar?

Na comunicação social, passaram vários fazedores de opinião, que em vez de criticarem o estado da justiça, criticam um trabalhador por não continuar a trabalhar várias horas sem ter remuneração.

Engraçado…

Uns destroem a justiça; Tornam a justiça demorada e cara… resultado esse obtido pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS…

Um tribunal constitucional que em vez de julgar a constitucionalidade das leis, limita-se a por o visto politico nas leis emanadas por quem os nomeou; Resultado obtido, porque estes juízes são nomeados pelos políticos, que posteriormente fabricam as leis contra quem trabalha.

Em relação a isto, estes fazedores de opinião não aparecem para “julgar”.

Agora aquele que tem andado a roubar horas à família, em troco de nada, estes fazedores não o julgam por isso, mas sim por querer trabalhar menos horas à “borla”.

E são estes senhores, fazedores de opinião, que têm sempre a porta aberta… para formatar mentalidades na comunicação social.

E como dizia o Fernando Peça… E ESTA HEIN!!!

Foi publicado na 2.ª Série do Diário da República, de 26 de Maio de 2010, um despacho do extraordinário João Duque, através do qual Eduardo Catroga é contratado para professor catedrático, o que parece que não lhe ocupará muito tempo [“a tempo parcial 0 %”], e, já que estamos com a mão na massa, o contrato produz “efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008”.

Expliquem-me lá os efeitos deste despacho. Se contratado para o quadro a 0% do tempo, eu diria que talvez fosse para não trabalhar mas para ter o lugar garantido. Agora contratado para além do quadro a tempo parcial 0% e ainda por cima com efeitos retroactivos a 01/09/2008, desculpem mas não entendo. Vá-se lá saber das intenções…

PS: Que bem que falou este reformado (E. Catroga) na televisão, acerca da crise e das medidas duras necessárias para a debelar !!!

Pois é…

É preciso que se saiba que:

“… Os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

Mas os nossos gestores recebem, em média:
– mais 32% do que os americanos;
– mais 22,5% do que os franceses;
– mais 55 % do que os finlandeses;
– mais 56,5% do que os suecos”

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)



E são estas “inteligências” (?) que chamam a nossa atenção: “os portugueses gastam acima das suas possibilidades”.

Lá vamos cantando e rindo. . .

ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

Segundo o deputado “Ricardo Gonçalves”, do PS, a entrevista a um jornal local define assim a vida parlamentar de um deputado:

Muito do nosso trabalho é bater palmas

Porreiro pá… isto é que é trabalho!

CORREIO DA MANHÃ

9/01/2010

Se não vejamos . . .

UMA PARISIENSE EM SÃO BENTO

Acabo de ler uma peça jornalistica muito interessante. Fiquei a saber que a deputada do PS Inês de Medeiros, foi eleita por Lisboa e vive em Paris. Acontece como demais deputados, quando a semana de trabalho acaba há que rumar a casa. A Paris, portanto. Tão longe de casa, só com ajudas de custo será possivel suportar uma situação destas. Mas parece que a Assembleia da República já está a tratar do caso e a solução estará para breve, com efeitos retroactivos. Sinto-me aliviado. Porque acho que a democracia portuguesa não poderia, obviamente passar sem a Inês Medeiros e, por isso, devemos todos contribuir para que a simpática residente parisiense possa também ela contribuir com a sua presença para o avanço da Nação. Nem que seja como diz o seu colega de bancada Ricardo Gonçalves, só para bater palmas.

E, o meu alívio tambem se deve ao facto de a actriz não residir em Sydney, Melbourne ou Auckland, que igualmente seriam lugares bastante plausíveis para viver alguém eleito pelo círculo de Lisboa, só que um nadinha mais longe. Em Paris fica-nos muito mais barato.

