O caminho para a 3ª Guerra Mundial

“Que tipo de psicopata está disposto a provocar intencionalmente um conflito global que levaria a milhões de mortes só para proteger o valor de uma moeda de papel? Quem puxa os cordelinhos? Muitas vezes, a melhor resposta para perguntas como esta encontra-se colocando outra pergunta: Quem se beneficia?”

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DIABRURAS DO COITADINHO E IGNORANTE SR.BORGES

ESTADO CONTRATA FIRMA DE BORGES

Segundo respostas  categóricas dada ao jornal CORREIO DA MANHÃ por Joaquim Reis, presidente da empresa estatal PARPUBLICA, esta assinou, não a título pessoal de prestação de serviços, mas sim através da empresa ABDL (António Borges & Diogo Lucena), um contrato para prestação de diversos serviços de consultadoria com a duração de um anorenovável e a mensalidade de 25.000 euros.


Se ainda há quem tenha dúvidas de toda esta tourada, este é mais um exemplo do que é a decência e a “total transparência” com que reinam os membros deste governo e os ignorantes professores em quem se apoiam convencidos que a aldrabice, assim, confunde-se menos com corrupção e outras gordurase que assim também, iremos todos de olhos vendados e um sorriso nos lábios a caminho do precipício donde só por obra e graça do Espírito Santo conseguiremos regressar.

Disse.

De alguém que não sei quem…

Agiotagem…

Enquanto as pequenas e médias empresas vêm a factura da electricidade a subir, lutando diariamente para sobreviver…

Enquanto as autarquias têm que se endividar para pagar as contas de electricidade, entregando deste modo – cada vez mais – o dinheiro dos contribuintes para sustentarem a agiotagem da banca e dos accionistas da EDP…

Enquanto as famílias portuguesas vêm a sua conta de electricidade a subir, e os salários a descerem…

Enquanto o estado paga dá subsídios à EDP, roubando aos serviços públicos e famílias portuguesas…

Os representantes da agiotagem enchem o bandulho, e ao mesmo tempo dizem que os trabalhadores andaram a gastar acima das suas posses…

Claro que se os trabalhadores portugueses ganhassem 1/10 destes salários, não precisavam de se endividar para conseguirem sobreviver.

Muito triste, muito triste, mas é bom saber…

Programa de luta contra a fome.

Nada é o que parece.

 Ora veja:

Decorreu ainda há pouco tempo mais uma ação, louvável, do programa da luta contra a fome mas….façam o vosso juízo!

A recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi cerca de 2.644 toneladas!
Ou seja 2.644.000 Kilos.

Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse produto custou, digamos, 0.50 € (cinquenta cêntimos), repare que: 2.644.000 kg x 0,50 € dá 1.322.000,00 € (1 milhão, trezentos e vinte e dois mil euros), total pago nas caixas dos hipermercados.

 Quanto ganharam???:

 – o Estado: 304.000,00 € (23% iva)
 – o Hipermercado: 396.600,00 € (margem de lucro de cerca de 30%).

Nunca tinham reparado, quem mais engorda com estas campanhas…

Devo dizer que não deixo de louvar a ação da recolha e o meu respeito pelos milhares de voluntários.

MAIS….

 É triste, mas é bom saber…

– Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado eram 2 milhões e 880 mil?

Querem saber para onde foi esta “pequena” parcela de 880.000,00 €?

A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.

Pelas televisões a promoção reza assim:
Preço da chamada 0,60 € + IVA. São 0,72 € no total.

O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50 €.

Assim oferecemos 0,50 € a quem carece, mas cobram-nos 0,72 €, mais 0,22 € ou seja 30%.

Quem ficou com esta diferença?

1º – a PT com 0,10 € (17%) isto é a diferença dos 50 para os 60.
2º – o Estado com 0,12 € (20%) referente ao IVA sobre 0,60 €.

Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.

A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado atingiu os 2.000.000,00 €.

Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44%, ou seja, mais 880.000,00 € divididos entre a PT (400.000,00 € para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000,00 € para auxílio do reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).

