DIA 15 de JUNHO – DE NOVO UM MAR DE PROFESSORES EM MANIFESTAÇÃO

Precisamos que assim seja! Depois do enorme sucesso que está a ser esta greve às avaliações, uma excelente manifestação aumentará a pressão sobre o MEC e o governo no sentido de impedir o aumento do horário de trabalho e a aplicação da “mobilidade especial”, antecâmara do desemprego para muitos professores, incluindo os do ensino superior,  e educadores. E dará confiança para a difícil greve do próximo dia 17.

Apelo por isso não só à sua participação, mas a que dinamize a participação dos seus colegas.

Este apelo dirige-se também aos/às docentes das escolas do ensino particular e cooperativo sobre os/as quais paira a ameaça de uma revisão escabrosa do CCT.
De passagem, e a título de incentivo, convido-o (a)a ler o poema de Ana Haterley colocado na página do SPGL .

Vamos a isto com confiança e determinação.



António Avelãs



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25 de Julho de 2012, Recepção a Pedro Passos Coelho em Cantanhede

Existem várias formas de gerir uma pseudo democracia, a qual para continuar deve manter e aumentar as ilusões e o desconhecimento das realidades, entre um povo. 

A comunicação social é essencial para gerir este caminho; 

Por este e outros motivos que se encontram dentro do mesmo patamar de criminologia é que a comunicação social não faz reportagens sérias e com conteúdo do que está, verdadeiramente, em causa. 

Se assim fosse, seria um perigo para a gestão da criminologia entre os iludidos; 
E ai nem os cães polícias podiam proteger governos agiotas, que matam o povo para manter e acrescentar a fortuna de meia dúzia. 

Só com o trabalho, e dedicação de quem tem consciência é que podemos ter acesso à realidade, e aos lutadores que não baixam os braços.


Lutadores que se mantém firmes numa lutam que é para todos.
Mesmo para os que ainda se mantêm iludidos…

Obrigado, camaradas de luta…

 

A IGNORÂNCIA E A AMBIÇÃO É UMA CONDICIONANTE DA EVOLUÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA?

Uns por ignorância, falta de consciência, estupidez, por terem abdicado da sua faculdade de raciocinar…, outros, pelo interesse de continuarem a encher os seus bolsos (alguns que não têm enchido os seus bolsos, mas têm apostado na vassalagem com o objectivo de um dia poderem lucrar, com essa mesma vassalagem);

Dizem e escrevem “pensamentos” e “chavões” contra tudo o que pode perturbar o sistema que nos está imposto, estas linhas são um pequeno exemplo:

“E deixarmos de viver no passado?! Deviamos de ter vergonha de passados 37 anos termos um país miserável! O país em que as pessoas não têm confiança!
Deixemo-nos de manifestações e começemos a trabalhar juntos para um país melhor!”

O que querem quando afirmam algo que só possui substancia para a manutenção da pobreza e das desigualdades sociais e económicas existentes no nosso País?

Mas não temos andado a trabalhar?

O problema é que o “fruto” do nosso trabalho não tem sido aplicado na melhoria da situação social e económica do País. Mas sim para encher os bolsos a meia dúzia de famílias, enquanto milhões têm vivido com grandes necessidades e fome.

Quem tem apoiado este tipo de políticas, são aqueles que tudo davam para não haver manifestações, onde demonstramos o nosso desagrado pelas políticas existentes, e vontade na mudança destas políticas.

Quanto ao 25 de Abril, convém lembrar que o 25 de Abril não existiu para que os filhos e sobrinhos das famílias que no regime fascista enchiam a barriga, à custa da miséria de outros, mantenham-se a encher os bolsos e a barriga
à custa de quem trabalha, enquanto os trabalhadores estão na miséria.

Eu sei que se calhar preferia continuar a ouvir a comunicação social, que pertence aos filhos e sobrinhos das ditas famílias, a dizer que é inevitável, que os trabalhadores são uns malandros e não trabalha, etc… e que tudo andasse na Paz do Anjos, enquanto os trabalhadores são massacrados, no seu dia a dia…

Mas tenho pena…

Todos os trabalhadores que vivem o seu dia-a-dia a serem alvos de injustiças, mas que ainda não ganharam consciência da sua condição e de que existe um caminho diferente, podem ver através das manifestações de que não estão sozinhos, e que existe muito mais para além do que a comunicação social passa, no sentido de doutrinarem o Povo Português… apontando o caminho da escravatura, como o caminho certo e único.

3,5 Milhões de manifestantes

3,5 Milhões de manifestantes em 277 cidades, em França, saíram à rua na passada terça-feira dia 19.

Mas a comunicação social, que está na posse daqueles que lucram com o roubo dos trabalhadores… tenta passar a imagem de que quem saiu à rua foram meia dúzia de rufias.

Mas não…

Quem saiu à rua foram milhões de trabalhadores Franceses, em defesa dos seus direitos que o governo quer retirar; Para poderem continuar a financiar aqueles que criaram e continuam a criar a miséria, para poderem ter os cofres cheios.

