Ministério da Educação no seu melhor, em Paredes de Coura (Desfile Carnaval)

Numa decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura foi aprovada a suspensão de algumas actividades. Num total de 164 actividades que integram o Plano Anual de Actividades, foram suspensas cerca de 10. As actividades suspensas foram apenas aquelas que não interferissem com questões pedagógicas e curriculares nem com a formação geral dos alunos, pois são estes o cerne do sistema educativo e jamais poderiam ser prejudicadas. Convém salientar ainda que o Plano Anual de Actividades é, como o próprio nome indica, um plano. É uma previsão, não é um documento jurídico, pelo que, pode ou não cumprir-se pelas mais variadas razões. Mais, é aprovado pelo Conselho Pedagógico e ratificado pelo Conselho Geral, pelo que, sendo um dos documentos emblemáticos da tão falada autonomia das escolas, só a estes órgãos compete a sua alteração.
Ao longo destes últimos dias temos tido o (des)prazer de ler na comunicação social aquilo que a Associação de pais deste Agrupamento de Escolas tem vindo, numa atitude de pura má fé, a veicular: foram suspensas todas as actividades. A verdade é que foram suspensas cerca de 6% das actividades, num Conselho Pedagógico onde os Pais estão representados. Ou mentiram propositadamente ou então são pessoas com um coeficiente de inteligência tão diminuto, que não entenderam nada daquilo que o Conselho Pedagógico decidiu.
Aquilo que me espanta (a mim e a todos os professores deste agrupamento) é a importância dada ao desfile de carnaval! De facto é estranho que os Pais se preocupem com a participação no desfile de carnaval nas ruas da vila. Não é a comemoração do carnaval na escola (pois esta nunca esteve em causa), é a comemoração do carnaval na rua!
Os momentos que se seguiram são dignos de servirem para o guião de um filme ilustrativo do antigo regime:
Terça-feira à noite: A presidente do Conselho Executivo é informada por telefone que está proibida de prestar declarações à comunicação social.
Quarta-feira de manhã: a escola recebe um email da Directora Regional de Educação do Norte, num português de difícil compreensão, determinando a realização do desfile. (segue em anexo).
Quarta-feira à tarde: Chegam à escola 2 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo e 3 elementos da Direcção Regional de Educação do Norte. Durante mais de 4 horas pressionaram o Conselho Executivo a convocar os Professores para participar no desfile de carnaval. O Conselho Executivo não cede, pois a decisão foi tomada pelo Conselho Pedagógico. Esta equipa de intimidação faz a proposta de ser pedido aos professores para participar no desfile. O pedido é feito mais tarde aos Professores que não aceitam. Só participarão no desfile se forem intimados a tal pela DREN.
Quinta-feira à tarde: Volta à escola mais uma equipa de pressão, agora constituída por 6 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo. Durante várias horas pressionam o Conselho Executivo.
Informam que não saem sem uma resposta e não dão respostas quanto às consequências da não convocação dos Professores.
Não é difícil perceber o que se passaria se o Conselho Executivo não convocasse os Professores para participar no desfile. Aquilo que a DREN não teve coragem foi fazer ela mesma a convocatória. O que vai acontecer é que os Professores deste Agrupamento vão participar no desfile pois estão solidários com o Conselho Executivo, no qual têm um imenso orgulho. E não vão só os professores que foram “obrigatoriamente” convocados. Os outros vão também. Vamos todos. Afinal, o importante para a qualidade da educação no nosso país são os desfiles de carnaval.
E não me venham dizer que há aqui interesses políticos! Por favor! Portugal é uma democracia! Ou não!?

Armando Lopes – Professor – Paredes de Coura

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A ministra quer o ensino português igual ao finlandês?

É só corrigir estes pequenos pormenores…

“À atenção Senhora Ministra da Educação”

A propósito do sistema de Ensino da Finlândia, veja, Senhora Ministra, se consegue perceber as 9 diferenças:

1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;

2. Na Finlândia há auxiliares de accção educativa acompanhando constantemente os professores e educandos;

3. Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;

4. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados.

5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os alunos vão para
casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre;

6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;

7. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;

8 . Na Finlândia não há professores avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!

9. Na Finlândia não há professores de primeira e de segunda;

Conseguiu perceber as diferenças???

