Eugénio Rosa – economista – e as declarações de António Borges


Caro(a) amigo (a)

António Borges afirmou que a descida da TSU para as empresas era um medida inteligente e que os patrões eram ignorantes por se terem oposto a ela; mas também afirmou, na mesma altura, na sua campanha persistente para  baixar os salários nominais em Portugal e, em particular, os salários dos trabalhadores da Função Pública, que as despesas com pessoal na Administração Pública representavam 80% das despesas do Estado.


A primeira afirmação (ofender os patrões) provocou grande alarido e reações na comunicação social, mas a segunda (ofender os trabalhadores) não causou qualquer reação, apesar de ser mentira e ser repetida pelo patrão da Jerónimo Martins, no dia seguinte, nas declarações que fez no Telejornal das 13H da RTP, passando como verdadeiras e alimentando a campanha contra os trabalhadores da Função Pública.


Neste estudo (em anexo), analiso sob o ponto de vista de credibilidade técnica, uma e outra afirmação, e não apenas se foram ou não convenientes sob o ponto de vista político, como o debate no espaço público se tem limitado.


Espero que este estudo possa ser útil.


Com consideração,

Eugénio Rosa

Economista



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Divulgar este estudo é combater a propaganda das petrolíferas para tornar "aceitaveis" os preços que cobram

A GALP Energia divulgou em Julho de 2010 os resultados referentes ao 1º semestre. E segundo eles, os lucros da empresa aumentaram 91% no 1º semestre de 2010, relativamente ao período homólogo de 2009, o que é escândalo. E isto porque essa subida resulta, por um lado, de uma manipulação contabilística feita pela empresa para poder vender mais caro e, por outro lado, de preços superiores aos da maioria dos países da UE27. É isso que Eugenio Rosa prova no seu estudo.

  • Ver Estudo
  • Benefícios fiscais em Portugal

    “Assim, no período 2005-2008, ou seja, com este governo, os bancos representados pela Associação Portuguesa de Bancos tiveram 10.588 milhões de euros de lucros. Deste volume de lucros a banca só pagou 1.584 milhões de euros de impostos sobre lucros, o que corresponde a uma taxa efectiva média de apenas 15%. Se a banca tivesse pago a taxa legal (25% de IRC mais 2,5% de Derrama) ela teria pago neste período 2.912 milhões de euros, ou seja, mais 1.328 milhões de euros do que pagou. Sócrates, o PS e toda a direita sempre se opuseram a que fosse fixada uma taxa efectiva mínima de imposto sobre os lucros que não poderia ser reduzida através da utilização de benefícios fiscais como actualmente sucede. Estes dados sobre a banca assim como a posição destes partidos dão bem uma ideia de quais são as classes sociais mais beneficiadas com o sistema de benefícios que existe em Portugal, e que interesses defendem aqueles partidos.”

  • “Benefícios fiscais em Portugal – Quem é mais beneficiado?” por Eugénio Rosa, disponível em Resistir