E-factura | Alguém acorde!! Ficheiro SAF-T /privacidade.

De alguém que não eu…
“Para quem não sabe, estou a trabalhar na área de software de gestão, e como tal, os meus últimos meses têm sido vividos um pouco à volta do ficheiro SAF-T.
Antes de mais, o que é um ficheiro SAF-T e a certificação de documentos:
Um software certificado coloca uma assinatura digital nas suas facturas, que, sem vos aborrecer com os detalhes técnicos, garante que a factura não é modificada depois de emitida.
O ficheiro SAF-T era, até 1 de Janeiro de 2013, um ficheiro de auditoria, que era fornecido ao inspector das finanças nos (muito raros) eventos de inspecção das finanças. Este ficheiro sozinho garante que a empresa não foge aos impostos (cruzando com dados multibanco e bancários), não altera os valores e dados das suas faturas e é ainda possível conferir mais uma série de dados. Os ficheiros SAF-T são gerados no momento, e podem ser gerados para períodos de tempo diferentes (1 ano, 1 mês, etc)
O que está dentro de um ficheiro SAF-T?
? Os dados gerais da empresa (morada, nome, nif, conservatória, etc)
? Dados de todos os clientes da empresa (Nome, morada, contacto telefónico, email, nif)
? Informação de todos os produtos ou serviços vendidos pela empresa (referencia, designação do produto)
? Dados de faturação (para cada fatura: data, hora, cliente e nif do cliente, produtos vendidos, valor, valor de iva, etc, etc)
O que acontecia até 1 de Janeiro ? Muitas empresas usavam os talões e vendas a dinheiro, cujo cliente é “consumidor final” e o nif é 99999990, ou seja, informação genérica. 
O que aconteceu em 1 de Janeiro? Muito: 
1. Toda e qualquer transacção tem de ter emissão de fatura. Ou seja, os dados da factura passam para o saf-t com o nº de contribuinte e nome do cliente. Existem as facturas simplificadas que podem ser feitas a um “consumidor final” mas podem ser usadas em apenas casos restritos
2. Todos os SAF-T de todas as empresas nacionais são enviados para as finanças mensalmente
Vou dar um exemplo: 
O Sr. Foo acordo num belo dia de férias de verão. Toma o pequeno almoço no café da esquina (factura 1) e vai ali á sede do partido X pagar a sua cota mensal (fatura 2). Passa pelo templo da sua religião e paga o dízimo (fatura 3). Almoça no seu restaurante favorito (fatura 4), vai ao cinema ver um filme (fatura 5), compra 2 “brinquedos” na sexshop da esquina (fatura 6) e janta uma mariscada á beira mar (fatura 7).. 
No fim do mês, as 7 empresas envolvidas no dia do Sr. Foo vão enviar o ficheiro SAF-T para as finanças, e lá vai a informação: 
? O que o Sr. Foo comeu nessa manhã, a que horas e em que local.
? Qual a sua filiação política, e onde costuma pagar as cotas.
? A sua religião.
? O que almoçou, a que horas, e em que local.
? Que viu o filme Y.
? Comprou “brinquedos” na loja tal.
? Jantou uma mariscada, a que horas e em que local.
Isto num dia. Ao fim de um mês, passam a ter os hábitos de cada cidadão, ao fim de um ano? Têm na mão a vida de uma pessoa. Querem mais? Dois informáticos acabados de sair do curso, com acesso a estes dados rapidamente conseguiam fazer cruzamento de dados. Cruzando por exemplo, o Sr. Foo com a sua esposa, Sr.ª Boo: 
? Tomou o pequeno almoço com a esposa, pois foram 2 cafés e 2 croissants, isto porque a Sr.ª Boo comprou a “Maria” 30 minutos depois no quiosque a 50M do café. (todas as transacções têm de ter uma fatura, tudo é seguido)
? Ela não pagou cotas políticas ou religiosas, o Sr. Foo está nisso sozinho. (cruzamento das faturas do Sr. Foo e Sr.ª Boo)
? Não almoçaram juntos. Almoço foi 1 menu MacDonalds do Sr. Foo e a Sr.ª Boo tem uma fatura de almoço no mesmo dia a 150km de distância. (cruzamento das faturas do Sr. Foo e Sr.ª Boo)
? O filme era sobre che guevara. Isto, aliado á filiação política e religiosa torna o Sr. Foo alguém a seguir no futuro. (Descrição dos artigos vai no ficheiro SAF-T)
? A Sr.ª Boo continua com faturas a 150km de distância, os “brinquedos” e a mariscada para 2 ao jantar sugerem uma amante.
E se o Sr. Foo fosse o líder da oposição? Ou dono de uma empresa a concorrer num negócio do estado? Ou o presidente da república? Ou juiz num processo contra um deputado do partido do governo? Sou apenas eu que vê o PERIGO no envio de todas as faturas emitidas em portugal, mensalmente para o estado? 
E quem tem estas bases de dados? É uma empresa privada? Quem está à frente disto, quem vai garantir a privacidade dos dados? Alguém acorde por favor, alguém nos defenda! 
Os meus receios não ficam por aqui.O ficheiro SAF-T é guardado em plain text! Um curioso informático que ligue o wireless no centro comercial quando a farmácia está a enviar um saft apanha isto(parcial, o ficheiro saf-t inclui, por exemplo, os dados do customer 149): 
SystemEntryDate>2012-12-14T19:27:53
CustomerID>149
ShipTo />
ShipFrom />
Line>
LineNumber>1
ProductCode>177
ProductDescription>Viagra
Quantity>1
UnitOfMeasure>Un
UnitPrice>370
TaxPointDate>2012-12-14
Description>Viagra
CreditAmount>370″

