Precariedade, caminho directo à escravidão…


Cada vez mais, vai engrossando no nosso pais a cultura Americana, eu sei que esta cultura dá muito jeito a muita gente, no entanto a nossa cultura e os nossos direitos estão a desaparecer, para não dizer que estão a ser roubados.

Estou a falar mais objectivamente no direito ao trabalho honesto, leal, e com direitos. No nosso pais, nesta data, reina a precaridade, pois hoje quem precisa de trabalhar é confrontado:

– Salários de miséria (Média de € 400,00);
Recibos verdes;
– etc…

E depois estas situações são vendidas ao candidato para o “emprego” como sendo muito beneficas para ele, e como a nossa cultura geral anda muito por baixo, estes candidatos ficam sem resposta …

Pois é, já não estamos naquele pais em que havia empresários, que queriam ter empresas com futuro, queriam pessoas que se identificassem com o desenvolvimento da empresa, que queriam criar “riqueza” junto com os seus empregados, para desta forma desenvolver a empresa e ao mesmo tempo dar estabilidade e condições aos seus empregados.


Agora dão nomes pomposos aos trabalhadores, ou seja aos seus colaboradores, para fazerem esquecer a existência dos trabalhadores e todos os direitos que foram adquiridos ao longo dos anos, sim porque agora até ao subsidio de almoço estes chamam de regalia.

Outra que está bastante na moda é o trabalho temporário, ou seja as empresas servem-se de trabalhadores que têm contratos mensais com uma empresa de trabalho temporário, para fazer todo o tipo de trabalho nessa empresa – perdão quanto à parte da Administração não corresponde à verdade – ou seja o lixado continua a ser o trabalhador, pois a empresa de trabalho temporário ganha o seu, que não é pouco, a empresa onde o trabalhador presta serviço esfrega as mão de contente, sendo que:

– Não tem encargos com este trabalhador (deduz a factura nos impostos);
– O trabalhador como está com esperanças em ficar efectivo nessa empresa, até limpa os sapatos ao patrão se for necessário;
– Consegue ter este empregado ao seu serviço anos e anos, sem ser responsabilizado;
– Os outros trabalhadores é que lhes dão formação e ainda fazem o seu trabalho, nem que para isso tenham que ficar depois do seu horário, sem receber um cêntimo;
– Quando este empregado ficar doente, é facil manda vir outro em sua substituição, quant ao anterior, que vá morres longe;
– etc……


Mas desengane-se quem pensa que não tem nada a ver com isto, pois é por estas e outras que as empresas e os serviços do nosso pais cada vez funcionam pior, cada vez existe mais incompetência, e cada vez pagamos mais caro.

Mas atenção, não pagamos mais caro por causa dos trabalhadores serem beneficiados, mas sim para cada vez mais o lucro dos mercenários, perdão, dos empresários ser maior……
Anúncios

Exploração dos trabalhadores

Que existem exploradores dos trabalhadores e que possuem uma “máquina” ao seu dispor para legislar e para oprimir, já nós sabemos… e compreendendo as caracteristicas e motivos de tais exploradores… que são a obtenção do lucro a todo custo e custe a quem custar…

Agora existirem trabalhadores explorados que colaboram com os exploradores contra quem vive da força do seu trabalho… é que já se pode considerar doença mental. Estes trabalhadores colaboracionistas o que fazem é a troco de um pouco de oxigénio fazerem o trabalho sujo destes exploradores.

Mas isto não é novidade, pois nos campos da morte dos nazis… eram os próprios presos que encaminhavam e castigavam os outros presos, na esperança de viverem mais um dia…

O que esquecem-se é que chegará o dia deles…

A guerra pode ter já recomeçado

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha – algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado “O protocolo Budapeste”. No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas – presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português – nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, “não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo.” Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de “um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas” – palavras de Giscard d’Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/o-quarto-reich=f625730#ixzz1d3a9m03v

A hipocrisia dos Alemães


O Lidl aplicando a táctica de fazer desconto em produtos, no qual o preço original é por eles estipulado, táctica essa que já tem “teias de aranha”;

Atendendo que a publicidade deste suposto desconto leva as pessoas a deslocarem-se a esse supermercado, comprando o produto em causa assim como outros produtos diversos. A pessoa que já foi mentalizada para o “baixo” preço de um determinado produto, na maioria dos casos, já não está com a verdadeira consciência do que está a comprar e qual o preço.

Mas o essencial da questão não está neste aspecto…

O Lidl com a desculpa, da “pena” (acho que eles também vendem galinhas) que têm do corte que os trabalhadores vão sofrer no subsidio de natal, dizem que vão fazer descontos proporcionais, em alguns produtos, a esse corte.

