Ou o cérebro é muito pequenino, ou está estragado…

Não consigo perceber como existe quem critique o Sócrates e depois diga que vai votar no PSD/CDS….

Mas o que Sócrates fez que o PSD/CDS não tivessem feito?

Aliás, a única diferença que existe entre o PS e o PSD/CDS é que o PS afirma-se de esquerda, mas aplica políticas de direita, o PSD/CDS afirma-se de direita, e sempre aplicou politicas de direita…

E o que são politicas de direita?

Dar cabo da prestação de serviços de saúde públicos, com o pretexto de que se gasta muito; Depois entrega-se a saúde aos privados, e o Estado passa a pagar as despesas e os lucros dos privados; Enquanto isso, quem não tiver dinheiro, pode ir morrer para longe…

Privatizar, privatizar o que dá lucro ao estado… vende-se os anéis. Depois, o estado perde essas receitas, e ainda dá benesses às empresas para terem lucros, sobre os seus lucros… e os trabalhadores que paguem…

Despedir, despedir os trabalhadores de empresas públicas e de empresas com capitais públicos, com o pretexto de que se gasta muito dinheiro com pessoal… depois essas empresas contratam outras empresas para fazerem o trabalho que era feito pelos trabalhadores despedidos.
As empresas gastam muito mais com estes serviços, mas os papagaios andam todos contentes a dizerem que diminuíram a despesa com o pessoal.
Esquecem-se de dizer é que aumentou, e muito, a despesa com fornecedores….
Mas que interessa isso, estes fornecedores até são os amigalhaços que têm empresas, e que exploram trabalhadores para terem muitos lucros.
Até fazem o favor de contratarem os trabalhadores que anteriormente tinham sido despedidos.

Estes são alguns exemplos das políticas de direita que têm levado o nosso país para o poço…
Mas quem no seu perfeito juízo pode pactuar com politicas que trazem a miséria aos Portugueses?

Formação de listas…



Existem partidos que quando constituem listas para concorrer às eleições, constituem essas listas de forma a constituírem uma equipa com competência e sabedoria para desempenharem os cargos a que se candidatam;

Partidos esses que preferem perder, ou não ganharem, câmaras do que abdicarem dos seus princípios de consciência;

Enquanto isso existem partidos que para ganharem votos vale tudo, desde constituírem listas com pessoas que a única “coisa” que possuem é falta de escrúpulos, tendo como único objectivo ganharem poder e influência para constituírem e desenvolverem os seus negócios à conta do erário publico, ao mesmo tempo que defendem a iniciativa privada, esquecendo de dizer que querem a privatização de tudo e mais alguma “coisa”, mas querem que os prejuízos sejam financiados pelo estado, enquanto os lucros sejam dirigidos directamente para os bolsos dos privados.

Mas nem tudo é mau, existem partidos que também privilegiam as listas que fomentem o convívio da família, e isto é bom, numa altura em que devido à exploração dos trabalhadores, estes nem tempo e disponibilidade têm para darem assistência à sua família; Pois por muito que trabalhem ganham simplesmente o mínimo dos mínimos para sobreviverem.

Os horários dos professores

Infelizmente, entre nós por cá, a estupidez é cada vez maior;

Pois todos falam do que não sabem e limitam-se a seguir, tipo robozinhos, o que a comunicação social espalha a mando de alguém, com o intuito da estupidez prevalecer sobre o raciocínio.

Todos falam mal de todos… sem saber o que está em causa, ou seja é a moda da moda…

Todos os dias ouve-se alguém a falar do que não sabe, o difícil é estes mesmos indivíduos se sentarem a ler e a reflectir sobre determinado assunto, não se limitando a ouvir slogan`s e depois se armarem em importantes, utilizando esses mesmos slogan`s…

Um caso real é a situação dos professores:

Todos estes pseudo intelectuais falam dos professores; São uns calões, não ensinam nada, têm regalias a mais (sim, que estes senhores não sabem a diferença entre regalias e direitos), etc…

No entanto estes pseudo intelectuais são aqueles que não aparecem às reuniões de país (estão muito ocupados a dar horas de borla ao patrão, para verem se têm boas notas no fim do ano e ganham um premiozinho que não paga nem um quartinho das horas que eles fazem), querem as escolas abertas até às 20h se possível até às 24h para terem onde despejar os seus filhos… não importa a educação deles, pois logo se limpa a alma oferecendo um jogozinho ou qualquer coisa que os distraia e não os chateiem, pois o tempo livre é pouco e há que ler um jornal desportivo, ver um jogo de futebol ou ver uma telenovela…

Eu sei que o texto que se segue não tem imagens do jet set ou uma entrevista com o jogador da semana, e para muitos até pode ser de difícil leitura, mas tentem…

O texto que se segue foi escrito por alguém, que não sei quem, mas corresponde à realidade;

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e “nem se dá por ela”.

