CDU afirma que coligação com António Costa seria "inviável", dado o seu legado

Jornal Público 22.02.2013 

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Umas verdades…

O PCP tem denunciado e demonstrado que não é este o Caminho; Que este caminho só nos vai levar, ainda mais, à fome e à morte por doença por não haver dinheiro para ir ao médico.

O PCP diariamente luta e trabalha, para mudar… e transformar as consciências de modo a que o Povo perceba o caminho para o qual estão a ser levados.
E que diga basta…
A Comunicação social faz ouvidos surdos, pois os meios da comunicação social não pretendem ir contra os interesses dos seus patrões… mesmo que esses interesses colidam com o direito a viver de milhões…
No entanto de vez em quando aparecem umas verdades, nessa comunicação social… por lapso.
António Costa, em menos de 3 minutos, no programa “quadratura do círculo”.
(…) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de “boys”, criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público–privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos… Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.”

Sr. António Costa… blá… blá…

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Hoje estava a ouvir a TSF (para quem não sabe é uma estação de rádio) e a determinada altura aparece uma reportagem com o Sr. Dr. António Costa, candidato à Câmara de Lisboa;
Andava ele pela baixa, a dar beijinhos e abraços, e de repente uma Srª. disse-lhe:

”… tem que acabar com estes carros estacionados no passeio, é uma vergonha…”

e o Sr. António Costa respondeu-lhe:

“…tem razão, é preciso colocar pinos em cima destes passeios, vê é por isso que eu defendo a polícia municipal, precisamos de mais elementos…”

Pois é o homem tem razão, é preciso mais policia municipal para fazerem o que todos dias fazem à tardinha no terreiro do paço, em que estão imensos carros parados, os motoristas a conversarem ou foram beber um cafezito… carros esses parados na zona da paragem do autocarro, em cima das passadeiras, ao lado das passadeiras a tirarem a visualização dos peões e dos automobilistas, podendo serem provocadores de acidentes, nomeadamente, atropelamentos…
Enquanto isso estão nessa zona muitos policias municipais, de braços cruzados, a olharem para todas aquelas irregularidades, que podem ser muito perigosas para os peões que querem atravessar na passadeira, e nada fazem contra isso, se for preciso ainda ajudam o carro a sair do dito “estacionamento” mandando parar os carros que circulam… pois o Dr. do ministério… que entretanto chegou está com pressa para chegar à casa…
Mas estes Senhores podem tudo, e ainda têm prioridade, pois são os privilegiados da nossa sociedade… enquanto isso estes polícias que são diariamente achincalhados pelas leis e actos destes Senhores, ainda lhe estendem o tapete vermelho; Mas que se há-de fazer, o nosso povo é mesmo assim, subserviente daqueles que usam o poder para achincalharem o povo português.
Acho muito bem que não se estacione em cima do passeio, o que não acho bem é haver benefícios para alguns, que ainda por cima com as suas atitudes prejudicam muitos outros.