ADSE | UM PEQUENO ESCLARECIMENTO A TODOS OS IGNORANTES (OU PSEUDO IGNORANTES) DESTE PAÍS…

“Ora bem, para responder à pergunta como te sentes hoje Alexandra, começo por dizer que me sinto f…da vida (o que começa a ser hábito).

De facto, argumentos não faltam, todos os dias um diferente, que é para a malta não enjoar!!

Assim, vamos ao argumento do dia, a já famosa, quanto mais não seja pela sua natureza absolutamente estúpida, discussão acerca da extinção, ou não, da ADSE.

Do que tenho ouvido, e tenho de facto ouvido de tudo um pouco, e daqueles comentários que não merecem sequer resposta, não posso, contudo, deixar de responder alguma coisa, na esperança, com certeza vã, de esclarecer algumas mentes confusas (hoje estou dada a eufemismos), que, para além de não saberem do que falam (mas ainda assim o fazem), tentam, sem sucesso dos seus argumentos, esconder aquilo que realmente são, ou seja, mesquinhos, invejosos, maldizentes, mas, acima de tudo, ignorantes!

E como deveria falar quem do que fala sabe, dei-me ao trabalho de pesquisar e perguntar a quem de facto sabe, antes de escrever este relambório.

Posto isto cá vai:

Ouvi (várias vezes) que o desgraçado do trabalhador privado desconta 11% do seu salário para o SNS enquanto o afortunado (fdp) funcionário publico desconta uns míseros 1.5% para a ADSE, usufruindo assim, por muito menos, de todo um conjunto de regalias na área da saúde que não estão ao dispor do trabalhador privado, sujeito às contingências (desastrosas) do SNS.Bom, nunca a expressão “misturar alhos com bugalhos” fez tanto sentido!!

Assim sendo, vamos ao esclarecimento:

O trabalhador privado desconta 11% do seu salário para o Instituto de Gestão Financeiro da Segurança Social, dos quais, 10% são para o Fundo Nacional de Pensões (a reformazinha que todos querem) e 1% para o Fundo de Garantia Salarial e para o Fundo de Desemprego. E assim se explica a razão pela qual a entidade patronal só desconta 10%, uma vez que não tem direito a fundo de desemprego.

O (fdp) funcionário público desconta 1.5% para a ADSE, um subsistema de saúde sem fins lucrativos, e 11% para a Caixa Geral de Aposentações (lá está, a reformazinha que todos querem) *Contas feitas, o (fdp) funcionário público desconta 12.5% do seu salário, face aos 11% do trabalhador privado.*Mas, para sermos justos neste esclarecimento, vamos retirar da discussão o desconto para a ADSE e ficamos assim com descontos equiparados para os mesmos fins, ou seja, 11% para a reformazinha que todos querem.

E o SNS (também conhecido por Sistema Nacional de Saúde), onde fica no meio disto?
Pois bem, o SNS é financiado através do Orçamento Geral do Estado, que, como todos sabem, ou deveriam saber, é GRANDEMENTE financiado pelos impostos dos portugueses, que por acaso, mas apenas por mera coincidência, são também (para não dizer quase todos), dos (fdp) funcionários públicos.

Chegamos assim à conclusão que o (fdp) funcionário público não só desconta para ter um subsistema de saúde que lhe permita alguma qualidade na área da saúde, como também paga para que aqueles que não tendo ADSE, ou qualquer outro do género, tenham um SNS.
Ainda ontem ouvi no fórum da TSF um trabalhador privado falar do alto da sua indignação que se levantava as 4 da manha para ir para o centro de saúde para ter direito a uma consulta, que morava no centro da capital(!!!!, isto fazia parte da indignação, porque dizia o sr., não morava atrás do sol posto, mas sim na capital da nação, sim porque até se aceita que quem mora atrás do sol posto se levante às 4 da manhã para ir ao centro de saúde, o que se torna absolutamente inaceitável é que tal aconteça aos residentes no centro da capital da nação), e que não tinha médico de família atribuído, e mais uma carrada de desgraças, tudo porque na sua qualidade de trabalhador privado, e depois de descontar 11% do seu salário, não tinha ADSE ou qualquer outra regalia que lhe permitisse deslocar-se a outro local que não ao centro de saúde e, forçosamente, usufruir dos bons ofícios do SNS.

Bom, a questão dos descontos estará por esta altura, espero eu, devidamente esclarecida, mas ainda assim, para que não se alegue mais tarde uma profunda ignorância na matéria, os trabalhadores privados não descontam para o SNS, pelo menos diretamente. Indiretamente, TODOS os portugueses financiam o SNS através dos seus impostos. E aí caro sr e outros ignorantes do género, é só fazer as contas e ver, no final da matemática, quem mais contribui afinal para o SNS.