Que hipocrisia…

Antes de mais a publicidade que a comunicação social deu a estes supermercados, custa mais de 100 vezes do que os supostos descontos;

O Lidl trata os seus trabalhadores como criados para todo o serviço, e quando querem.

Obrigam os trabalhadores a levantar com os seus bracinhos, litros e litros de agua para cima dos tapetes das caixas; Pois é obrigatório que toda a mercadoria seja posta no tapete, de forma cega e muda, mesmo que dentro dos carros estejam 50 garrafões (iguais) de 5 litros agua. Como o cliente não tem que se sujeitar a esta regra estúpida, lá vai a rapariga da caixa transportar 250 quilos.

E como quem implementou esta regra, foi alguém que é bem pago pelo Lidl para sujeitar os outros à escravidão, essa regra é impreterível.

Em relação aos trabalhadores do Lidl, podem-se contar pelos dedos das mãos o número de trabalhadores que possuem contrato sem termo, essa contagem não é por loja é por Distrito.

Quanto ao salário, nem precisa do corte dos 50% para ser miserável; Os trabalhadores não estão classificados, nem recebem o equivalente ao que o seu CCT estipula para as suas funções. Mas as funções também são duvidosas, pois ao abrigo da polivalência estes trabalhadores tanto estão nas caixas de pagamento, a repor artigos, a carregar mercadoria e a fazer a limpeza.

Assim qual é o problema de pagarem, à maioria, como de trabalhadores de limpeza se tratassem?

Isto é tal como acontece em certas casas;

O marido bate e maltrata a esposa e os filhos, sai para fora de casa e é só sorrisos e beijinhos com as mulheres dos outros e os filhos dos outros…

A Ironia é que este grupo vem tentar passar uma mensagem de “pena” dos trabalhadores, quando este grupo pertence a um País que é um dos verdadeiros culpados pela situação actual. Aliás são os verdadeiros patrões da troika e companhia.

Pais que tem-se sustentado à conta da miséria dos outros, são uns verdadeiros parasitas…

