Agiotagem…

Enquanto as pequenas e médias empresas vêm a factura da electricidade a subir, lutando diariamente para sobreviver…

Enquanto as autarquias têm que se endividar para pagar as contas de electricidade, entregando deste modo – cada vez mais – o dinheiro dos contribuintes para sustentarem a agiotagem da banca e dos accionistas da EDP…

Enquanto as famílias portuguesas vêm a sua conta de electricidade a subir, e os salários a descerem…

Enquanto o estado paga dá subsídios à EDP, roubando aos serviços públicos e famílias portuguesas…

Os representantes da agiotagem enchem o bandulho, e ao mesmo tempo dizem que os trabalhadores andaram a gastar acima das suas posses…

Claro que se os trabalhadores portugueses ganhassem 1/10 destes salários, não precisavam de se endividar para conseguirem sobreviver.

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O premio Nobel da Paz existe?

Hoje dei por mim a pensar que o Julian Assange ainda ia ganhar o prémio Nobel da Paz, devido a ter divulgado e continuar a divulgar factos concreto do submundo que sustenta o imperialismo, e que muitos fingem não existir; Uns por falta de consciência, outros porque vão ganhando com essa existência, por enquanto é claro.
Mas este pensamento foi rápido, rapidinho…

O prémio Nobel da Paz existe, mas não é para quem não abdica da sua consciência, para submeter-se ao poder do imperialismo, e vender-se ao poder dominante.
Depressa lembrei-me do prémio Nobel da Paz de 2007 que foi atribuído a Al Gore, que todos conhecem, e não é por ser um “grande defensor do meio-ambiente”, tal como foi apelidado para ganhar o prémio; Por causa de uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Nesse mesmo ano foi candidata Irena Sendler, que muito fez pela humanidade… no entanto perdeu, para alguém que todos conhecemos, pelas piores razões. Ainda para quem tenha dúvidas dos mecanismos que regem a atribuição do Nobel da Paz, deixo aqui um “cheirinho” de quem foi esta grande Senhora Irena Sendler.

Depois digam-me o que é o prémio Nobel da Paz…


Irena Sendler faleceu em 12 de Maio de 2008, com 98 anos Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além… Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!).
Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família.
A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.

Ver Irene Sendler na pt.wikipedia

Por isso, Sr. Julian Assange não tenha pena de não ganhar o prémio Nobel da Paz.
Mas se tiver mesmo interessado em ganhar tal prémio, arranje uns documentos – não importa que sejam forjados – a dizer mal do governo Chinês, Venezuelano, Cubano, e outros parecidos.

Assim irá ganhar o prémio, de certeza…

Pois é…

É preciso que se saiba que:

“… Os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

Mas os nossos gestores recebem, em média:
– mais 32% do que os americanos;
– mais 22,5% do que os franceses;
– mais 55 % do que os finlandeses;
– mais 56,5% do que os suecos”

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)



E são estas “inteligências” (?) que chamam a nossa atenção: “os portugueses gastam acima das suas possibilidades”.

Como o meu filho ia ter um teste de História, estive a estudar com ele e a fazer-lhe perguntas. A matéria era relativa à Idade Média. As classes sociais, o modo de vida de cada uma delas, pronto, esse tipo de coisas. Foi uma experiência muito engraçada, sobretudo para quem acompanha jornais e telejornais.
Estava eu a estudar os privilégios da nobreza e dei logo comigo a pensar que em Portugal, ainda não saímos bem da Idade Média. Na Idade Média, a mobilidade social era praticamente nula. A nobreza vivia fechada sobre si própria usufruindo dos seus próprios privilégios. Relacionavam-se entre si, casavam-se entre si, frequentavam os mesmos castelos, participavam nas mesmas festas e banquetes, olhando para o povo do alto dos seus privilégios sociais e económicos.
Ora, se virmos o que se passa em Portugal, temos de chegar à conclusão que no Estado há décadas dominado pelo PS e pelo PSD, existe cada vez mais uma feudalização da sociedade assim como uma organização social cada vez mais endogâmica.
Um bom símbolo da nossa miséria é o casamento entre a filha de Dias Loureiro, amigo íntimo de Jorge Coelho, e o filho de Ferro Rodrigues, amigo íntimo de Paulo Pedroso, irmão do advogado que realizou a estúpida e milionária investigação para o Ministério de Educação e amigo de Edite Estrela que é prima direita de António José Morais, o professor de José Sócrates na Independente, cuja biografia foi apresentada por Dias Loureiro, e que foi assessor de Armando Vara, licenciado pela Independente, administrador da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que é amigo íntimo de José Sócrates, líder do partido ao qual está ligada a magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que está a investigar o caso Freeport.
Talvez isto ajude a explicar muito do que se passa com a Justiça, a Economia, a Educação. Sobre a Educação, a minha área, vale a pena pensar um bocadinho. Haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Outra vez: haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Há. Claro que há.
Ora bem, quer entender porquê? E quem são? Quer mesmo? É fácil. Experimente a sentar-se um pouco com o seu filho a estudar História.

José Ricardo Costa, professor

Beatles – Um filme inédito – Get Back.

É uma relíquia dos anos 60! Não é para quem tem 60 anos, ou para quem anda lá perto: é dos anos 60… e é para todos!

Vale a pena… desfrutem.
Beatles – Um filme inédito – Get Back.

Não sei se sabem a história:
Dizem que a letra dessa música, que manda alguém voltar para o lugar de onde veio, foi escrita pelo Paul Mc Cartney em “homenagem” à Yoko Ono. O vídeo mostra a gravação em estúdio e as trocas de olhares entre as personagens são muito interessantes. Para quem «curte» um pouco de história (por que não?)