Encerrado este assunto, apraz-me ainda um outro comentário, a título de resposta ao sr em causa e a todos os ignorantes do género, acabem com a ADSE e todos os sub sistemas de saúde e vão ver a fila aumentar!!! E como a grande maioria dos (fdp) dos funcionários públicos residirá nos grandes centros urbanos e não atrás do sol posto, o melhor será começar a pôr o despertador para as 2 da manhã.

A sorte será que alguns dos (fdp) dos funcionários públicos optarão por fazer seguros de saúde privados e assim substituir a ADSE (associação sem fins lucrativos, diretamente vinculada ao Estado) por outro qualquer subsistema chamado MEDIS ou outro qualquer (associação com fins lucrativos, diretamente ligada às seguradoras e aos bancos), contribuindo assim, sem dúvida, para o aumento da riqueza…de alguns (basicamente, dos mesmos de sempre).

Quanto ao SNS, esse permanecerá como sempre, precário e abandonado à sua má sorte, com a diferença de que passará a ter mais utentes, que engrossarão as fileiras dos desesperados das listas de espera desesperada.

E pronto, para os que estoicamente resistiram até ao fim, espero ter ajudado.”

POR ALEXANDRA FERNANDES

Beneficio do incentivo fiscal à exigência de fatura, para Tótós

O sr. ministro Gaspar até pode ser boa pessoa, mas a Avó dele nunca devia ter nascido. Ora vejam só quanto ele é cruel: 

De acordo com a nova lei, a partir de 1/Jan/2013, os Portugueses podem deduzir no IRS o valor de € 250 correspondente a 5% do IVA que seja pago em facturas identificadas com o seu NIF e que digam respeito aos seguintes serviços: 
a) Manutenção e reparação de veículos automóveis; 
b) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios; 
c) Alojamento e similares; 
d) Restauração e similares; 
e) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza. 
Ora, para que 5% do IVA pago perfaça 250 euros, basta APENAS acumular facturas no montante de € 26.739,13 durante o próximo ano, com cabeleireiros, restaurantes, oficinas, etc.. Ou seja: € 26.739,13 : 1,23 = € 21.739,13, donde € 21.739,13 x 23% = € 5.000€, sendo que € 250 são 5% de € 5.000. 
Fácil e de uma inteligência de elevado QI, só própria de quem é superdotado(?). Ou ao invés, de quem é muito MAL-FORMADO!!! 
Dividindo € 26.739,13 por 12 meses, basta gastar por mês TÃO SÒMENTE € 2.228,26, ao que se deve acrescer o pagamento com a alimentação, renda da casa, saúde, vestuário, calçado, combustíveis, seguros, água, gás, electricidade, telefone, etc., para que no fim se possa apurar o MENSALÃO. 
Confesso que não consigo dizer bem haja ao sr. ministro das Finanças! Pois esta IDIOTA e ESTÚPIDA medida trata os Portugueses como ATRASADOS MENTAIS … mas é caso para, com todo o prazer, o mandar bordamerda mais a sua política para o resto da sua vida.

Taxar os Ricos (um conto de fadas animado)

Um conto de fadas animado, é narrado por Ed Asner, com animação de Mike Konopacki. Escrito e dirigido por Fred Glass para a Federação de Professores da Califórnia. Um vídeo de 8 minutos sobre como chegámos a este momento de serviços públicos mal financiados e ampliando a desigualdade econômica. As coisas vão para baixo numa terra feliz e próspera após os ricos decidirem que não querem pagar mais impostos. Dizem às pessoas que não há alternativa, mas as pessoas não têm assim tanta certeza. Esta terra tem uma semelhança surpreendente com a nossa terra.

Como explicar "a gravidez" a uma criança do séc XXI…

As abelhas, as flores, uma sementinha, a cegonha, Paris, tudo isto já está fora de moda.

Esta é a explicação moderna e tecnológica:

Um certo dia, um filho pergunta ao seu pai:
– Papá, como é que foi que eu nasci?
– Muito bem meu filho, chegou o momento de falar disso, pois então vou explicar o que deves saber:

Um dia, o pai e a mãe entraram no Facebook,fizeram amizade e ficaram amigos.

Depois o pai mandou um e-mail à mãe para se verem num cybercafé.
Descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum e que nos entendíamos muito bem.
Quando não estávamos à frente do laptop, conversávamos no chat do BlackBerry.

E desta forma fomo-nos conhecendo e nos apaixonamos até que um belo dia decidimos partilhar os nossos ficheiros.
Metemo-nos dissimuladamente na casa de banho e o papá introduziu o seu Pendrive na entrada USBda mamã.

Quando começou o download dos ficheiros,demo-nos conta que tínhamos esquecido do software de segurança e que não tínhamos Firewall.
Já era tarde demais para cancelar o download e impossível de apagar os ficheiros. Assim foi, como aos nove meses…

…Apareceu o VIRUS!