O trabalhador não se importa com o salário, quer é trabalhar…

Cada vez mais ouvem-se os patrões, quando questionados “amigavelmente” sobre os baixos vencimentos dos trabalhadores, a dizerem que o povo quer é trabalhar e que não estão importados com os aumentos dos salários, nomeadamente com o salário mínimo nacional.
Entre muitos, ainda não há muito tempo (uns dias antes das ultimas eleições legislativas), o Sr. Belmiro Azevedo que estava “escondido” foi a um jornal nacional dizer isto mesmo. Ou seja, resumindo, disse: venha lá a troika ajudar a explorar, ainda mais, os trabalhadores porque é preciso que o valor do trabalho seja reduzido. Quem trabalha não precisa de ganhar mais do que o suficiente para não morrer à fome, e para poder ir trabalhar.
O povo fez-lhe a vontade…
Recentemente um Sr. que intitularam presidente da confederação dos proprietários da industria hoteleira, após ter sido recebido pelo novo ministro da economia e do trabalho (subjugado aos interesses dos lucros dos patrões)… veio com esta mesma conversa.
Que o salário mínimo nacional não podia ser aumentado, e que este não era o problema dos trabalhadores, o problema dos trabalhadores era terem trabalho.
Resumindo, trabalho… trabalho… mas sem direitos.
Estes pensamentos levam-nos a lembrar tempos passados, tempos da escravatura; Tempos em que havia muito trabalho, mas não existiam direitos.
Estamos quase lá, e já naquele tempo haviam escravos que adoravam ser escravos.
Este Sr. Presidente que fez-me lembrar “os vendedores da cobra” disse qualquer coisa como, reduzindo os direitos dos trabalhadores, aumenta o número de postos de trabalho.
Deve ser… os patrões que tudo fazem para aumentar os horários de trabalho, através de diversos artefactos obrigam os trabalhadores a trabalharem muitas horas após o seu horário de trabalho (trabalho não remunerado, é claro); Agora é que iam contratar mais trabalhadores.
O Sr. Presidente da dita confederação (não sei se também representa os donos das bancadas de artesanato, e etc…) devia era estar preocupado com a fuga aos impostos que existe na hotelaria, mas claro ainda existe gente honesta.
Declaram ordenados mínimos dos seus trabalhadores; a maioria dos patrões nunca recebe mais do que € 500,00; as empresas é que pagam as casas, os carros e as creches dos filhos destes ditos proprietários; cobram o IVA ao cliente mas depois o declarado é bastante inferior; Escravizam muitos trabalhadores em situação ilegal, enfim… tudo bons rapazes, e este Sr. representa estes bons rapazes, logo é melhor do que eles.
Quanto ao Sr. Belmiro Azevedo é “umas mãos largas”;
Tem um jornal que dá, sucessivamente, muitos prejuízos… mas continua como se nada fosse, pois se acabasse com o jornal deixava de ter um órgão para influenciar o povo naquilo que lhe interessa, e se gasta é porque tem…
O problema é ter à custa da exploração;
Os seus centros de distribuição têm ao seu serviço, maioritariamente, trabalhadores precários que têm muito trabalho mas os direitos ficaram para o patrão, e para os seus vassalos que o substituem na tarefa de exploração destes trabalhadores.
Vassalos que cumprem criteriosamente as suas delegações de competência, e ainda inventam mais uns trabalhinhos forçados para estes trabalhadores, para quem até o direito de ir à casa de banho tornou-se numa regalia.
Cuidado, não engravidem… isto de engravidar não está em consonância com os interesses nacionais do patrão. Isto é coisa de burguês…
Os trabalhadores destes centros de distribuição chegam a trabalhar mais de doze horas por dia, sendo que têm que estar ao dispor do patrão ainda mais horas do que as “trabalhadas”.
Os horários são feitos de acordo com o interesse nacional do patrão, havendo interrupções nesses horários de longas horas, nas quais o trabalhador ou trabalha (de borla, é claro) ou tem que fazer tempo para regressar ao trabalho após umas horas de pausa, mas à sua própria conta.
Deste modo o trabalhador não está disponível para a sua família, nem para si próprio durante longas horas… vá lá ainda têm a possibilidade de irem dormir a casa.
Se estes trabalhadores barafustam são “convidados” a irem procurar emprego, pois se eles não estão dispostos a serem explorados existem muitos outros que estão.
Por estes e muitos outros motivos, é que estes Srs que cometem ilegalidades aguardaram e sempre obtiveram a ajuda dos sucessivos governos, para legalizarem as ilegalidades cometidas por eles.
Veja-se o caso dos recibos verdes…
Recibos que são utilizados na maioria dos casos por trabalhadores que prestam um trabalho regular e não são independentes. Que estão submetidos a um suposto horário de trabalho, estando dependentes hierarquicamente das chefias.
Estes trabalhadores obrigatoriamente deviam ser do quadro dessa empresa, mas não…
Quem perde? O trabalhador e o estado… eu escrevi o estado e não o governo.
Os trabalhadores precários e a recibos verdes são óptimos “chouriços” para os patrões triturarem.
Pois têm que trabalhar, trabalhar, e não contestar…
Têm que fazer tudo o que lhe mandam, não interessa a função. Se o patrão precisar, ele têm que lhe ir levar o cafezinho, limpar a secretária, levar os filhos do patrão à escola, dormir no trabalho se for preciso.
Quanto a doenças, é melhor não as ter senão nem dinheiro para os medicamentos vai ter, e quando regressar ao trabalho pode já estar ocupado.
Se o trabalhador não aceitar este pacto de interesse nacional do patrão, vai-se embora no dia seguinte. O que não falta é quem “queira trabalhar”.
Quanto ao trabalhador é lixo, serviu para os fins e agora o patrão deita fora.
Isto é ilegal…. Mas eles gostam muito da legalidade e por isso estão a aguardar. Mas atenção, não têm tempo a perder e já vão mais à frente.
A Constituição incomoda muito o interesse nacional do patrão.
Existem trabalhadores que dizem que é pratica comum, por isso têm que aceitar… logo a lei deve mudar.
Esses trabalhadores se gostam de “levar na tromba” é com eles, mas “deixem em paz” a lei para aqueles que não se vergam e procuram justiça…
Que raio de mania dos “cobardes” quererem que todos os outros sejam cobardes…

Manipulação de consciências, instituída democraticamente…

A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…

Mas será que os trabalhadores não percebem a diferença entre políticas de direita e de esquerda…

Já estou farto de ouvir dizer que não existe diferença entre a direita e a esquerda.

Existe e muita…

A diferença consiste nos valores. Mas também é verdade que existe uma dita esquerda, que de esquerda são só as intenções, quanto ao resto resume-se a politicas de direita.

A isto chama-se socialismo de intenções… e a sede fica no Largo do Rato.

Resumidamente a diferença, é:

Se queremos uma sociedade mais justa, obrigatoriamente percorremos um caminho que nos leva a uma política de esquerda, que assenta numa forma de vida na qual nos preocupamos com quem tem menos do que nós.

