Cinquentenário da Carris

Documentário de 27 minutos, muito interessante, feito em 1951, pelos manos Ribeiro.

Além de nos mostrar a evolução dos veículos da Carris, recorda-nos como era Lisboa nessa altura

UMA PRECIOSIDADE 

Era um dos melhores empregos do passado, dada a origem da Companhia, inglesa.

Vejam a estrutura da empresa, a variedade dos seus serviços de apoio, quer técnicos, quer de bem estar dos empregados. Os carros de então, com seu ar robusto, cheio de lata bem pesada. Os carros eléctricos e os autocarros de dois andares

As ruas de Lisboa. Imensas zonas de campo com plantas, hoje autênticos cemitérios de cimento armado!

E as fatiotas de então, com o másculo lisboeta sempre de chapéu !…
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Não será isto “política de classe” ???

Partido PCP questiona “regime de excepção” para dirigentes da Carris e do Metro


O PCP questionou esta quinta-feira o Governo sobre o “regime de excepção” dos dirigentes em comissão de serviço no Metro e na Carris, que, de acordo com um documento da administração, podem ser aumentados, ao contrário dos restantes trabalhadores. 

“É injusto e inaceitável o que está a ser praticado relativamente aos salários, aos roubos dos subsídios de férias e Natal, ao enorme aumento de impostos, que está a penalizar quem trabalha. Não ficamos satisfeitos se isto for para todos os trabalhadores, mas é mais revoltante ainda e mais injusto ainda aplicar isto a trabalhadores e depois isentar dirigentes em comissão de serviço”, defendeu o deputado comunista Bruno Dias, aos jornalistas, no Parlamento. 
O PCP dirigiu hoje uma pergunta aos ministérios da Economia e das Finanças questionando-os sobre o conhecimento desta orientação da Carris e do Metropolitano, se este é um caso isolado ou uma prática generalizada nas empresas do Estado e que medidas tencionam desenvolver sobre a matéria. 
Anexo à pergunta, segue uma circular distribuída a todos os trabalhadores do Metro e da Carris em que é exposta a aplicação às empresas do Orçamento do Estado para 2013, incluindo a proibição de valorizações remuneratórias. 
“As valorizações remuneratórias decorrentes do exercício de cargos de direcção, em regime de comissão de serviço, não se encontram vedadas pela presente disposição legal”, ressalva-se nessa circular. 
“Nós consideramos que isto é de uma injustiça inaceitável, é uma falta de pudor que torna ainda mais grave e ainda mais revoltante esta política de roubo sobre quem trabalha”, afirmou Bruno Dias, considerando que se está perante um “regime de excepção”. 
“Ainda há pouco tempo, levantámos o problema na mesma empresa, o metropolitano (agora é também para a Carris), de aumentos salariais muito grandes sobre as chefias recém-nomeadas pela administração. Há aqui dois pesos e duas medidas que é preciso tirar a limpo”, defendeu o deputado.