Vendemos a nossa consciência…

A Carta que fez azedar os deputados, pois tocou com muitos que não devem andar a dormir com a consciência tranquila. Mas quando vendemos a nossa consciência… é isso que acontece…

Exmo. Sr. Presidente Da Assembleia da República

Grupos Parlamentares

Exmos. Srs. Deputados do P.S.
Ao longo dos últimos três/ quatro meses dirigi-vos várias “cartas”, creio ser esta a quarta. Nunca obtive qualquer resposta da Vossa parte nem tão pouco a (pequena) delicadeza de acusar a sua recepção (tão só, de uma que fosse). É com profundo pesar que vos dirijo esta missiva.
Talvez a minha concepção de Política, baseada na Verdade e em Valores (para muitos subjectivos) de Consciência Ética – Cívica e Moral, esteja em desuso numa sociedade que faz vingar a mentira, a aparência e a dissimulação. Não me interessam os jogos político-partidários, que confesso abominar no contexto da política actual – sou apenas uma desconhecida mas cumpridora cidadã e profissional que sempre conduziu, e continua a procurar conduzir, a sua actuação por princípios de Verdade, Honestidade, Verticalidade, Integridade e Justiça.
Gostaria apenas de vos lembrar que os docentes portugueses são uma classe profissional com habilitações académicas/científicas que, no mínimo, se situam ao nível da Licenciatura para que, de ânimo leve, sejam continuadamente insultados, humilhados e rebaixados até e, nomeadamente, na sua capacidade de leitura, de interpretação e de avaliação das consequências/impactos (designadamente de enquadramentos jurídicos) como reiteradamente o tem feito o M.E.
A estratégia do Governo por Vós sustentado e apoiado assentou no desprestígio social / degradação da imagem pública do Professor, com suporte na Mentira, na desinformação da opinião pública, no medo e na intimidação, na divisão dos cidadãos deste país e dos próprios professores.
Como é possível vir apelar-se à união dos Portugueses em torno de um objectivo comum, quando aquilo que se fez foi virá-los uns contra os outros. E, que causa comum?:
-o combate às desigualdades sociais? – Não!;
-o combate ao fosso crescente entre os mais ricos e um número crescente de pobres? – Não!
-o combate ao empobrecimento da classe média com as consequências conhecidas ao nível da própria actividade económica? – Não!
-o combate à corrupção, aos clientelismos e à falta de transparência? – Não!;
-o combate ao desemprego e encerramento de pequenas e médias empresas que, de resto, não são apenas de agora? – Não!;
-o combate para serviços de saúde capazes de prestar assistência de qualidade, em tempo oportuno e em condições de dignidade aos portugueses? – Não!;
-o combate para uma Justiça eficaz, célere, acessível à generalidade dos cidadãos e consequentemente justa? – Não!
-o combate a tantas Imoralidades existentes neste país de escassa riqueza? – Não!
– …
O combate central da Política do Governo e, ao que parece, o problema fulcral da Nação é … a Avaliação dos Professores.
A vós, deputados da nação, representantes (por via da Constituição) de todos os cidadãos portugueses:
– NADA vos disse… as concentrações de cem/ cento e vinte mil professores;
– NADA vos disse… a profunda participação dos professores nas duas últimas greves;
– NADA vos disse… os constantes e frequentes problemas que ao longo dos tempos foram equacionados e publicamente divulgados, nomeadamente, por professores;
– NADA vos disse… as reiteradas posições de Escolas e Professores que argumentaram e muitos vos enviaram sucessivos documentos;
– NADA vos disse a mobilização de professores que criaram movimentos/ associações e outras formas de organização sem filiação política ou sindical;
– NADA vos disse… as posições que, por via da actuação dos professores ou seus representantes legais, foram tomadas pela Procuradoria / Provedoria da Justiça;
– Nada vos disse … a posição da Inspecção Geral da Educação no sentido de ser inexequível a sua participação no Processo de Avaliação tal como foi concebido;
– NADA vos disse … a posição do Conselho Científico da Avaliação dos Professores – CCAP (criado “na dependência directa do membro do Governo responsável pela área da educação”) e o seu “não funcionamento”;
– NADA vos disse … a posição do Conselho das Escolas, também criado pelo M.E.;
– NADA vos disse … as petições assinadas e entregues;
– NADA vos diz … as injustiças que têm sido equacionadas;
– NADA vos disse … as palavras com que, em quatro anos, foram “diabolizados” os sindicatos que em matéria laboral ainda são, legalmente, o parceiro negocial do governo;
– NADA vos disse … as posições recentes de Conselhos Executivos, nomeadamente de “Escolas Públicas de Referência” a nível nacional;
-…
– NADA vos disse … Absolutamente NADA!
“A manutenção dos grandes privilégios da classe profissional”, insustentável quando comparada com as outras, foi o argumento que vos satisfez. Pois bem, atrever-me-ia a sugerir-vos uma troca: que, durante um ano, viésseis beneficiar dos meus imensos privilégios e grandes benesses.
“Corporativismo e instrumentalização” foram as palavras que bastaram: a uns para se considerarem donos da razão e a outros para tudo sustentar.
A vós, pouca diferença farão as minhas palavras que continuareis, longe dos problemas e longe das pessoas, sentados nas cadeiras desse parlamento ou em outras a que tereis “direito”: não por competência; não decorrente de qualquer sistema de avaliação; não por mérito especial; não pelo cumprimento dos vossos deveres, nomeadamente na fiscalização continuada, das garantias da legitimidade/ legalidade/ constitucionalidade no tratamento dos cidadãos; não por uma actuação de rigor, de isenção, de imparcialidade e de justiça na apreciação das questões que afligem ou lesam direitos; mas tão só decorrente de um sistema político/parlamentar ultrapassado e distante dos eleitores.
Termino, senhores deputados, com palavras abruptas dirigidas a um órgão que deveria merecer todo o meu respeito: Não nos surpreendamos quando a Europa recuperar e nós (a população) continuarmos cada vez mais na sua cauda. Talvez, Portugal, esteja condenado (há muito/assim continuará e percebe-se porquê) à Mediocridade!
Respeitosamente,
Lisboa, 22 de Janeiro de 2009
Mª João Pires Fernandes
(Cidadã e contribuinte Portuguesa e Professora da Esc. Secundária de Sacavém)