Essa preocupação, vai incidir num estado verdadeiramente social no qual deverá existir infra-estruturas que estão habilitadas a “proteger os mais fracos” que hoje serão uns e amanhã poderemos ser nós.


E para existir este tipo de sociedade, a riqueza produzida em determinado pais deve ser distribuída o mais equitativamente possível. Devendo a riqueza produzida servir para evoluir os meios e mecanismos agregados a um determinado estado, que somos todos nós.


O trabalho deverá ter um justo valor, que proporcione ao trabalhador viver a sua vida e ter tempo para a sua família. Resumindo, não deverá ser necessário ter dois e três trabalhos, para sobreviver.


Mas se eu tiver uma postura na qual o que importa é o estatuto social, bons carros, e dinheiro no banco; Obrigatoriamente vou percorrer um caminho que leva a uma política de direita, na qual não me importo com o que o outro tem para comer.

Quero trabalhadores para produzirem a baixo custo, desvalorizando a força do trabalho para eu obter lucros e dinheiro para poder comprar bons carros e boas viagens…

Enquanto isso,
defendo o pagamento de um ordenado mínimo ao trabalhador que não chega para pagar o infantário, a casa, a comida… mas isso não me importa, o que me importa é que esse trabalhador apresente-se no dia seguinte para trabalhar. Caso esse trabalhador adoeça, quero ter a facilidade de o poder despedir e não ter encargos com ele, para de seguida contratar outro, pronto a servir-me a baixo custo.

Ao mesmo tempo, como não sou estúpido, pago bem a meia dúzia de trabalhadores (que se julgam importantes, porque pensam ser importantes) para fazerem o trabalho “sujo”.


Mas se existem apoios sociais, como consigo contratar um trabalhador a preço de escravo?


Não consigo, por isso é preciso acabar com os apoios sociais para ter esses escravos disponíveis para serem escravizados, senão quiserem morrem à fome.


Quanto aos que se julgam importantes, quando estiver farto deles dou-lhes uma recompensa e despacho-os; Arranjando outros servidores, para que os escravos pensem que a gora vai ser melhor, pois os “maus” foram-se embora.


Mas como preciso de enganar a minha consciência, faço caridade dando uns trocos a umas instituições e alimentando uns pobrezinhos uma vez por ano. Depois deduzo essas quantias no IRC.


Neste ponto existe um problema, pequeno, todos os anos preciso de encontrar novos pobrezinhos para dar comida, porque os do ano anterior, entretanto, morreram a fome…


Isto é político de direita…


Uns defendem esta política, porque ganham com a exploração…

Outros defendem este tipo de política, porque estão na expectativa de um dia também ganhar com essa exploração…

Salário mínimo nacional…

As associações de patrões são possuidores de uma hipocrisia enorme, e mais uma vez têm a ajuda da UGT no prosseguimento da política de exploração de quem trabalha.

Todos os dias ouvimos que as empresas precisam de trabalhadores, e não conseguem contratar…
No entanto o que a maioria das empresas procura são escravos, escravos que ganhem o mínimo possível, o essencial para irem trabalhar no dia seguinte.

Felizmente, ainda, existem alguns empresários honestos, que rejeitam participar na exploração dos seus trabalhadores, no entanto são muito poucos…

A hipocrisia é enorme…

Até no tempo da escravatura os trabalhadores eram mais bem pagos. Nessa altura os “patrões” tinham que dar aos seus escravos um sítio para dormir e comida; Quando os escravos estavam doentes tinham que providenciar pelo tratamento destes.
Agora esta maioria hipócrita acha que € 500,00 é muito, no entanto esta quantia não dá para alugar uma casa, quanto mais para comer e ir ao médico.

Mas também é verdade, caso os trabalhadores adoeçam despedem-nos, e contratam outros. Quanto ao seu antigo trabalhador, ele que vá morrer de doença e fome… mas longe da sua vista.

A UGT mostra, mais uma vez, a finalidade da sua existência… e não é a de defender os direitos de quem trabalha.

Para quem diz que os trabalhadores têm muita sorte se tiverem trabalho, não se esqueçam:

No tempo da escravatura existia muito trabalho, mas não existiam direitos…

Pois é…

É preciso que se saiba que:

“… Os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

Mas os nossos gestores recebem, em média:
– mais 32% do que os americanos;
– mais 22,5% do que os franceses;
– mais 55 % do que os finlandeses;
– mais 56,5% do que os suecos”

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)



E são estas “inteligências” (?) que chamam a nossa atenção: “os portugueses gastam acima das suas possibilidades”.