Caridade e Agiotagem contra Solidariedade Social e o Direito à Educação

educacao-publica

O jornal das 21h, da SIC Noticias, é mais um exemplo do terrorismo perpetuado pelos meios da comunicação social contra o povo português, através dos vassalos prostitutos.

Terrorismo financiado pelos donos da comunicação social, pelos “reis” do sector financeiro e dos soberanos da agiotagem que chupam o sangue aos trabalhadores.

Mário Crespo, com os seus tiques fascistóides, com a obrigação de pagar o que os seus donos por si fizeram e continuam a fazer… discursa e debita fardos de palha para os burros comerem e pedirem por mais.

Primeiro numa pseudo-entrevista com Rui Santos, responsável do PS para a área de educação??, tenta vender como é bom o “cheque para a educação”.

“Cheque” esse que mais não é do que financiar os donos de colégios, com o dinheiro do estado, e continuar/acentuar a destruição da educação publica de todos e para todos.

Um direito devido, e com qualidade, ao Povo Português. Qualidade que tem vindo a ser destruída pelos sucessivos governos PS, PSD e CDS.

Querem comparar o que é incomparável.

Querem comparar colégios que são frequentados por meninos, que:

  • Têm refeições equilibradas;
  • Recorrem a explicações (a maioria), para sanar a dúvida e o desconhecido;
  • Têm uma estabilidade social para dedicarem-se aos estudos.

Com escolas públicas em que as turmas, constituídas entre 25 e 30 alunos, não deixam que os professores dêem a atenção, devida e merecida, aos alunos (individualmente), e em que essas turmas são constituídas por:

  • Meninos, muitos meninos, que a sua primeira, e às vezes única, refeição é na escola.
  • Meninos que não têm livros, canetas, ténis,…
  • Meninos que, numa grande percentagem, são os que mais conhecimentos têm na sua casa. Os Pais por muito que queiram, não os podem ajudar e muito menos pagar a um explicador.
  • Meninos que, as vezes, já têm três ou mais horas de trabalho antes de irem para a escola…
  • Meninos, muitos meninos, que têm que se levantar várias horas, para percorrerem o caminho para a escola.
  • e muitos etc….

É assim que querem comparar, para justificarem a destruição da escola pública.

Situações e condições que foram criadas por estes que, agora, querem destruir, de vez, a escola pública….

Mas, muitos meninos têm sucesso… nas escolas públicas, e vão para a faculdade preparados para continuarem a construir o futuro deles e o nosso.

Faculdades públicas, que deixam a maioria das privadas a um canto envergonhado.

Querem comparar, com as escolas públicas que com imensas limitações… ensinam meninos com deficiências de aprendizagem.

Estes fascistóides,

Esquecem-se é de dizer o que pretendem. Que é entregar mais dinheiro publico aos privados.

Estes fascistóides,

Esquecem-se de mencionar o que deu, e está a dar, esta política nos EUA.

Onde só os meninos de bem e inteligentes têm direito a frequentar escolas, minimamente aceitáveis.

Pois, como estas escolas recebem do estado conforme o seu ranking, estas não querem estragar o seu ranking com meninos que tenham dificuldades devido ao seu meio social ou capacidade de aprendizagem.

Estes são deitados fora para as poucas escolas públicas que ainda existem, e onde as condições são idênticas aos piores bairros de lata.

Para não falar das escolas privadas, que devido ao seu desejo mercenário do lucro deixam de educar e depois quando já não conseguem esconder o descalabro do seu desensino… simplesmente, fecham e abrem falência… e os seus donos voltam a abrir outra escola para continuar a alimentar o seu desejo mercenário de lucro.

E onde a escola não dá lucro, não há escolas….

Agora, o governo não está preocupado com a despesa. A sua preocupação acaba, quando acaba o serviço público.

Pois alimentar parcerias publico privadas, agências de caridade, bancos… para eles, isso não é despesa, é investimento.

Mesmo que custe 20 vezes mais, do que fosse o serviço público a fazer… mais e melhor.

Depois desta pseudo-entrevista, veio o pseudo-frente a frente, entre Catarina Martins (BE) contra José Matos Correia (PSD) e Mário Crespo.