Este vídeo foi encontrado nos escombros da antiga gravadora dos Beatles (Abbey Road Studios) e mostra uma sessão de gravação de uma famosa música dos Beatles (GET BACK), já no crepúsculo do grupo. Mais histórico ainda: vêem-se dois artistas, hoje consagrados, na gravação:

• Participando como key board das gravações, o grande pianista Negro americano Billy Preston (que, posteriormente, faria uma carreira a solo brilhante); e assistindo (pasmem!) à gravação – lá pela altura
do minuto 02:11 – o líder de um grupo que já começava a fazer sucesso como substituto natural dos Beatles, um tal Mick Jagger!

Santo António

Santo António nasceu em Lisboa (Portugal) em 15 de Agosto de 1195, seu nome de baptismo era Fernando de Bulhões que mais tarde trocaria por António.
Lisboa está cheia de testemunhos de Santo António, glória da ordem franciscana. Os museus e bibliotecas portuguesas possuem quase tudo o que um erudito pode querer saber sobre este português fora do vulgar, que viveu nos primórdios da nacionalidade. Porém para a maioria dos lisboetas que não vão às bibliotecas e raramente aos museus, o dia 13 de Junho não passa de um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para ir comer caldo verde e sardinhas assadas, de preferência junto aos bairros da Sé e ver as marchas populares.
As crianças já não pedem umas moedas para enfeitar o trono do Santo e as meninas solteiras provavelmente já não lhe pedem um namorado. Tanta popularidade, oitocentos e dez anos depois do seu nascimento, leva-nos a recordar aspectos da vida deste santo, passada entre Lisboa, Coimbra e Pádua.

Aos 15 anos de idade, António ingressou no mosteiro de são Vicente de Fora dos Agostinianos. Desejoso de seguir o exemplo dos Franciscanos, mudou seu nome para António, e foi aceito na Ordem Franciscana.

Em Coimbra estudou teologia, foi ordenado Sacerdote (Congregação dos Agostinianos) e especializou -se, mais tarde, nas Sagradas Escrituras, de que tanto gostava.

Em 1208, acabava de completar 16 anos, decidiu renunciar à herança paterna e aos títulos nobres e ingressou na comunidade dos cónegos regulares de Santo Agostinho, no mosteiro de São Vicente de Fora, que, como o nome indica, estava localizado nos arredores de Lisboa.

Em 1219 Fernando ordenou-se sacerdote. Dedicou a sua aguda inteligência a conhecer mais profundamente as Sagradas Escrituras, que, sendo livros inspirados por Deus, contêm, “a plenitude da sabedoria”- expressão muito usual entre os mestres de teologia da Idade Média. Vale destacar que, na leitura dos Santos Padres da Igreja, guardava na memória tudo o que lia, levantando a admiração dos monges que o cercavam. Os anos que permaneceu em Coimbra foram determinantes para o conhecimento das ciências sagradas. Entretanto, esses progressos eram mais frutos do seu esforço pessoal do que do ambiente mona cal e do trabalho dos mestres competentes, pois naqueles anos os monges do mosteiro estavam envolvidos nas intrigas políticas de seu país, muito nefastas e cruéis.

Em 1220, admitido na ordem Franciscana, partiu como missionário para Marrocos. Forçado a regressar devido a doença, o navio que o reconduzia a Lisboa foi desviado da rota por uma tempestade e levou para Itália, onde S. Francisco de Assis o incumbio de ensinar teologia e pregar fé nas áreas atingidas pela heresia albigense.

Depois de permanecer um longo período no eremitério de Monte Paulo (comarca da Romagna), frei António começou uma das etapas mais significativas de sua vida como evangelizador popular.
Em Assis (Itália), encontrou-se com São Francisco, surgindo entre eles uma amizade sincera e duradoura. Incentivado pelo santo patriarca, revelou-se grande pregador da Palavra de Deus e descobriu assim o destino da sua vida. Em suas pregações, combatia com veemência as injustiças e desordens sociais, a exploração dos pobres pelos usurários e a vida incorrecta de certos sectores do clero.

Leccionou teologia nas Universidades e Bolonha e Pádua (Itália), Toulouse e Montpellier (França). Proferiu célebres sermões adquirindo grande fama como orador sacro.

Em 1226, o seu prestígio de teólogo e de orador fizeram dele o responsável pelo o governo da Ordem Franciscana na Lombardia.

No ano de 1230, Frei António retirou-se para uma localidade perto da cidade de Pádua. Com a saúde debilitada pelo excesso de trabalho apostólico, pelo jejum e pela penitência, recolheu-se no convento -eremitério de Arcela dos frades franciscanos, em Camposampiero, perto do castelo de um amigo seu, nobre e conde. Em volta do castelo havia um bosque espesso e nele, uma nogueira enorme com uma ramagem densa e a copa em forma de coroa. Frei António pediu ao nobre cavaleiro que construísse para ele uma pequena cela entre os galhos da árvore, como lugar afastado e próprio para o silêncio e para contemplação.

Um dia, enquanto fazia a frugal refeição no convento de Argela, foi acometido por um forte mal-estar, que paralisou todos os membros do seu corpo. Os frades o levantaram e deitaram sobre um leito de palhas. António foi piorando progressivamente.

Em 13 de junho de 1231, Santo António morreu, em Pádua, aos 36 anos.
Foi sepultado na igrejinha do Convento de Santa Maria de Torricelle. Um mês depois, os habitantes de Pádua pediram ao Papa Gregório IX que elevasse António às honras do altar. Reconhecidas a doutrina e a Santidade de António de Pádua, foi canonizado antes de completar-se 1 ano de sua morte (11 meses).

Em 16 de janeiro de 1946, o Papa Pio XII proclama Santo António, Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.