Educação: Documento encomendado pelo governo sob fogo

Estudo alvo de contestação

As associações de professores de matemática (APM) e de português (APP) não foram consultadas pelos peritos internacionais independentes contratados pelo Governo para avaliar as reformas introduzidas no 1º ciclo do ensino básico. Também a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) ficou de fora, criticando as conclusões apresentadas no relatório divulgado segunda-feira.
Nuno Crato, presidente da SPM, critica o relatório encomendado pelo Governo, no que diz respeito aos resultados na disciplina. “Não há instrumentos que permitam saber se o ensino de matemática no primeiro ciclo está melhor. Os exames e as provas de aferição, que o Governo faz, não têm critérios definidos. Esses critérios variam de ano para ano, logo, é impossível dizer-se que está a melhorar”, afirmou Nuno Crato ao CM, referindo-se ao documento apresentado anteontem, com a presença do primeiro-ministro José Sócrates e da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, no qual a equipa de peritos diz que “os resultados estão a melhorar em matemática.”
Da mesma opinião é Arsélio Martins, presidente da APM. “Parece haver alguma precipitação por parte do Governo. Como professor é muito difícil dizer que já se tem resultados em tão pouco tempo. Dizer que os alunos estão a ter melhores resultados, é um desejo político”, disse Arsélio Martins, confirmando que “a APM não teve qualquer participação no estudo”.
Em relação ao programa de formação contínua de professores de Matemática, também elogiado pelos peritos internacionais, Nuno Crato é peremptório. “O modelo de formação continua de professores foi amplamente criticado logo no inicio, pois foi dirigido pelos mesmos critérios que levaram a erros em outros anos”, sublinhou, garantindo que “a SPM não foi consultada para a elaboração do relatório encomendado pelo Ministério de Educação”.
Já Paulo Feytor Pinto, presidente da APP, reconhece qualidade à responsável pelo Programa de Formação em Português, mas garante desconhecer o que está a ser feito no terreno. “As pessoas envolvidas dão garantias de um bom trabalho. Sabemos que está a ser feito alguma coisa no plano de formação continua, mas não sabemos o quê em concreto”, referiu Paulo Feytor Pinto.
Para a elaboração do relatório, os peritos internacionais reuniram com a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), mas deixaram de fora a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). Uma decisão contestada por Maria José Viseu, porta-voz da comissão: “Não fomos ouvidos para a elaboração deste relatório e devíamos ter sido. Representamos cinco federações – Lisboa, Beja, Guarda, Viseu e Leiria – e temos tantos associados como a CONFAP”.