Aquela parte em que o José Matos Correia, “dá” uma palavra especial para os bombeiros… deu-me vómitos.

Este governo roubou quase tudo aos bombeiros (subsídios diversos, cortes nos ordenados, condições de segurança).

Depois veio a segurança social, blá.. blá… que tinham que cortar, pois estava mal.

Mas esquecem-se de dizer que andam a roubar a segurança social para dar aos patrões, para por trabalhadores a trabalhar de borla (à custa do dinheiro da segurança social), que andam a usar o dinheiro da segurança social para alimentar os vícios do sector financeiro, financiando a agiotagem, assim como, terem posto os bancários ao abrigo da segurança social enquanto os fundos de pensões ficaram na banca, para mais uma vez financia-los.

Resumindo, a despesa veio para a segurança social e o dinheiro foi comido pelos agiotas banqueiros.

E assim vai a nossa comunicação social, a alimentar os burros com palha estragada. Fazendo uso de opinadores e jornalistas que mais nada têm do que alimentar os seus donos, em troca de amendoins.

Nisto tudo safou-se a Catarina Martins, do BE e o Rui Santos, do PS. Vejam lá o mau que foi, para eu estar a afirmar que o Rui Santos, do PS, safou-se…

Quanto a mim, que fui educado no ensino público, agradeço aos professores e à escola pública. Pois se eu estivesse nos EUA, seria daqueles que tinha sido enviado para um gueto escolar.

Pois eu não fui para a escola com pedigree, foi a escola que deu-me o pedigree…

A”escola pública” ensinou-me a pensar, não tornou-me num carneiro… 

Quanto à solidariedade social, felizmente nunca precisei… mas contribuo com muito gosto.

Mas temos que acabar com os ideólogos da destruição desta, para alimentar os agiotas, para que seja o povo a ser servido.

Quem tem medo dos professores? (um grito de revolta)

Quem tem medo dos professores?
Por Helena Almeida

 
… pois…
 
Pelos vistos, todos. 
Quando a classe se une; 
quando a inércia se sacode; 
quando a doentia tendência que os professores têm para cumprirem tudo, aceitarem tudo sem um queixume – se transforma na revolta de quem já não aguenta mais; 
quando os professores tomam consciência do poder que detêm – e o exercem, o país treme.
 
Tremem os políticos ao verem escapar-se-lhes debaixo das garras dominadoras a classe que (justificadamente, diga-se…) acreditavam mais submissa, a mais sensível à chantagem emocional. Os direitos dos jovens, pois claro!
Tremem os pais ao verem ameaçados … basicamente, os seus organizadinhos planos de férias, pois que outra coisa?
 
Hipócritas, uns e outros.
Não os comovem as crianças com fome, a única refeição diária retirada das escolas, a ASAE que há anos se pôs a medir batatas e encerrou ou inviabilizou as boas cantinas escolares, agora reféns da normalizada  fast food de empresas duvidosas.
Não os comovem as escolas fechadas, as crianças deslocadas, as escolas-fábrica em que cada aluno não é sequer um número, o interior do país desertificado, as longas viagens de e para casa, o tempo com a família, inexistente.
Não os comovem os livros deitados fora, que deixaram de servir porque sim: o novo programa de matemática para quê se o outro dava mostras de funcionar, o (des)acordo ortográfico para benefício de quem..
Não os comovem os professores massacrados que lhes aturam os filhos todo o dia, : «Já não sei o que fazer dele, dela…, em casa é a mesma coisa… »
Não os comovem os alunos que querem aprender e não podem, a indisciplina na sala de aula e os professores esgotados, deprimidos, muitas vezes doentes, os professores que desabam a chorar no meio da aula, a tensão, as pulsações que disparam e como é que se pode ensinar assim?
Não os comovem os professores hostilizados publicamente por ministras, escritores, comentadores, opinadores – e já lá vão anos de enxovalhamento!
Não os comovem as políticas aberrantes do ministério da Educação, as constantes alterações aos curricula, aos programas, as disciplinas de uma hora semanal a fingir que existem e os professores que se adaptam aos caprichos todos, formações atrás de formações, obrigatórias todas, pagas do próprio bolso algumas;
Não os comovem as condições de trabalho e de saúde de quem lhes zela pelos filhos, as horas insanas passadas na escola, as tarefas sem sentido e as outras, o tempo e a disposição que depois faltam para tudo o resto que fazem em casa, preparar aulas, orientar trabalhos, corrigir testes, as noites que não dormem e amanhã aguenta-te que não são papéis que tens à frente, mas sim pessoas!
Não os comovem vidas inteiras de andar ‘com a casa às costas’, 10, 20, 30 anos contratados (dantes chamavam-se ‘provisórios’), de Trás-Os-Montes ao Algarve e é se queres ter emprego, SEMPRE assim foi até conseguirem um lugar no quadro de efectivos numa escola – e agora aos 40, 50, à beira de vínculo nenhum! – as regras que mudam, a reforma que se alonja, a carreira de há muito congelada, os sucessivos cortes no salário, os impostos uns atrás dos outros e depois ……
cara alegre que tens a responsabilidade de ensinar, formar, educar os nossos jovens, futuro deste país ou de outro para onde emigrem, será mais certo.

