Tenebroso. Deixa qualquer um desmoralizado

 O ex- vice do PSD e  colaborador da Goldman Sachs e do FMI, organizações de onde saiu sem glória tenta mostrar ao entrevistador que os fins justificam os meios e o neoliberalismo é o caminho. Só não contava ser arrasado pelo jornalista da BBC, Stephen Sackur. Esta entrevista tem mais de um ano, mas é absolutamente esclarecedora. Quem nos dera ter jornalistas deste calibre e frontalidade.

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Eugénio Rosa – economista – e as declarações de António Borges


Caro(a) amigo (a)

António Borges afirmou que a descida da TSU para as empresas era um medida inteligente e que os patrões eram ignorantes por se terem oposto a ela; mas também afirmou, na mesma altura, na sua campanha persistente para  baixar os salários nominais em Portugal e, em particular, os salários dos trabalhadores da Função Pública, que as despesas com pessoal na Administração Pública representavam 80% das despesas do Estado.


A primeira afirmação (ofender os patrões) provocou grande alarido e reações na comunicação social, mas a segunda (ofender os trabalhadores) não causou qualquer reação, apesar de ser mentira e ser repetida pelo patrão da Jerónimo Martins, no dia seguinte, nas declarações que fez no Telejornal das 13H da RTP, passando como verdadeiras e alimentando a campanha contra os trabalhadores da Função Pública.


Neste estudo (em anexo), analiso sob o ponto de vista de credibilidade técnica, uma e outra afirmação, e não apenas se foram ou não convenientes sob o ponto de vista político, como o debate no espaço público se tem limitado.


Espero que este estudo possa ser útil.


Com consideração,

Eugénio Rosa

Economista



DIABRURAS DO COITADINHO E IGNORANTE SR.BORGES

ESTADO CONTRATA FIRMA DE BORGES

Segundo respostas  categóricas dada ao jornal CORREIO DA MANHÃ por Joaquim Reis, presidente da empresa estatal PARPUBLICA, esta assinou, não a título pessoal de prestação de serviços, mas sim através da empresa ABDL (António Borges & Diogo Lucena), um contrato para prestação de diversos serviços de consultadoria com a duração de um anorenovável e a mensalidade de 25.000 euros.


Se ainda há quem tenha dúvidas de toda esta tourada, este é mais um exemplo do que é a decência e a “total transparência” com que reinam os membros deste governo e os ignorantes professores em quem se apoiam convencidos que a aldrabice, assim, confunde-se menos com corrupção e outras gordurase que assim também, iremos todos de olhos vendados e um sorriso nos lábios a caminho do precipício donde só por obra e graça do Espírito Santo conseguiremos regressar.

Disse.

De alguém que não sei quem…

António Borges da Goldman Sachs — Mas o que é isto? E os tótós todos andam a ver passar os ciclistas?????


COINCIDÊNCIAS?.! 

Veja-se esta sequência de acontecimentos: 

1) A TROIKA sugere no “memorandum” a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD; 

2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos; 

3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos); 

4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA); 

5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de 19/07). 

Tudo coincidências….

FMI livrou-se de António Borges porque não estava à altura do trabalho

Marc Roche
“O FMI disse-me que se livraram dele [António Borges] porque não estava à altura do trabalho e agora chego a Lisboa e descubro que está à frente do processo de privatização. Há perguntas que têm de ser feitas”, defende o correspondente financeiro do “Le Monde” em Londres, em entrevista à Renascença.
Marc Roche é o autor de um livro, já premiado, que conta a história da Goldman Sachs e de como este banco dirige o mundo. Na obra são denunciadas as estreitas relações entre a banca e o poder. O correspondente diz que António Borges, ex-quadro da Goldman Sachs e ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa, surge neste tabuleiro como um peixe pequeno, mas que levanta sérias reservas tendo em conta a tarefa que tem agora em mãos. 
António Borges foi nomeado por Pedro Passos Coelho para chefiar o processo de privatizações. “O senhor Borges estava fora do meu radar quando escrevi o livro, nunca tinha ouvido falar”, admite Marc Roche, que apenas tomou conhecimento do economista “quando se demitiu do FMI”.
Questionado se ficou surpreendido com a nomeação de António Borges para a questão das privatizações, Marc Roche admite que não. “Vejo gente da Goldman Sachs a aparecer por todo o lado em posições de poder, faz parte da marca do banco.” 
“Aqui, o senhor Borges é um peixe pequeno, comparado com Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, que trabalhou na Goldman Sachs, com Mário Monti, o primeiro-ministro italiano, que também trabalhou na Goldman Sachs, ou com Lucas Papademos, ex-primeiro-ministro grego.”
Marc Roche, nesta entrevista à Renascença, defende ainda que o processo de privatizações não deve ser apressado e responsabiliza a Goldman Sachs pela entrada prematura da Grécia no euro, que deu origem à actual crise da dívida.