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,
Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo… Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos – ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais — o que não acontece — e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

FILOSOFIA DE VIDA…

Existem, cada vez mais, pessoas que não param para reflectir no que ouviram ou que não pensam no que dizem; limitam-se a reproduzir o que ouviram tipo robôs…

Fica sempre bem mostrar que sabemos opinar sobre tudo, mas dá muito trabalho adquirir o conhecimento… por isso há que recorrer à formula mágica, fazer das palavras dos outros as nossas, mesmo que não tenha-mos entendido nada do assunto.

Por isso é que no nosso dia-a-dia ouvimos pessoas a defenderem o que é indefensável, não tendo raciocínio próprio – a formatação do pensamento através dos órgão de comunicação social, em defesa da ideologia predominante a isso levou -, no entanto quando estão perante alguém com conhecimento e argumentos, contrários aos por si utilizados, acabam sempre qualquer “discussão “ utilizando, entre outros, um destes termos:

– “não me interesso por estas coisas…”;

– “são todos iguais…”;

– “não existe outra maneira…”;

– etc…

E uma das mais famosas…

-“não é bem assim, temos que evoluir “modernizar”…

Para estes o que importa é modernizar, agora se é para melhor ou para pior isso não interessa, dá muito trabalho usar o raciocínio e o conhecimento, sendo mais fácil deixar os outros decidirem por nós e depois se correr mal, lavamos as mãos, “tal como Pilatos”…

Mas o importante para eles é estarem, sempre, em sintonia com aqueles que vencem sempre… ou os mais “conceituados” no sistema predominante…

A ISTO SE CHAMA, DECADÊNCIA DOS VALORES… E DA CONSCIÊNCIA…

GANDAS OPORTUNIDADES

Tudo é possível fazer… desde que tenha-se as pessoas certas, com a sensibilidade adequada.

Como acontece agora com um governo, apelidado de esquerda, em que a forma de levarem as pessoas a acreditar em si e nas suas politicas é levarem as estatísticas ao patamar de um “Deus”; Os tais que se habituaram a ouvir e a seguir divulgar, os tais que não fazem questão de aprenderem o que é o pensamento e o raciocínio, e têm repugnância por quem faça com que estes estejam sempre, permanente, presentes na sua vida.

As estatísticas dão, no que dão; Como empresas que a maioria passa fome, mas como os quadro dirigentes e da administração ganham balúrdios, estatisticamente aquela empresa paga ordenados acima da média.

Um caso flagrante é a educação, não importa que saibam, importa sim é que haja muita gente com o 12ª ano e etc…, a fim de constar-mos como um dos povos mais “evoluídos”.

A VERGONHA É QUE ACTUALMENTE A “SABEDORIA “ DE UM 12ª ANO OU CURSO SUPERIOR É MENOR DO QUE MUITOS QUE TÊM A ANTIGA 4ª CLASSE

MAS ISSO NÃO INTERESSA PARA AS ESTATISTICAS

AS ESTATISTICAS NÃO PRECISAM DE CULTURA E SABEDORIA, PRECISAM SIM, DE NUMEROS GRANDES NUMEROS

Trampolineiros

O povo passa a vida a dizer que não acredita nos políticos, no entanto talvez este pensamento deva-se a idolatrarem, constantemente, quem tenha como forma de vida ser charlatão.
Após andarem “ceguinhos” e como têm dificuldade em verem que andam, constantemente, a dar valor a ideologias que são sementes da ganância e do despotismo, vão pelo caminho mais fácil que é dizerem “eu não voto, não acredito nos políticos…”, “… são todos iguais”.
Para afirmarem isto têm que conhecer verdadeiramente as bases de todas as ideologias e formas de estar, para isso é preciso ter mente aberta e não uma mente dogmática, que baseia-se no que a dita comunicação social semeia como os bons costumes, sem que esclareça a verdade e os valores…
Enfim, existem tantas maneiras de dizer a verdade, que não há necessidade de mentir…
Mas será que alguém com dois dedos de inteligência não viu desde o inicio que Sócrates é um autêntico charlatão…
Atenção que esperteza não é sinonimo de inteligência…

O maior fracasso da democracia portuguesa

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves – “Expresso”

Se a ignorância pagasse imposto… seriamos um país muito rico

A cultura da ignorância reina na nossa sociedade.
Muitas vezes, são estes ignorantes que opinam sobre tudo e todos, são estes que criticam as lutas da função pública, dos trabalhadores dos transportes, dos professores, entre outros.
Enfim, são estes que defendem o seu próprio enterro…
Todos têm o direito a serem ignorantes e explorados, não têm é o direito de exigir que os outros também o sejam…