E eu digo, professora que fui, professora que serei sempre e já não vos aturo: VÃO-SE FODER com as vossas preocupações da treta, a vossa chantagem e as vossas ameaças, os vossos apelos aviltantes. E não, não peço desculpa pela linguagem, que outra não há que dê a medida da raiva.


Quem é que vocês, políticos, associações de pais, pensam que são?

Vocês, que destroem tudo o que de bom se tinha conseguido neste país? Que promovem o regresso à miséria, ao cinzentismo, à ignorância? Que se estão borrifando para os alunos e as famílias, a qualidade do ensino nas nossas escolas públicas? Que tiram ao estado para darem aos privados? Que acabam com apoios onde eles eram vitais, aos alunos mais pobres, aos alunos com deficiências? Que despedem psicólogos e professores do ensino especial? Que, em exames, recusaram tempo extra aos alunos que a ele tinham direito? Que não fazem nada para promover a educação, os vossos podres serviços públicos reféns do vosso oportunismo, da vossa falta de valores, do vosso cinismo?
Vocês, que atacam os professores mas lhes confiam os vossos filhos? Que não os educam em casa, mas esperam que eles o façam na escola? Que agora defendem a “mobilidade especial” quando antes defendiam a estabilidade, se queixavam de que as crianças mudavam de professores todos os anos? Que não percebem que um professor maltratado é um profissional menos disponível para os alunos que tem à frente? Que a luta dos professores é a luta pelos vossos filhos, pela qualidade da sua educação, pelas oportunidades do seu futuro?
 
E vocês, opinadores ‘de bancada’ que continuam a achar que os professores trabalham pouco e ganham muito, por que se queixam agora desta greve (três meses de férias, é?!), quando nunca antes se queixaram das condições miseráveis em que vocês próprios sempre viveram?
Por que não se queixam dos dinheiros mal-gastos destes políticos?
Por que não se queixam de um serviço público de televisão que vos embrutece e vos torna prisioneiros de quem vos engana todos os dias, vos impede de terem pensamento próprio?
Por que não se queixam da razia deste governo sobre os  funcionários públicos, dos serviços que vão funcionar muito pior, das horas de espera que vão aumentar, nos hospitais, nos centros de saúde, nos correios e nas repartições todas, a ‘má-cara’ de quem, maltratado, vos vai atender com pouca paciência e muito cansaço?
A vocês, que pelos vistos não sabem o que é uma greve, nunca vos vi defenderem os professores do vosso país. Vi-vos aplaudirem uma ministra que vos ‘ganhou’, ‘perdendo-os’. Vi-vos porem-se contra eles, ao lado dos filhos que vocês não souberam nem se preocuparam em educar. Vi-vos irem às escolas apenas para insultarem ou ameaçarem os que nela todos os dias ‘dão o litro’ para que os vossos filhos sejam melhores que vocês, tenham as condições de vida que vocês não puderam ter.
 
Os professores não estão de férias, como vocês, que tudo julgam saber, gostam de apregoar.

