Caridade e Agiotagem contra Solidariedade Social e o Direito à Educação

educacao-publica

O jornal das 21h, da SIC Noticias, é mais um exemplo do terrorismo perpetuado pelos meios da comunicação social contra o povo português, através dos vassalos prostitutos.

Terrorismo financiado pelos donos da comunicação social, pelos “reis” do sector financeiro e dos soberanos da agiotagem que chupam o sangue aos trabalhadores.

Mário Crespo, com os seus tiques fascistóides, com a obrigação de pagar o que os seus donos por si fizeram e continuam a fazer… discursa e debita fardos de palha para os burros comerem e pedirem por mais.

Primeiro numa pseudo-entrevista com Rui Santos, responsável do PS para a área de educação??, tenta vender como é bom o “cheque para a educação”.

“Cheque” esse que mais não é do que financiar os donos de colégios, com o dinheiro do estado, e continuar/acentuar a destruição da educação publica de todos e para todos.

Um direito devido, e com qualidade, ao Povo Português. Qualidade que tem vindo a ser destruída pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS.

Querem comparar o que é incomparável.

Querem comparar colégios que são frequentados por meninos, que:

  • Têm refeições equilibradas;
  • Recorrem a explicações (a maioria), para sanar a dúvida e o desconhecido;
  • Têm uma estabilidade social para dedicarem-se aos estudos.

Com escolas públicas em que as turmas, constituídas entre 25 e 30 alunos, não deixam que os professores dêem a atenção, devida e merecida, aos alunos (individualmente), e em que essas turmas são constituídas por:

  • Meninos, muitos meninos, que a sua primeira, e às vezes única, refeição é na escola.
  • Meninos que não têm livros, canetas, ténis,…
  • Meninos que, numa grande percentagem, são os que mais conhecimentos têm na sua casa. Os Pais por muito que queiram, não os podem ajudar e muito menos pagar a um explicador.
  • Meninos que, as vezes, já têm três ou mais horas de trabalho antes de irem para a escola…
  • Meninos, muitos meninos, que têm que se levantar várias horas, para percorrerem o caminho para a escola.
  • e muitos etc….

É assim que querem comparar, para justificarem a destruição da escola pública.

Situações e condições que foram criadas por estes que, agora, querem destruir, de vez, a escola pública….

Mas, muitos meninos têm sucesso… nas escolas públicas, e vão para a faculdade preparados para continuarem a construir o futuro deles e o nosso.

Faculdades públicas, que deixam a maioria das privadas a um canto envergonhado.

Querem comparar, com as escolas públicas que com imensas limitações… ensinam meninos com deficiências de aprendizagem.

Estes fascistóides,

Esquecem-se é de dizer o que pretendem. Que é entregar mais dinheiro publico aos privados.

Estes fascistóides,

Esquecem-se de mencionar o que deu, e está a dar, esta política nos EUA.

Onde só os meninos de bem e inteligentes têm direito a frequentar escolas, minimamente aceitáveis.

Pois, como estas escolas recebem do estado conforme o seu ranking, estas não querem estragar o seu ranking com meninos que tenham dificuldades devido ao seu meio social ou capacidade de aprendizagem.

Estes são deitados fora para as poucas escolas públicas que ainda existem, e onde as condições são idênticas aos piores bairros de lata.

Para não falar das escolas privadas, que devido ao seu desejo mercenário do lucro deixam de educar e depois quando já não conseguem esconder o descalabro do seu desensino… simplesmente, fecham e abrem falência… e os seus donos voltam a abrir outra escola para continuar a alimentar o seu desejo mercenário de lucro.

E onde a escola não dá lucro, não há escolas….

Agora, o governo não está preocupado com a despesa. A sua preocupação acaba, quando acaba o serviço público.

Pois alimentar parcerias publico privadas, agências de caridade, bancos… para eles, isso não é despesa, é investimento.

Mesmo que custe 20 vezes mais, do que fosse o serviço público a fazer… mais e melhor.

Depois desta pseudo-entrevista, veio o pseudo-frente a frente, entre Catarina Martins (BE) contra José Matos Correia (PSD) e Mário Crespo.

Aquela parte em que o José Matos Correia, “dá” uma palavra especial para os bombeiros… deu-me vómitos.

Este governo roubou quase tudo aos bombeiros (subsídios diversos, cortes nos ordenados, condições de segurança).