A PT cobra comissão de quase 20% num acto de solidariedade!!!

O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!

ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE. É BOM QUE O POVO SAIBA QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS. ISTO É UM TRISTE ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!

TDT – Que negociata !!!


ONDE PÁRAM OS MEDIA EM PORTUGAL?

“TDT é um imposto disfarçado para ver televisão”.

Num debate proposto pelo PCP sobre a TDT (Televisão Digital Terrestre) ficou provado, mais uma vez, que podíamos ter muitos mais canais gratuitos e não uns míseros 4 canais. 

Esta operação foi um tremendo negócio para a PT.

Curiosidade: Alemanha tem 20 canais gratuitos; França tem 29 canais gratuitos; Espanha tem 20 canais gratuitos; Itália 27 tem canais gratuitos; Reino Unido tem 38 canais gratuitos.

O Governo podia ter incluído mais canais, mas não o fez para manter o negócio de alguns «tubarões»…
Sabiam também que os aparelhos foram distribuídos  gratuitamente nos outros países??? 

De alguém que não sei quem…

Recordando

“O golpe de Estado termina e a revolução ainda não começou: os meses que seguem  são uma pausa. Mas antes, principalmente em Lisboa e no Porto, o povo vai finalmente dar-se conta de que desta vez alguma coisa mudou, e o 1° de Maio de 1974 é uma impressionante e comovedora manifestação de alívio; os cravos vermelhos, o novo símbolo, presentes em toda a parte, mesmo no cano das armas; é o momento em que a fraternidade parece possível. Dias antes, a chegada de Mário Soares a Lisboa tinha sido comovente e triunfal, uma enorme multidão esperava-o em lágrimas, sorrindo, e aos brados de vitória.. Logo a seguir Álvaro Cunhal, para os não comunistas um desconhecido, o homem que vinha dos longos anos de prisão – catorze no total e oito em encerramento solitário – que escapara em 1961 da prisão de Peniche e cuja vida, desde então, tinha sido um mistério.

Álvaro Cunhal desembarca no aeroporto e os portugueses têm dificuldade em acreditar no que vêem: a foice e o martelo são o pano de fundo. A recepção é triunfal também, mas mais sóbria, os punhos erguidos mostram uma determinação disciplinada, contida, só algumas vozes se embargam quando milhares entoam o que tinha sido o hino da clandestinidade comunista:

“Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz.
Avante, camarada avante,
O sol brilhará p’ra todos nós”.

Um detalhe não escapa àqueles que, atentamente, seguem os acontecimentos: os militares, que não esperaram Soares, vão esperar Cunhal. Sobre um carro blindado, acompanhado por soldados que erguem o punho, rodeado de uma multidão que, pela primeira vez em mais de cinquenta anos pode confessar livremente o credo comunista, o secretário-geral do PCP entra em Lisboa.

Um slogan anda em todas as bocas: “O povo unido, jamais será vencido!”Mas o povo, a falar verdade, ainda mal sabe o que se passa, e por enquanto não se encontra unido a ninguém, nem a coisa nenhuma. Às vilas da província, às aldeias, mal chegam ecos do que se passou em Lisboa. Os emigrantes, num reflexo de defesa – mudança é sempre insegurança – suspendem as remessas de dinheiro e ordenam às família que levantem quanto dinheiro têm no banco, “pois dizem que os comunistas nos vão tirar tudo”.

É a triste ignorância dos pobres, a qual se mede ainda melhor quando se sabe que durante meses, de aldeia para aldeia, corre e é tomado a sério, o boato de que o governo dos comunistas irá confiscar as panelas de pressão.”
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in “Portugal, a Flor e a Foice” – inédito; edição neerlandesa: “Portugal, de Bloem en de Sikkel” – Arbeiderspers, Amsterdam, Novembro 1975.

Crise terminal do capitalismo?

Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo. A capacidade de o capitalismo adaptar-se a qualquer circunstância chegou ao fim.
Por Leonardo Boff
Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.
A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.
A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.
O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.
Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.
A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.
Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.
As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do capital globalizado e explorador.
Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.