Os Professores estão em greve. Finalmente!

Os Professores levaram anos a aguentar pauladas. Anos e anos a serem, eles, prejudicados.

Agora fazem greve, dizem BASTA!

Vocês, deviam fazer o mesmo, assim a educação que a escola pública vos proporcionou vos tenha garantido sentido crítico, pensamento autónomo e DIGNIDADE.

Helena Almeida

Professores ajudem a pagar a divida do estado…

Caríssimo Sr. Ministro Crato,

Hoje, mais do que nunca, estamos solidários com o governo do qual V. Exa. é ministro da deseducação, perdão, educação.

Por isso nesta casa, hoje, contribuímos com mais ou menos € 50,00… esperemos que utilize bem este dinheirinho.
Não fique preocupado, pois poupa-se na gasolina…

Mas não é a primeira ajuda que damos, por aqui. Para V. Exa. poupar nos livros dos meninos, nas fotocópias e etc… temos despendido do nosso “orçamento residencial” para que tal não falte aos meninos mais carenciados. A Canon e a Staples têm agradecido.

E pode contar connosco, para poupar ainda mais…

Já viu que os sindicatos e os professores estão do seu lado, para que possa poupar….

Pode contar connosco para lutar e resistir…
Greve é a nossa arma…


A falta de senso dos defensores do consenso- Santana Castilho in Público, 22 de maio de 2013

(…)
5. Mal foi anunciada a greve dos professores, surgiram, cândidos, dois discursos: o dos que a condicionam a não perturbar a tranquilidade do chá das cinco e o dos que só militam na solução que nunca é proposta. Aos primeiros, é curioso vê-los invocar o direito de uns, com as botas cardadas calcando os direitos dos outros.
Aos segundos, repito o que em tempos aqui escrevi: os professores sabem, têm a obrigação de saber, que todo o poder só se constrói sobre o consentimento dos que obedecem. Quando vos tocarem à porta, não se queixem!
Trinta alunos por turma, 300 alunos por professor, mais horas de trabalho lectivo, mais horas de trabalho não lectivo, menor salário, carreiras e progressões congeladas vai para sete anos, obrigatoriedade de deslocação a expensas próprias entre escolas do mesmo agrupamento, exercício coercivo a centenas de quilómetros da residência e da família, desmotivação continuada e espectro do desemprego generalizado são realidades que afectam os professores em exclusivo?
Não afectam os alunos? Não importam aos pais? Ao futuro colectivo?
A diminuição do financiamento dos serviços de acção social escolar, quando o desemprego dos portugueses dispara e a fome volta às nossas crianças, bem como a remoção sistemática, serviço após serviço, das respostas antes existentes para necessidades educativas especiais, é problema corporativo dos professores ou razão para que a comunidade civilizada se mobilize?
A drástica diminuição dos funcionários auxiliares e administrativos, a redução das horas de apoio individualizado aos alunos, o aumento do preço dos manuais e dos passes e a deslocação coerciva de crianças de tenra idade para giga-agrupamentos são problemas exclusivos dos professores?
Santana Castilho
Professor do ensino superior

Nada de auspicioso se adivinha

Caros colegas

Em virtude da reunião ocorrida na passada semana (sexta-feira) entre o Ministério da Educação e a FENPROF, tenho a transmitir-vos resumidamente as informações que nos foram dadas pelo Ministério (na pessoa do secretário de estado do ensino básico e secundário):

1.ºOs Diretores de Agrupamento vão perder a subvenção que tem usufruído até à data pelo cargo que ocupam, uma vez que a mesma é considerada um suplemento remuneratório. O mesmo também se aplica aos demais funcionários que recebem suplementos;

2.ºOs professores que se encontrarem em horário 0 em setembro passam automaticamente para a mobilidade especial;

3.ºTodas as bonificações previstas no ECD que permitiam aos professores obter progressão mais rápida na carreira terminam;

4.º A equiparação das tabelas remuneratórias dos funcionários públicos e do privado deverão levar a uma redução salarial entre 15 a 20% a aplicar até 2015;

5.ºO aumento de trabalho irá passar de 35 horas para 40h, sendo que nos professores implicará um aumento de 3h na carga letiva, a aplicar a todos os professores, independentemente das reduções que possam beneficiar até ao momento;
O art.º 79.º está previsto acabar, estando a sua extinção ainda em estudo, se deverá ocorrer já em setembro de 2013 ou e setembro de 2014;

6.ºO ECD será revisto e para além das alterações previstas decorrentes do atrás exposto devem também introduzir novos artigos que preveem o despedimento por extinção de lugar, bem como a passagem à situação de mobilidade pessoal.

