VIVER PARA TRABALHAR, OU TRABALHAR PARA VIVER?

Convém que os trabalhadores Portugueses tenham a noção do que está acontecendo, e o que está em causa; Infelizmente muito se fala na comunicação social mas pouco se esclarece, isto porque no dia em que o povo esteja esclarecido os interesses instalados acabam.
Por isto e outros motivos é que cada vez mais desinveste-se na educação, na verdadeira educação. Não basta ter um 12º ano, ou uma licenciatura, quando ter estes diplomas equivale a ter o conhecimento e a sabedoria de alguém que não lê, não interpreta, não pensa… Simplesmente sabe usar uma máquina calculadora.
Infelizmente é estes tipos de mediocridade que vão sendo incentivados e implementados no nosso pais; Há os cursos das “novas oportunidades”, obrigatoriedade do 12º ano… no entanto o que é verdadeiramente importante, esquece-se… melhor, alguém faz-se de esquecido…
O que é preciso é ensinar a raciocinar, e não a debitar…

Pegando nas eleições europeias;
Existe muito em jogo, os trabalhadores têm muito a perder, se não escolherem as pessoas certas para defender os seus direitos quer como pessoas, quer como trabalhadores…

É PRECISO PARAR PARA REFLECTIR, QUEREMOS TRABALHAR PARA VIVER? OU QUEREMOS VIVER PARA TRABALHAR?

Isto enquanto meia dúzia de senhores enriquece, e fazem dos trabalhadores meros peões de um jogo.

Antigamente havia um tipo de escravidão, agora existe outra;
Antigamente o patrão/dono, tinha que ter senzalas e dar de comer aos escravos; Agora poupam nas senzalas e pagam somente o “suficiente” para que o trabalhadores não morram à fome e venham no outro dia trabalhar….

É preciso tomar atenção a quem está com quem trabalha…
Intervenção Ilda Figueiredo, em 20.04.2009, na RTP

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Eleições para o Parlamento Europeu

Vital Moreira, reputado professor de Direito da Universidade de Coimbra, foi, no Congresso do Partido Socialista, dado a conhecer como cabeça de lista deste partido nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Vital Moreira é uma personalidade com um passado e um presente político conhecido de boa parte dos portugueses. O que, talvez, nem todos saibam é que este mestre de Direito nutre um profundo desprezo pela classe docente, só comparável ao da actual Ministra da Educação.

De facto, em 18 de Novembro de 2008, no jornal “Público”, Vital Moreira faz um dos ataques mais rasteiros e mais odiosos que me foi dado ler em todo este processo de luta dos professores contra o actual sistema de avaliação. Que diz aí Vital Moreira? Básicamente quatro coisas, a saber:

a) Que não existe qualquer razão para que os professores não sejam avaliados para efeitos de progressão na carreira,

b) Que os professores não gozam de direito de veto em relação às leis do país, nem podem auto-isentarem-se do seu cumprimento, pelo que não é aceitável qualquer posição que implique resistência à aplicação do actual modelo de avaliação;

c) Que o governo não pode ceder às exigências dos professores, devendo antes abrir processos disciplinares a todos aqueles que ponham em causa a concretização da avaliação dos docentes tal como foi congeminada pelo Ministério da Educação;

d) Que o governo, na batalha contra os professores, deve esforçar-se por chamar a si a opinião pública, isolando, desta forma, a classe docente.

Este é o pensamento de Vital Moreira, onde a sua veia caceteira surge bem expressa. Mas, mais do que isso, este texto, publicado no “Público”, revela-nos um verdadeiro guia político da acção do Ministério da Educação contra os professores.

Que cada professor e seus familiares não percam a memória e dêm a devida resposta a este senhor nas eleições para o Parlamente Europeu, é o mínimo que está ao nosso alcance.

De alguém, que não sei quem