Os banqueiros limitam-se a gastarem uns trocos, para comprarem estes governos corruptos, e criminosos, que em troca de meia dúzia de tostões e de protecção, vendem o seu povo… remetendo-os para a miséria…

“Quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre”

São muitos que dizem que vale a pena lutar contra a retirada dos direitos, que foram conquistados com muita luta e sangue.
São muitos que lutam, diariamente, para manterem os direitos de todos os trabalhadores…
Sim, de todos os trabalhadores… e não só os direitos de quem luta por eles.
Mas para que os trabalhadores tenham sucesso na luta pelos seus direitos,
é necessário que todos aqueles que acreditam que vale a pena lutar, mas não lutam;
é necessário que todos aqueles que dizem que não vale a pena lutar….
Se juntem para lutarem, efectivamente, pelos seus direitos…
Só deste modo é que podemos tornar o trabalho mais justo, e obter justiça na distribuição da riqueza produzida,
é necessária e urgente.
Por tudo isto, e muito mais, é necessário participar na manifestação do 1º Maio, que se vai realizar no Martim Moniz, às 14h30m.


A ESCRAVATURA CADA VEZ ESTÁ MAIS BARATA…

Estamos sempre em crise e o antídoto para acabar com a crise é sempre do mesmo, o ingrediente principal é reduzir os direitos de quem trabalha.
Começam por retirar direitos a quem entra na profissão, depois vêm os outros por “atacado”, pois eles sabem que é mais fácil atacar os mais frágeis, partindo do principio que os outros não se importam…
Durante estes anos, de uma forma ou de outra, esta estratégia tem resultado, pois quem pode desequilibrar os pratos da balança, muitas vezes, esconde a cabeça na areia.
Mas isto tem que acabar e tem tendência para acabar; Aqueles que tinham alguns direitos têm visto, através da experiência, que são roubados frequentemente e que só através da solidariedade é que nos podemos defender, contra a usurpação dos poucos direitos que temos, em benefício daqueles que já muito possuem e que cada vez acumula mais.
Todos já sabemos que querem dar cabo de tudo o que de publico existe, em beneficio de negócios lucrativos.
A saúde é um caso alarmante, têm semi-privatizado (para privatizarem posteriormente) os serviços de saúde, com a desculpa que o Estado poupa dinheiro, mas é mentira…
Basta comparar os subsídios, e outras verbas dadas pelo estado, para os hospitais de gestão privada, e comparar com o que estes mesmos hospitais custavam anteriormente ao estado, quando eram completamente públicos.
Mas voltando aos direitos, o patrão (Estado, ou privado) têm sempre a resolução para diminuir despesas, essa solução é sempre retirar aos trabalhadores; Não existe interesse em diminuir os lucros ou os subsídios que o estado atribui aos que nada produzem, como as empresas em que os empresários limitam-se a receber os lucros, pois têm subsídios e terrenos para instalar as empresas, descontos na segurança social (à conta das nossas reformas), etc… e quando as empresas dão menos lucro, é vê-los a fechar, não se importando com os seus “colaboradores”, pois a conta do banco é que interessa.
Mas isto não acontece com todas as empresas, pois até para se ser patrão é preciso ter uns bons padrinhos…
É necessário dar valor a quem trabalha, é quem trabalha que constrói os serviços e as empresas, pois sem trabalhadores não existem empresas que produzam, só existem empresas que especulem.
Os enfermeiros são pessoas que muito trabalham, e muito ajudam, e que estão presentes nos piores momentos. Mas para alguém ter condições de outros ajudarem, também precisam ter condições para viver.
Basta de politicas de roubar direitos, dêem valor a quem o tem…
Querem cortar na despesa e aumentar na receita?
Basta irem pedir a quem mais tem, e existem muitos por ai… e deixarem de dar a quem tem…
(Não estou a falar dos subsídios de emprego e outros equivalentes, pois essa discussão não serve mais do que para distrair do essencial. Ponham a inspecção a funcionar, criem mais postos de trabalho… mas ai seria contra produtivo para aqueles que exploram quem trabalha).

ANTIGAMENTE O PATRÃO TINHA ESCRAVOS E PRECISAVA DE TER SEZALAS, ALIMENTAR OS ESCRAVOS E EM CASO DE DOENÇA NÃO PODIAM CONTAR COM ELE…

AGORA O PATRÃO TEM ESCRAVOS E NÃO PRECISA DE SEZALAS, BASTA DAR UM SUBSIDIO, O SUFICIENTE PARA O TRABALHADOR NÃO MORRER À FOME E PODER VOLTAR NO OUTRO DIA PARA TRABALHAR. SE O ESCRAVO ADOEÇER, VEM OUTRO SUBSTITUIR… E PODE IR MORRER BEM LONGE…

A ESCRAVATURA CADA VEZ ESTÁ MAIS BARATA…

É PRECISO LUTAR… PELOS NOSSOS DIREITOS…