Dar-vos-ei mas novidades assim que souber, nomeadamente de novas formas de luta, pois cada um de nós não pode esquecer que os Sindicatos não são entidades individuais, mas sim todos nós. E ou agimos ou aceitamos passivamente. A consciência de cada um ditará o que deve fazer.

Com os melhores cumprimentos

De alguém…

Agressão grave a professora – contada pela própria

Bom dia, 
Após contacto telefónico para denunciar uma agressão numa escola, foi-me solicitado que vos contatasse por este meio.

Assim, e enquanto professora e cidadã passo a relatar o acidente/agressão de que fui vítima.
Sou professora numa escola, em Setúbal e, na passada segunda feira, dia 25 de fevereiro, um aluno de uma turma de 9º ano retirou, sem o menor ruído e sem que quase ninguém se apercebesse, de propósito, a porta da sala de aula dos encaixes, pelo que a mesma ficou encostada à parede, dando a noção de que estava aberta normalmente. Quando me dirigi para a porta com o intuito de a fechar (convém salientar que é uma porta pesadíssima), a mesma caiu-me sobre o lado direito do corpo. Se não fosse um aluno estar junto a mim e tivesse sustentado a sua queda total, teria, certamente, ocorrido uma tragédia.
Chamei funcionários e um elemento da Direção da escola para testemunharem a ocorrência e foram necessárias quatro pessoas para voltar a colocar a porta nos encaixes. Como no momento, e com o susto, nada parecia ter-me magoado, continuei a dar aulas até às 18:30h.
Já no carro, durante o trajeto de Setúbal para Almada, comecei a sentir tonturas, dores no lado direito do corpo; um formigueiro e dores na cabeça, vista, ouvido e pescoço, pelo que me dirigi às urgências do Hospital Garcia de Orta, na área da minha residência. Permaneci durante seis horas nas urgências, onde me foram realizados exames, nomeadamente uma TAC e diversos RX que diagnosticaram um traumatismo craniano sem lesões internas graves e hematomas na cabeça.
O resto do corpo apenas está dorido e com nódoas negras (face, braço e anca). Contudo, e sem “pieguices” (como diria o nosso Passos), eu poderia ter morrido, se a queda da porta não tivesse sido apaziguada. E se caísse em cima de um aluno e o matasse?
A responsabilidade; negligência; leviandade; processo disciplinar e, quiçá, despedimento por justa causa seriam imputados a quem? Ao professor.
Todos lavariam as mãos qual Pilates… Quem me indemniza pelos danos de saúde de que padeço há três anos por ter ido parar a esta escola por um engano, omissão, incompetência…?
O que irá acontecer a estes alunos que já cometeram inúmeras infrações graves e continuam nas escolas como se nada fosse?
Sim, é que o IFP que, supostamente, “acolhia” estes alunos não os aguentam e estão a enviá-los para as escolas novamente… Surreal; irónico; subversivo…. não acham?
Gostaria que o meu caso fosse divulgado, não por ser mais um, mas por ter podido ser mais um, isto é, daqueles que são omissos por medo de represálias de vária ordem e/ou proveniência. Para além disso, segundo o MEC, os alunos, agora, após o Novo Estatuto do Aluno, têm, na teoria, punições graves. Contudo, na prática, e se forem menores, cometem delitos que põem em risco a integridade física e moral dos seus pares, assobiando impunemente, como se nada se passasse, uma vez que não têm a mínima consciência da consequência dos atos que cometem, mas sabem, porém, que nada lhes acontece de efetivo.
Nem os pais nem os alunos são responsabilizados pelos danos humanos e materiais que despoletam e as escolas e respetivas direções veem-se de mãos atadas, perante leis algo perversas. Como é que um Diretor pode penalizar um aluno como ele merece e de acordo com o delito que comete, sabendo que, muitas das vezes, a família sobrevive “à conta” do rendimento de inserção se o menino não prevaricar?
O que pode fazer um professor perante um caso “banal” destes? O que pode fazer a Direção de uma escola? O que pode fazer o MEC? O que pode fazer a sociedade? O que (se) pode fazer (de) Portugal? Come-se e cala-se com medo? Enterra-se a cabeça na areia e assobia-se para o lado, enquanto não for connosco e é com o colega? Espera-se que morra alguém a quem se tecerá hipócritas elogios na hora da partida? Por que motivo oiço todos os professores a queixarem-se no fundo das suas olheiras, diariamente, de tudo e todos, que se arrastam literalmente por não aguentarem mais a exaustão, a (o)pressão e o medinho, mas no momento de dar a cara, de falar, de confrontar, de estender a mão a um colega, se encolhem, enfiando a cabeça no seu umbigo cobarde e individualista, como quem pensa “não é nada comigo; o melhor é não me misturar…”. Até, um dia, lhe tocar a si ou aos seus.
A desunião e o medo não fazem a força. A cobardia não deverá ser o nosso lema. O país e a sua soberania dependem de um ensino e de uma educação, onde se esteja e seja tratado com dignidade para que o brio e a motivação por dar/fazer mais e melhor venham ao de cima. É o lema de muitas empresas, até já em Portugal, note-se com estranheza…
Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80 quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de 200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a 600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou melhor, tentando passar, um atestado de debilidade mental aos professores e cidadãos portugueses, subestimado a sua inteligência. E os professores de quadro que estão há anos longe de casa e das suas famílias, gastando o que já não têm: saúde; esperança e dinheiro? Resta a frustração e ir trabalhar com dores; malas com rodinhas; com depressões ou cancros. Também, quantos mais morrerem melhor, certo?
Não vou cantar a Grândola Vila Morena, porque não estou em condições físicas para o fazer, mas conto com a divulgação deste texto ou caso (como melhor entenderem fazer), visto serem uma entidade respeitadora da liberdade de expressão dos portugueses e que, indubitavelmente, lhes servem um excelente serviço público.