Depois veio a segurança social, blá.. blá… que tinham que cortar, pois estava mal.

Mas esquecem-se de dizer que andam a roubar a segurança social para dar aos patrões, para por trabalhadores a trabalhar de borla (à custa do dinheiro da segurança social), que andam a usar o dinheiro da segurança social para alimentar os vícios do sector financeiro, financiando a agiotagem, assim como, terem posto os bancários ao abrigo da segurança social enquanto os fundos de pensões ficaram na banca, para mais uma vez financia-los.

Resumindo, a despesa veio para a segurança social e o dinheiro foi comido pelos agiotas banqueiros.

E assim vai a nossa comunicação social, a alimentar os burros com palha estragada. Fazendo uso de opinadores e jornalistas que mais nada têm do que alimentar os seus donos, em troca de amendoins.

Nisto tudo safou-se a Catarina Martins, do BE e o Rui Santos, do PS. Vejam lá o mau que foi, para eu estar a afirmar que o Rui Santos, do PS, safou-se…

Quanto a mim, que fui educado no ensino público, agradeço aos professores e à escola pública. Pois se eu estivesse nos EUA, seria daqueles que tinha sido enviado para um gueto escolar.

Pois eu não fui para a escola com pedigree, foi a escola que deu-me o pedigree…

A”escola pública” ensinou-me a pensar, não tornou-me num carneiro… 

Quanto à solidariedade social, felizmente nunca precisei… mas contribuo com muito gosto.

Mas temos que acabar com os ideólogos da destruição desta, para alimentar os agiotas, para que seja o povo a ser servido.

O despudor

Eles já se sentem à vontade para se mostrarem o que realmente são e pensam! Até onde pode ir o despudor da nova classe de senadores do regime, os grandes empresários e banqueiros que se passeiam pelas televisões dissertando sobre a crise e as soluções como se eles próprios não fossem parte do problema. 

Em mais uma dessas entrevistas dadas a um canal televisivo, Fernando Ulrich, presidente de um banco que recebeu mais de mil milhões de euros do Estado para cobrir o buraco resultante da má gestão do próprio Ulrich, sugere que o Governo deveria pagar a desempregados para trabalharem no seu banco, assim como noutras grandes empresas do pais, como a EDP, PT, Jerónimo Martins ou Sonae. A bem da nação. E por uma questão de “enriquecimento profissional” do desempregado, claro.

A hipocrisia dos Alemães


O Lidl aplicando a táctica de fazer desconto em produtos, no qual o preço original é por eles estipulado, táctica essa que já tem “teias de aranha”;

Atendendo que a publicidade deste suposto desconto leva as pessoas a deslocarem-se a esse supermercado, comprando o produto em causa assim como outros produtos diversos. A pessoa que já foi mentalizada para o “baixo” preço de um determinado produto, na maioria dos casos, já não está com a verdadeira consciência do que está a comprar e qual o preço.

Mas o essencial da questão não está neste aspecto…

O Lidl com a desculpa, da “pena” (acho que eles também vendem galinhas) que têm do corte que os trabalhadores vão sofrer no subsidio de natal, dizem que vão fazer descontos proporcionais, em alguns produtos, a esse corte.

Que hipocrisia…

Antes de mais a publicidade que a comunicação social deu a estes supermercados, custa mais de 100 vezes do que os supostos descontos;

O Lidl trata os seus trabalhadores como criados para todo o serviço, e quando querem.

Obrigam os trabalhadores a levantar com os seus bracinhos, litros e litros de agua para cima dos tapetes das caixas; Pois é obrigatório que toda a mercadoria seja posta no tapete, de forma cega e muda, mesmo que dentro dos carros estejam 50 garrafões (iguais) de 5 litros agua. Como o cliente não tem que se sujeitar a esta regra estúpida, lá vai a rapariga da caixa transportar 250 quilos.

E como quem implementou esta regra, foi alguém que é bem pago pelo Lidl para sujeitar os outros à escravidão, essa regra é impreterível.

Em relação aos trabalhadores do Lidl, podem-se contar pelos dedos das mãos o número de trabalhadores que possuem contrato sem termo, essa contagem não é por loja é por Distrito.

Quanto ao salário, nem precisa do corte dos 50% para ser miserável; Os trabalhadores não estão classificados, nem recebem o equivalente ao que o seu CCT estipula para as suas funções. Mas as funções também são duvidosas, pois ao abrigo da polivalência estes trabalhadores tanto estão nas caixas de pagamento, a repor artigos, a carregar mercadoria e a fazer a limpeza.