Mário Cruz/Lusa

Eis a aplicação do Estatuto do Aluno

FALTA DE CASTIGO

A pistola de plástico
Em Dezembro, no último dia de aulas, numa escola Secundária, no Porto, um grupo de alunos ameaçou a professora com uma arma. Este teste formativo, na aula de Psicologia, podia tipificar-se como um exercício prático de “intimidação psicológica” integrado nas actividades curriculares. A rapaziada queria apenas melhor avaliação. A arma era de plástico, soube-se depois. O incidente não passou de “brincadeira de muito mau gosto”, segundo a directora regional de Educação do Norte que o avaliou.
Não fosse a cena edificante ter sido filmada por telemóvel, e posta no Youtube, o caso não existia. Por esta razão, a aluna que filmou apanhou oito dias de suspensão das aulas, a pena mais pesada. Os autores da intimidação tiveram seis dias. A mensagem pedagógica, néscia, deste conselho executivo para os alunos é óbvia: “armem bagunça, mas não se deixem filmar!”
Na mesma semana, a seiscentos quilómetros de distância houve outro incidente, porventura mais grave. Não foi filmado. Nem posto no Youtube. Por isso não existiu. Mas aconteceu mesmo. Há mais realidade para além da Internet.
No Algarve, dentro de uma escola Básica 2/3, o líder de um grupo de alunos, divertia-se a fazer uma “gravata” a um aluno mais novo. O exercício, também formativo, tolerado em muitas escolas, consiste em apertar o pescoço ao aluno até perder a consciência. Um outro aluno, perante a aflição do colega, resolveu tentar interromper a “brincadeira”. Apanhou uma tareia do grupo. Partiram-lhe todos os dentes da frente. Entrou em coma. O INEM foi chamado. O aluno foi assistido no recreio e hospitalizado. Nenhum funcionário acudiu. As escolas têm poucos funcionários e a esmagadora maioria é constituída por mulheres. E é sempre mais fácil ignorar do que reportar. A “Escola Segura” – o serviço turístico auto-transportado em que dois agentes da autoridade fazem visitas rápidas de cortesia à porta das escolas – andaria algures em missão de Boas Festas. Desconheço o que aconteceu aos agressores. Se é que aconteceu alguma coisa.
As escolas Básicas e Secundárias em Portugal, como sabemos, são lugares paradisíacos. Mas há pessoas mal intencionados que põem a nu realidades inventadas.
A violência surda ou aberta dentro das escolas é frequente. Mas tema tabu. Toda a gente prefere fingir que não existe. A começar nos conselhos executivos e a acabar nos professores e sindicatos. Passando pelos pais que só a toma a sério quando a vítima é o próprio herdeiro legítimo.
A ninguém tem ocorrido duas coisas extravagantes que talvez ajudassem a erradicar este clima das escolas e a prevenir incidentes mais graves.
A primeira é que os conselhos executivos são responsáveis pela segurança nas escolas. Esta responsabilidade também pode ser criminal. Só basta que alguém accione uma queixa-crime junto da Polícia ou do Ministério Público. Sabemos que a comunidade escolar (pais, professores, funcionários) tem sido infinitamente tolerante para com desmandos. Continuará a sê-lo enquanto não houver borrasca da grossa.
A segunda é que os pais são os autores morais maiores das diatribes dos seus queridos filhos menores. Uns, os do rendimento social de inserção, têm de os manter na escola para continuarem a usufruir do apoio do Estado. E a mais não são obrigados. Outros, já aqui o disse, os do rendimento essencial de ostentação, cuidam que a educação dos filhos é com os especialistas, professores e psicólogos. A coisa dá no que dá. O Estado descansa e a escola aflige-se. E lá dentro, quem quiser estudar a sério, que aguente.
Enquanto a pistola dentro da escola não evolui tecnologicamente, do plástico para o aço, era bom pensar no assunto. E agir. A tendência da “brincadeira de muito mau gosto” não é a evolução no sentido do “bom gosto”. A distância entre o “mau gosto” e a tragédia irreparável pode ser mais curta do que a moleza cómoda e conivente estimam.

Professora que NUNCA FOI AVALIADA

chega ao topo da Carreira Docente (Ministra da Educação!)‏

Dá azo a que se diga “quem não se fia não é de fiar”! Se ela toma todos os professores como incompetentes, calões e que ascedem na carreira por artes mágicas ou velhice…..
Curriculum Vitae de Maria de Lurdes Rodrigues

Interessante é ver como, em Portugal, um Professor que NUNCA FOI AVALIADO chega ao topo da Carreira Docente (Ministra da Educação!) e se põe a disparar em todos os sentidos contra os Professores-não-avaliados.

Vejamos, a Dr.ª Maria de Lurdes tirou o antigo 5.º ano (actual 9.º ano) e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo eram dois anos de curso). Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5ºano + 2 anos de Magistério Primário!).

No ISCTE, ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno (ou seja…tinha o 9º ano, mais 3 anos corresponde ao 12º e com mais 2 anos…), saiu com um DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas (?!) nesse ISCTE, por acaso onde o sr. engenheiro fez uma pós-graduação (mestrado?) a seguir à “licenciatura” da Universidade Independente. Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA!