“Escola deixou crianças à fome”

É triste… é triste, muito triste…
Um ministro da educação que vai averiguar, averiguar o que? As ordens que deu aos Directores das Escolas, no inicio do ano escolar, que quem não pagasse, não comia?
Vai averiguar a fome que assola o nosso País e as nossas crianças?
Vai averiguar o porque de diariamente existirem crianças, nas escolas, a desmaiarem por nem terem jantado no dia anterior?
Vai averiguar as crianças que não têm capacidade física para praticar educação física, porque o seu organismo não tem nutrientes para suportar tal esforço?
Vai averiguar as escolas nas quais os professores e funcionários juntam-se, com “pena” dos alunos, para darem-lhes comida?
Vai averiguar as poucas escolas que possuem refeitórios próprios, não concessionados a empresas externas, nas quais os professores e funcionários andam a pedir batatas, verduras, carnes, peixe, fruta, etc… para poderem preparar refeições a fim de matarem a fome?
Vai averiguar e exigir que os culpados da miséria sejam responsabilizados criminalmente, e julgados?
Não… Não, o que ele vai é assobiar e falar palavras coloridas, para depois reunir-se em conselho de ministros com os criminosos que andam a matar as nossas crianças à fome, para protegerem e aumentarem as fortunas de meia-dúzia….

Novas directivas para vigilância dos exames :)

Com os cortes nos recursos humanos das escolas vai ser mais difícil vigiar os exames, pelo que Nuno Crato já deu orientações ao Ministério da Educação para recolher junto dos hipermercados, supermercados e comércio local, todas as caixas de cartão que passarão a ser usadas como demonstra a fotografia. A medida, além de eficaz, assegura o Ministro, não tem custos para o Estado e constitui ainda uma boa prática ambiental, neste caso a reciclagem.



















(Foto tirada no exame final da Academia de Polícia na China)