Assim qual é o problema de pagarem, à maioria, como de trabalhadores de limpeza se tratassem?

Isto é tal como acontece em certas casas;

O marido bate e maltrata a esposa e os filhos, sai para fora de casa e é só sorrisos e beijinhos com as mulheres dos outros e os filhos dos outros…

A Ironia é que este grupo vem tentar passar uma mensagem de “pena” dos trabalhadores, quando este grupo pertence a um País que é um dos verdadeiros culpados pela situação actual. Aliás são os verdadeiros patrões da troika e companhia.

Pais que tem-se sustentado à conta da miséria dos outros, são uns verdadeiros parasitas…

Moodys

Esta e outras só existem, porque pagam-lhes para existirem. Só dos bolsos dos contribuintes Portugueses sairam milhões para pagarem a este tipo de empresas. Logo quem devia ser responsabilizados são todos os que contribuem para a existência de algo, que já se sabia os interesses que serviam desde a sua criação. O problema é que até agora serviu-lhes os intentos, de repente os fazedores de opinião começaram a dizer mal, do que antigamente diziam bem… O Cavaco Silva foi um entre muitos.


Mas quando esta Agência diz que não é com a politica da troika que o Pais vai conseguir sair da crise tem razão… e é esta razão que estes fazedores de opinião e politiqueiros querem disfarçar.


A politica da troika só vai servir para, ainda mais, roubar salários e direitos aos trabalhadores, e engordar os banqueiros e amigos; assim como o sistema implementado e idealizado por estes.


Desculpem lá, mas já sabemos os interesses que estas Agências têm… mas que agora saiu-lhes uma verdade da boca, isso saiu.


E verdades destas os Cavacos e outros vassalos dos agiotas não querem. Se esta agência tivesse afirmado que tinhaam que reduzir os salários, o valor das reformas, aumentar as taxas e impostos aos trabalhadores;


Privatizar tudo de forma a que quem queira comprar, e não tem dinheiro (estes compradores nunca têm), peça emprestimos ao banco para o banco pedir ao outro, etc… e depois emprestar ao interessado. Posteriormente será quem precisa destes serviços privatizados, que vão pagar os juros destes emprestimos e os lucros do comprador, através do pagamento destes serviços essenciais a quem trabalha; Nomeadamente os transortes públicos, a Àgua, os serviços de correios…


Aumentar o IVA, e deste modo aumentar os bens e serviços que os trabalhadores necessitam, nomeadamente aumentar o valor dos transportes públicos em mais de 15%…


Se a Agência dissesse que era preciso reduzir no pagamento da segurança social, e IRS pago pelos patrões… e que era preciso acabar com os serviços de saúde públios, as escolas públicas, etc…;


Assim como a manuenção da “isençao” dos impostos sobre os imóveis que estas empresas possuem, nomeadamente o sector financeiro, nem que para isso fosse preciso aumentar os impostos que o trabalhadores pagam pela sua “barraquinha”;


Apoiarem as isenções, que se mantêm actualmente, das mais mais valias realizadas pelos agiotas


Ai sim, estava bem e ainda aumentavam-lhes as avenças…


Ainda se queixam, quando cada vez que aumentam os juros da divida pública quem ganha e bem com isso são os compradores desta divida, nomeadamente o sector financeiro… sim que os banqueiros lucram com a desgraça dos outros.


Agora dizerem mal dos bancos deles é que não… ainda por cima estão a usufruir de garantias bancárias pagas pelo estado, com o dinheiro dos nossos imposto. Assim como uma grande fatia do empréstimo da troika vai direitinho para os bancos.


Mas trabalhadores não fiquem tristes, porque os juros desses financiamentos vão ser pagos com os nossos imposto…


Quem votou na troika com pena dos banqueiros, não fique triste… eles recebem e nós pagamos as despesas.