Mais recentemente, indo ao site do governo

http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Composicao/Perfil/MariaLurdesRodrigues.htm),

podemos comprovar a extensa “obra” desta senhora….

… A menos que eu esteja ceguinho, não vi nenhuma publicação relacionada com a Educação!!! No entanto, esta senhora é “perita” em matéria de educação. Além disso, dá para verificar que a senhora é um ver-se-te-avias a escrever ou co-escrever coisas (de engenharia, tecnologia, industria e afins…), mas fico a pensar, que tempo dedicava aos alunos do ISCTE… se é que realmente chegou a dar aulas a sério…

Att Senhores Professores Doutores Universitários
No site oficial do Governo é claramente demonstrada uma ilegalidade no percurso académico da Senhora Ministra.
Além do facto de se desconhecer o título da Tese de Doutoramento, não existem evidências de ter realizado nenhuma dissertação de Mestrado. Refere-se uma passagem directa da Licenciatura para o Doutoramento.
Partindo do pressuposto que o curriculum estará cronologicamente bem elaborado,como é possível “Coordenou projectos de investigação e grandes operações de inquérito e orientou teses de mestrado e doutoramento” antes do seu próprio Doutoramento??

Novos Critérios de avaliação, a aplicar pelos PROFESSORES

Estes “idiotas” ainda não perceberam que a luta também é pelos filhos deles, ou até sabem… mas têm medo que os filhos deles sejam mais inteligentes do que eles próprios… também não é difícil…

Sr. Sócrates, crie um imposto para a estupidez e verá o valor das receitas dos impostos a aumentar, comece por todos aqueles que embora ignorantes, mas não querendo demonstrar tal… andam a debitar opiniões sobre o que nem conseguem alcançar…

Novos Critérios de avaliação, a aplicar pelos PROFESSORES

Made in Milú, com o apoio de muitos ignorantes que preferem a estupidez dos filhos do que raciocinarem um bocadinho antes de dizerem tanta merdice sobre o que se passa na educação.

RESULTADO APRESENTADO PELO ALUNO:
6 + 7 = 18

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DO PROFESSOR

ANÁLISE

– A grafia do número 6 está absolutamente correcta;
– O mesmo se pode concluir quanto ao número 7;
– O sinal operacional + indica-nos, correctamente, que se trata de uma adição;
– Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está correctamente escrito e corresponde de facto ao primeiro algarismo da soma pedida. O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente – repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical!

Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos. A sua intenção era, portanto, boa.

AVALIAÇÃO

Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que:

– A atitude do aluno foi positiva: ele tentou!
– Os procedimentos estão correctamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa. Nos conceitos, só se enganou (?) num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável.

Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados – as simetrias – realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício…

Em consequência, podemos atribuir-lhe um “EXCELENTE” e afirmar que o aluno “PROGRIDE ADEQUADAMENTE”.

Infelizmente existem muitos iluminados que opinam mas em nada acertam

A nossa sociedade está entregue ao individualismo, forma de estar que é incrementada por quem tem interesses, como é o caso do governo no que diz respeito aos professores.

A comunicação social quanto a matéria de informação está muito aquém dos mínimos exigidos ao rigor e independência. Esta comunicação social contribui deste modo para a manutenção da ignorância e da estupidez que vai prevalecendo no nosso pais e outros.
Quanto aos professores, muitos opinam, se encontram à sua frente quem esteja devidamente informado, desfazem a conversa e mudam a agulheta, se estão com alguém que mais não faz do que opinar sem saber a realidade e resumem-se ao que ouviram de outros com o mesmo défice de informação, falam… falam… sempre contra quem trabalha arduamente e prejudicando a sua vida familiar, em favor de uma profissão.

A Ministra esconde cobardemente, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham todos os dias para formar pessoas e consequentemente para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.

‘Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus…

Não querendo falar das avaliações pois este assunto está mais do que esclarecido, sendo que quem ainda não percebeu a justeza das reivindicações dos professores ou ainda não se deu ao trabalho de ler o que transmite realmente a realidade do que está em causa e limita-se à desinformação veiculada nos órgãos de comunicação social e dos seus fazedores de opinião ou simplesmente tem algo a ganhar com tudo o que se passa.

Se for à página 58 do Education at a Glance, publicado pela OCDE, em 2006 (última publicação)

em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf, poderá constatar, no estudo, o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses. Desta forma verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola.

No mesmo documento, na página 56, poderá verificar, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários!!

Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.

Quanto a este estudo ninguém fala, pois poderia ferir susceptibilidades…..