Foi publicado na 2.ª Série do Diário da República, de 26 de Maio de 2010, um despacho do extraordinário João Duque, através do qual Eduardo Catroga é contratado para professor catedrático, o que parece que não lhe ocupará muito tempo [“a tempo parcial 0 %”], e, já que estamos com a mão na massa, o contrato produz “efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008”.

Expliquem-me lá os efeitos deste despacho. Se contratado para o quadro a 0% do tempo, eu diria que talvez fosse para não trabalhar mas para ter o lugar garantido. Agora contratado para além do quadro a tempo parcial 0% e ainda por cima com efeitos retroactivos a 01/09/2008, desculpem mas não entendo. Vá-se lá saber das intenções…

PS: Que bem que falou este reformado (E. Catroga) na televisão, acerca da crise e das medidas duras necessárias para a debelar !!!

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A democracia do sistema

O sistema está oleado e quando o óleo falta volta-se a olear até que o pretendido seja alcançado.
Um grande exemplo é o tratado de Lisboa que hoje, novamente, está a ser sujeito a aprovação na Irlanda; O sistema é formatar as mentes; Mas de vez em quando essa formatação falha e tem que se arranjar solução para essa falha, e assim é, no que diz respeito ao tratado de Lisboa, a solução é ir a votos as vezes necessárias até que se obtenha o sim, outras o povo não tem direito a opinar sobre algo que irá influenciar, e em muito, a sua vida; Para a grande maioria só vai trazer, ainda, mais dificuldades à vida, em oposição aos que já muito têm e que com a aprovação deste tratado, muito mais vão ter.
Outro tipo de formatação é lançar boatos, como quando Portugal entrou para a União Europeia (sem que os portugueses tivessem direito a opinar, demonstrando a sua vontade), o boato mais corrente e que fez com que as ovelhas andassem felizes e contentes, era que os Portugueses iriam ter os seus salário ao nível dos restantes europeus…
Mas nada de grave, não ficamos com os salários iguais, mas ficamos com o preço dos bens necessários à nossa sobrevivência iguaizinhos, e por vezes mais altos… do que a média europeia.
É como aqueles que acreditaram, e ainda hoje acreditam, no que durante anos e anos andaram-lhes a dizer sobre os comunistas… “…comem criancinhas…”; “…dão injecções aos idosos…”
É só rir, para não chorar… com tanta falta de cultura e inteligência, por quem segue os outros como de uma simples ovelha se tratasse.

Os horários dos professores

Infelizmente, entre nós por cá, a estupidez é cada vez maior;

Pois todos falam do que não sabem e limitam-se a seguir, tipo robozinhos, o que a comunicação social espalha a mando de alguém, com o intuito da estupidez prevalecer sobre o raciocínio.

Todos falam mal de todos… sem saber o que está em causa, ou seja é a moda da moda…

Todos os dias ouve-se alguém a falar do que não sabe, o difícil é estes mesmos indivíduos se sentarem a ler e a reflectir sobre determinado assunto, não se limitando a ouvir slogan`s e depois se armarem em importantes, utilizando esses mesmos slogan`s…

Um caso real é a situação dos professores:

Todos estes pseudo intelectuais falam dos professores; São uns calões, não ensinam nada, têm regalias a mais (sim, que estes senhores não sabem a diferença entre regalias e direitos), etc…

No entanto estes pseudo intelectuais são aqueles que não aparecem às reuniões de país (estão muito ocupados a dar horas de borla ao patrão, para verem se têm boas notas no fim do ano e ganham um premiozinho que não paga nem um quartinho das horas que eles fazem), querem as escolas abertas até às 20h se possível até às 24h para terem onde despejar os seus filhos… não importa a educação deles, pois logo se limpa a alma oferecendo um jogozinho ou qualquer coisa que os distraia e não os chateiem, pois o tempo livre é pouco e há que ler um jornal desportivo, ver um jogo de futebol ou ver uma telenovela…

Eu sei que o texto que se segue não tem imagens do jet set ou uma entrevista com o jogador da semana, e para muitos até pode ser de difícil leitura, mas tentem…

O texto que se segue foi escrito por alguém, que não sei quem, mas corresponde à realidade;

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e “nem se dá por ela”.

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo… Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos – ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais — o que não acontece — e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

A jovem mandatária

  • Se o Sócrates ganhar todos os jovens vão ter uma empregada para, entre as várias tarefas domésticas, tirar os caroços das cerejas. Talvez seja uma forma de criar 150.000 empregos. A jovem mandatária, como boa aluna da casa, e porque não gosta de perder, prefere fazer batota.
  • Outros atributos da jovem, e política à parte (nas suas preocupações dispensa o desemprego, a precariedade, o problema da habitação, tudo assuntos de quem não tem empregada e que tem de descaroçar), não são para desprezar e sem dúvida merecem realce.
  • Com este PS ainda se espera alguma coisa?

    Merecemos o que temos…

    Será que esta decisão está de acordo com a aprendizagem incutida nas novas oportunidades?
    Sendo penhorado 1/6 do vencimento, o executado, alegando dificuldades económicas requereu isenção de penhora.
    O Tribunal aderindo à boa vontade cristã e de verdadeira esquerda, tipo Socrátes, resolveu reduziu a penhora de 1/6 para 1/5 !!!
    Tal como a maioria que não sabe fazer contas, agradece e fica todo contente, dizendo mais vale isto do que pior…
    Desde quando é que 1/5 é menor que 1/6 ????
    Mas enfim, isto é o reflexo do que se passa neste “bonito” Pais, onde reina a ignorância…