Creches ilegais

A SIC transmitiu há dias uma reportagem chocante sobre maus-tratos a crianças por parte de uma ama ilegal em Lisboa.
A reportagem, baseada em imagens gravadas pelo telemóvel do vizinho da frente e por uma câmara oculta da SIC, gerou natural indignação e uma discussão mais ou menos académica sobre a legitimidade da divulgação deste tipo de imagens.
A generalidade dos comentários passaram no entanto à margem da questão essencial:
A razão pela qual os pais destas 14 crianças as entregaram aos «cuidados» desta «ama». Aliás, a comunicação social divulgou a propósito a informação de que um terço das crianças portuguesas estão em creches ilegais.
Na raiz desta realidade está a evidente falta de uma rede pública de creches que responda às necessidades das crianças e das suas famílias. Estas são demasiadas vezes confrontadas com dificuldades dramáticas para arranjar vaga em instituições com mensalidades que os orçamentos familiares comportem, perto de casa ou do emprego dos pais.
Em tempos em que se choram lágrimas de crocodilo pela baixa taxa de natalidade dos portugueses, seria justo reconhecer igualmente que ter onde deixar as crianças em condições de segurança e em locais pedagogicamente adequados seria um importante contributo para que mais casais decidissem ter mais filhos.
A ama ilegal da reportagem da SIC afirmava ainda, promovendo os seus serviços, que os pais podiam deixar as crianças das 10 às 3 da manhã na «creche». E isto levanta outra questão, brutal:
Os efeitos nas crianças, nas suas condições de vida, na saúde e no seu desenvolvimento integral, da desregulação dos horários de trabalho do seu agregado familiar e do aumento dos níveis de exploração a que os SEUS PAIS estão sujeitos.
As medidas que o acordo da troika estrangeira com a troika portuguesa prevê na área dos direitos laborais e das condições de vida em geral das famílias, a serem aplicadas, só serviriam para empurrar ainda mais crianças para situações de pobreza, risco e exclusão.
De alguém, que não sei quem…

Iluminados no escuro…

A Comunicação Social é dominada pelo poder económico que em defesa dos seus interesses apregoa e mentaliza os trabalhadores de que só existe um caminho, e esse caminho é aquele idealizado para aumentar os lucros do poder financeiro.

Nesse caminho vale tudo, desde que não se vá contra os interesses de quem domina.

Os dominadores, serve-se de gentalha que deixa-se ser usada em troca de um status social e de uns trocos que fazem parte de grandes fortunas obtidas através do trabalho de trabalhadores, que são obrigados a aceitar trabalho, por meia dúzia de tostões.

Tostões que não chegam para sobreviverem, quanto mais para viverem decentemente.

A Comunicação Social, detida pelos detentores, ou devedores, do capital financeiro constroem os seus “impérios” dando voz, somente, aqueles que apregoam os caminhos delineados por esses detentores ou devedores.

Por isso é que diariamente vemos nas televisões os Marcelos, Angelos Correias, Sousas Tavares, Barretos e amigos… os pseudo constituicionalistas Mirandas e companhias…

Quem limita-se a ver a Televisão e os Jornais alinhados, fica limitado no seu pensamento e raciocínio, e dali não sai. Estes, diariamente, apregoam o inevitável e as teorias alinhavadas pelos “poderosos dominantes”.

Estes “limitados” quando se deparam com uma pessoa que fala de coisas e meios diferentes, dos já absorvidos, limitam-se a dizer que não é assim, e debitam o que lhes formataram…

Perante contradições e argumentos objectivos estes limitados, limitam-se a dizer “é tudo igual…” pois foi mais uma forma dos mentalizarem, que em caso de duvida não devem raciocinar mas deitarem-se e dormirem… ou irem à bola e lerem um jornal desportivo.

Os seus “donos” é que sabem e todos os outros ou são burros, ignorantes, ou são comunas…

Como já estão formatados em relação aos comunas, mantêm o pensamento dominante e vão ver o futebol.

Durante muitos anos, e no presente, o povo foi doutrinado sobre tudo o que era diferente da doutrina, se não está dentro da doutrina é satânico… e eles querem ir para o céu, logo fogem do diabo a sete pés.

O diabo é mau, o diabo come criancinhas, nacionaliza galinheiros… logo os doutrinados que são “gente iluminada e cheia de fé” têm que fugir.

Antigamente os “iluminados” denunciavam à PIDE… agora só resta-lhes fugir.

Os iluminados estão cientes de que devem sofrer na terra para atingirem o céu…

Logo, serem explorados pelo patrão; trabalharem e o fruto do seu trabalho não ser suficiente para sobreviverem, quanto mais para viverem, faz parte da fé, e a fé diz que isto é que está certo…

Isto mais não é do que uma prova na terra para alcançarem o céu. Seguindo a lógica, devem deixar o prazer na terra para aqueles que os exploram.