Da minha parte de contribuinte. OBRIGADO

Correio da Manhã

9/01/2010

Não, não sou invejoso…

Fico triste ver o povo português eleger pessoas que em nada contribuem para o desenvolvimento, sustentado, de Portugal…
Fico triste ver o povo português a votar em partidos que têm contribuído, ao longo destes trinta anos, para aprofundar a miséria em que vive o povo português…
Fico triste ouvir o povo a dizer “estes políticos são uns vigaristas…”, em vez de dizer que determinados partidos só têm políticos vigaristas…
Fico triste ouvir o povo dizer “isto é uma vergonha, estamos num pais governado por vigaristas… mas eu não votei neles, aliás não votei em ninguém…
(como se o não exercício do dever de votar, fosse benéfico para o pais… enquanto na verdade é benéfico para quem ganha, fazendo com que o sistema mantenha-se em prol de quem mais possui)
Fico triste ouvir que não vale a pena votar, pois o voto não muda nada
Se os trabalhadores votassem em quem defende, verdadeiramente, os seus direito… em vez de votarem naqueles que a comunicação social dá mais “tempo de antena”, em vez de votarem naqueles porque gostam de votar em quem ganha – como se de um clube tratasse -; Isto mudava, pois os trabalhadores que são prejudicados nos seus direitos e NO SEU DIREITO DE VIVER são mais de 90% dos cidadãos, logo deveria ganhar quem verdadeiramente pensa e trabalha em prol destes.
Fico triste ver os “capitalistas” andarem a dizer que isto está mal porque têm menos LUCROS, não é devido a terem prejuízos, enquanto isso muitos trabalhadores, com trabalho passam fome.
Fico triste ver os trabalhadores votarem naqueles que só pensam em lucrar com a pobreza dos outros e que a fim de manterem o poder, tudo fazem… mesmo que seja escandaloso.
A VERGONHA É ALGO QUE, TAMBÉM, DEIXOU DE HAVER se houvesse, pelo menos vergonha, não haveriam nomeações destas, que servem para proteger? quem? O quê?

Ver publicação no Diário da República

TUDO VALE… O FIM É QUE IMPORTA…

O poder económico através dos seus lacaios arranjam formas de explorar, cada vez mais, quem trabalha e que só tem a sua força de trabalho para vender.

O poder económico tem poder financeiro para ter a trabalhar para si grupos de criminosos, que na nossa época possuem um nome mais pomposo, são os ditos lobbies.

Servem-se destes indivíduos para influenciarem na aprovação de leis que lhes são favoráveis para prosseguirem com a exploração, e para obterem esta exploração basta terem estes malfeitores sobre a sua alçada, meia dúzia de capangas que fazem o papel destes dentro das empresas e dinheiro, dinheiro esses que muitas vezes não existe é simplesmente virtual, mas que vai fazer render muito dinheiro verdadeiro à custa daqueles que só possuem o seu trabalho para sobreviverem e que sujeitam-se à exploração para poderem ter um pouco para alimentarem os seus filhos.

Os criminosos contratados pelo poder económico, e que chamam-se lobbies, exercem a sua influência e o poder daqueles que os contrataram junto de vários sectores, entre eles no mundo sindical e que contratam os amarelos para enganarem os trabalhadores que ainda acreditam neles.

Por algum motivo formam-se sindicatos e centrais sindicais para combaterem outras e dividirem, de forma a distrair os distraídos e cortar o raciocínio daqueles que tinham potência para raciocinar, mesmo que ainda não o tivessem feito.

Estes criminosos e camaradas de crime nem precisam de ser inteligentes, pois a esperteza basta para vender direitos, sendo que não necessitam de prestar contas… até um dia claro!!!

Vejamos a seguinte anedota, demonstra de forma irónica o diálogo e o pensamento destes criminosos…

Um burguês vai a uma churrasqueira e pede ao empregado que embrulhe dois frangos.
Enquanto o empregado embrulha os frangos, repara numas belas codornizes e pergunta ao empregado se pode trocar os 2 frangos por 4 codornizes, ao que o empregado responde:
 

– Claro que sim.
Depois de embrulhadas as codornizes e entregues ao burguês, este vai-se embora, quando o empregado irrompe:    
– Desculpe, mas o Sr. esqueceu-se de pagar as codornizes.
– Mas eu não as comprei, troquei-as pelos frangos! – disse o burguês, “indignado” com a petulância do empregado.
– Mas também não pagou os frangos!
– Correcto, mas também não os levo…pois não ?

Benefícios fiscais em Portugal

“Assim, no período 2005-2008, ou seja, com este governo, os bancos representados pela Associação Portuguesa de Bancos tiveram 10.588 milhões de euros de lucros. Deste volume de lucros a banca só pagou 1.584 milhões de euros de impostos sobre lucros, o que corresponde a uma taxa efectiva média de apenas 15%. Se a banca tivesse pago a taxa legal (25% de IRC mais 2,5% de Derrama) ela teria pago neste período 2.912 milhões de euros, ou seja, mais 1.328 milhões de euros do que pagou. Sócrates, o PS e toda a direita sempre se opuseram a que fosse fixada uma taxa efectiva mínima de imposto sobre os lucros que não poderia ser reduzida através da utilização de benefícios fiscais como actualmente sucede. Estes dados sobre a banca assim como a posição destes partidos dão bem uma ideia de quais são as classes sociais mais beneficiadas com o sistema de benefícios que existe em Portugal, e que interesses defendem aqueles partidos.”

  • “Benefícios fiscais em Portugal – Quem é mais beneficiado?” por Eugénio Rosa, disponível em Resistir