Mas até os “iluminados” fraquejam, para isso precisam de serem acompanhados por quem tem o poder de os absolver na terra, para conquistarem o céu.

No entanto, para quem não é iluminado, é necessário e urgente conquistar uma sociedade justa…

Uma sociedade que atribua um valor justo ao trabalho, e que seja solidário com quem precisa e quando precisa…

Mas esmolas não… as esmolas fazem parte da fé para expurgar os pecados na terra…

Mudança precisa-se…

A sociedade actual habituou-se a conviver com as injustiças e a miséria, fazendo destes condicionalismos uma forma de vida.
Para as condições de vida do povo Português e do resto do mundo mudarem, primeiro é preciso que haja uma mudança de mentalidade e de valores, das pessoas que constituem essas sociedades.
O povo gosta de apelar à solidariedade, falar sobre as mais diversificadas injustiças mas quando chega a sua vez de intervir na construção de algo para um colectivo e em prol de um objectivo, arranjam as mais diversificadas desculpas esfarrapadas para não darem corpo ao manifesto.
A generalidade das pessoas está despida de valores e de vontade…
Diariamente falam, falam de algo que se atravessou no seu caminho e dão a sua opinião… até aqui tudo bem, o problema é quando urge dar soluções.
As soluções avançadas são por norma algo que já fracassou, no entanto e após serem confrontadas com o fracasso dessas soluções a forma de limparem a sua consciência pelas opções tomadas é resignarem-se à existência de tais injustiças, como sendo um mal comum e que não existe volta a dar.
Confrontadas com outras alternativas, que não são as que o sistema implementado apregoa, este tipo de pessoas blindam-se contra tais alternativas usando frases feitas, sem qualquer conteúdo científico ou intelectual, para não terem que concordar e lutar por algo que vai contra o sistema implementado.
Este tipo de pessoas falam e opinam sobre tudo, mas no momento de apontarem responsabilidades nunca fazem uma introspectiva pessoal, nem analisam as decisões que tomaram ao longo dos tempos… consequentemente não relacionam os resultados e as consequências, com as opções que tomaram.
Normalmente generalizam as causas e consequências para não perturbarem a sua própria consciência…
São este tipo de pessoas que “badalam aos sete ventos” que não votam, e que os políticos são todos iguais…
Este tipo de pessoas não tem consciência para se sindicalizarem, nem para participarem activamente nas organizações dos trabalhadores.
Mas quando algo corre mal “apontam logo o dedo” aos sindicatos e comissões de trabalhadores, não querendo assumir que a culpa, também, é deles próprios; Nem estão interessados em perceber que os sindicatos e comissões de trabalhadores não valem nada só por si.
As comissões de trabalhadores e sindicatos podem estar, e devem, ao lado dos trabalhadores; Mas não substituem os trabalhadores.
No entanto, estes pseudo individualistas não renegam, nem abdicam dos direitos alcançados; Que foram conseguidos com muita luta e sacrifícios dos trabalhadores, junto com os seus sindicatos de classe.
Os sindicatos só existem porque os trabalhadores sindicalizados contribuem financeiramente, para que a sua existência seja possível…
Em conclusão:
Aqueles, que anteriormente falei, além de nada contribuírem para a existência de direitos; Ainda usufruem de direitos para os quais não contribuíram, nem contribuem, vivendo deste modo à custa dos seus colegas sindicalizados, colegas esses que ainda são criticados por eles…
Enfim…
Só com a mudança de mentalidades podemos lutar, de igual para igual, com os agiotas que todos os dias atacam os direitos dos trabalhadores; E que possuem determinados pobres de espírito como seus aliados…

Vida terrena…

Enquanto as populações passam necessidades, os representantes dos interesses de meia dúzia endividam, ainda mais, as câmaras para comprarem estádios e para satisfazerem os interesses de uma minoria que têm como único objectivo acumular riqueza e ceder o pagamento dos “danos”ao estado.

Não existe dinheiro para a saúde, educação, nem para sermos solidários nos momentos de necessidade, de quem precisa. Mas quando é necessário salvar o negócio de alguém, lá vem um “pau mandado” roubar às populações para proteger os interesses do “pau mandante”.

Todos nós sabemos que o futebol, junto com a religião é o ópio do povo, por muito que custe a muitos “crentes” aceitar tal facto.

Mas gostar de futebol ou ser religioso não é o problema, o problema é quando o futebol e a religião se tornam em algo que sobrepõem-se aos interesses da nossa casa, família, colegas de trabalho, e vizinhos, etc…

No que respeita ao futebol, durante 90 minutos podemos esquecer o que nos rodeia, agora não se compreende que passem uma semana a falar do mesmo jogo, das supostas grandes penalidades que não foram assinaladas, da suposta falta que não foi marcada, da suposta falta marcada que não era falta… enfim o povo sente-se arbitro, treinador e jogador durante toda a semana, mesmo quando nunca leu o livro das leis do jogo e das “tácticas”…

Mas ouvem e vêm com muita atenção os programas dos “fazedores de opinião” , fazedores pagos a “peso de ouro” para falarem do que, na maioria das vezes, não percebem e simplesmente tiram a camisa do clube da gaveta para irem doutrinar nos programas que a comunicação social “oferece” aos árbitros, treinadores e jogadores de bancada… mas de alguma forma conseguem boas audiências, assim como somos o único pais que edita diariamente três jornais desportivos…

O sistema agradece, pois enquanto o povo anda entretido com discussões futebolísticas, não ganham sensibilidade para os problemas económicos e sociais que alastram pelo Pais… já era assim no tempo do fascismo…

A religião nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário… se os crentes lerem e entenderem a base da sua religião que são as “escrituras sagradas”, e usarem o seu poder de entendimento e raciocínio irão perceber que as estruturas impostas, monarquicamente, nas suas igrejas não respeitam o ser humano.

Essas estruturas subjugam-se ao poder financeiro, convivendo diariamente com estes e subjugados a eles.
Restando para os verdadeiros crentes, somente a fé…

Enquanto as monarquias religiosas instaladas, em harmonioso convívio com o poder financeiro, vão adormecendo os seus crentes no mundo terreno, dando como caminho o sofrimento na terra, para a paz no céu; Os “monarcas” instalados usam o poder da igreja para terem papel activo na sociedade, não na defesa do povo, mas sim na defesa de grupos que se propagam em todas as estruturas estatais e privadas. Grupos esses que alcançam benefícios para meia dúzia…

Restando para os crentes de fé, umas migalhas que vão distribuindo através da “sopa dos pobres”…

Não interessa a estes “monarcas” a transformação da sociedade, numa sociedade mais justa… onde os rendimentos sejam distribuídos com justiça, e que remunere o trabalho com o seu devido valor. Não lhes interessa ter um sistema social, no qual os doentes e desempregados, tenham com que contar nos momentos difíceis e nos quais mais precisam. Não lhes interessa ter um sistema de educação com o qual “os Homens de amanhã” possam contar, para serem formados intelectualmente e socialmente, a fim de estarem preparados para fazer parte e construir uma sociedade na qual a solidariedade e progresso sejam uma constante.

Antes pelo contrário, interessa-lhes o poder económico e financeiro, para tal como nas monarquias, de modo a ser distribuído entre o “rei, clero e nobreza”, restando ao povo a fé… e umas instituições que vão dando caridade, caridade essa paga pelo estado, com o cognome de solidariedade prestada pelas diversas instituições religiosas.

Em conclusão:

No dia que os crentes do desporto e da religião, ganharem consciência da sua condição e da situação, e na que a maioria da sociedade se encontra… continuaram crentes, mas vão optar por um caminho que vá de encontro ao bem-estar da sociedade em geral, e não de meia dúzia…

Após acabar o jogo, vão usar as suas forças e espírito de colectivo para intervirem na sociedade de forma a mudar o rumo da distribuição da riqueza, e deste modo formaram um clube muito maior… não do fanatismo, mas o clube da verdadeira solidariedade para com a sua família, vizinhos, colegas de trabalho… um clube que vai defender o direito ao trabalho, com direitos e consequentemente uma maior distribuição da riqueza.

Chegará o dia em que os trabalhadores olharão para os seus sindicatos de classe, e irão ver organizações que são essenciais na evolução da sociedade com direitos…

Será o dia em que compreendem,

Organizados têm muita força, enquanto sozinhos resta-lhes curvarem-se perante o patronato e os interesses financeiros de meia dúzia, e rezarem para que o sistema implementado não lhes roubem muito desta vez, e que deixem qualquer coisinha para roubarem na próxima…