Segurança Social – Isto está tudo ligado

Ministro quer ADSE sem impostos

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, defendeu ontem, em entrevista ao Expresso, a manutenção da ADSE mas sem transferências do Orçamento do Estado, justificando que só é justo ter um sistema de Saúde diferente para funcionários públicos se forem estes a contribuir. A ADSE não deve contar, “como até agora, [com] transferência do Orçamento do Estado, dos impostos de outros portugueses”, afirmou.

Público 30/06/2013

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Quanto pior, melhor para as seguradoras (também já têm seguros para complementar as prestações da ADSE)

Financiamento bancário vs dívida…

Vejam como perante questões tão simples, o (des)governante se engasga!

 E ASSIM CAI A MASCARA DAS NEGOCIATAS DA DIVIDA PUBLICA PORTUGUESA

 Financiamento bancário vs dívida…

 O IGCP é a entidade pública a quem compete, nos termos da lei,
assegurar o financiamento e efectuar a gestão da dívida pública directa do Estado Português.

 
 Reparem nas expressões, e na atrapalhação do senhor.

  No último minuto, tudo é explicado com uma proposta… 


Estão a ver o que vocês "arranjaram" ao votar neles???!!

Agora os funcionários públicos… mas que ninguém pense que está a salvo… um país que se afunda até à indignidade e indigência absoluta e sem volta do seu povo.
Quando uma cambada de malfeitores, de gentes sem escrúpulos/ sem ética/ sem moral e sem vergonha se apodera do estado e este deixa de ser um Estado de lei e de direito, deixa de ser um Estado de bem, deixa de ser um Estado de palavra, deixa de ser um Estado de compromissos para com os seus cidadãos…
Ontem foram uns, hoje são outros, amanhã outros mais se seguirão

Lisboa precisa que o todo país marche sobre ela…


Existe trabalho e muito, o que está em causa é entregar tudo aos privados e o povo paga os serviços e os lucros dos accionistas…

Querem destruir os serviços públicos, e o que representa o Estado Social




4 MIL MILHÕES DO FMI, ESTÃO AQUI NA GALILEI!!!

Para os 4 mil milhões novos “cortes inteligentes”. Mas existem alternativas! 

Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.

A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.

O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das empresas portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO.

Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!

Os contribuintes têm o direito de exigir!


Breve história dos Resgates Financeiros: Miséria e a Saida das Crises pela Resistência

O esquema imperialista de saque de impostos para financiar o centro capitalista nem sequer é novo. Serviu por mais de cem anos para extorquir rendimentos ao chamado Terceiro Mundo. Actualmente o esquema obrigacionista de todos os cidadãos pagarem um tributo ao Império chegou à Europa pela emissão de “dividas soberanas”, isto é, os gerentes do Euro reforçam a sua aliança com os emissores de Dólares, a moeda global cuja emissão só por si já é a emissão de um imposto global.
Fala-se de resgates de muitos milhões de euros, de acções de risco, dívida bancária, défices por contas correntes, etc. porém raramente se analisam em profundidade as consequências sociais que essas “ajudas” acarretam nem dos processos de luta que se desencadeiam antes, durante e depois.
 
“Quando instituições do tipo do FMI, Banco Mundial ou o BCE falam de resgates, na realidade o que querem dizer é um financiamento das dívidas privadas mediante a destruição dos serviços públicos, ataques às condições laborais, redução das pensões e deteriorização social e ambiental. Neste sentido é importante entender que a intenção de fundo do 1% dos que governam o mundo é conseguirem ficar ainda mais ricos depois da crise, ainda que alguns deles caiam. 
A partir daí, entende-se facilmente que os chamados resgates, anteriormente chamados “planos de ajuste estrutural”, só agravam as crises dos países saqueados, desencadeando no entanto um processo de polarização social e fortes lutas.
Nos finais dos anos 70 o ciclo económico de expansão que se seguiu à Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Durante este período a economia armamentista permanente – a produção massiva de armas – e a reconstrução da Europa haviam permitido o desenvolvimento económico capitalista sob as directrizes do keynesianismo (militar). 
 Quer dizer, foi mediante politicas de aumento da procura que se pretendia desenvolver a economia. Teorizava-se então que os salários relativamente altos permitiam o aumento do consumo e, portanto, a expansão da economia. Sem dúvida, estas politicas não foram capazes de travar a deterioração económica dos anos 70 e princípios de 80, uma vez que, fruto da sua irracionalidade, o capitalismo tende irremediavelmente para a crise crónica.
Nesse momento, os agora chamados Neoliberais, encabeçados por Milton Friedman, tiveram a sua opor- tunidade. No livro de Naomi Klein, “A Doutrina de Choque”, descreve-se como os “Chicago Boys” (discípulos de Friedman) aproveitaram os golpes-de-estado na América Latina para poder experimentar as suas teorias económicas. 
Assim, os generais golpistas argentinos assassinaram 30.000 militantes de partidos de esquerda para aplicar um “pacote financeiro”, que era como se chamavam os “resgates” naquela época. 
Em toda a América Latina e em grande parte de África impuseram-se ditaduras apoiadas pela CIA e assessoradas pelos Chicago Boys. As condições são as mesmas que hoje são sobejamente conhecidas (particularmente na Europa onde recentemente chegou a obrigação de pagar a crise do Império): cortes nos défices mediante privatizações de serviços públicos, enorme esforço popular para pagar a dívida externa (cada português “deve” mais de 2.400 euros), baixa de salários e menos impostos para os ricos. Tudo isto dando-se ares de restaurar o crédito e converter os Estados em locais ideiais para os negócios.
As consequências foram desastrosas para a maioria da população. De acto, os anos 80 ficaram conhecidos na America do Sul como uma década perdida. Os Estados afectados pelos resgates viram reduzidos todos os seus indicadores de desenvolvimento humano, esperança de vida, percentagens de pobreza, alfabetização, habitação, etc. Na Grécia, depois de três anos de resgates a esperança de vida regrediu cinco anos desde o primeiro resgate e um terço da população vive abaixo do limiar de pobreza. 
Aqui começamos a ver como depois dos cortes na Saúde começa a diminuir, pela primeira vez em 35 anos, a esperança de vida. Cada resgate piorou a situação económica geral enquanto a riqueza se tem concentrado cada vez em menos mãos. As receitas da União Europeia seguidas fielmente pelo neocon Rajoy em Espanha apenas confirmam o agravamento da situação económica e, mais grave, a vida das pessoas.
Um aspecto chave a analisar são as resistências criadas nos países que sofreram os “resgates”. Na Grécia já houve 19 greves gerais, o que permitiu, por exemplo, que existam durante alguns períodos centros de saúde auto-gestionados pelos trabalhadores que atendem gratuitamente a população. E também o bloqueio que impossibilitou o governo grego de privatizar serviços públicos para conseguir angariar 50.000 milhões. 
Na América Latina, desde o caracazo venezuelano de 1989 – qualificado como a primeira revolta urbana contra os “planos de ajuste estrutural” – inaugurou-se uma década de resistências, como a vitoriosa Comuna de Cochabamba na Bolívia contra a privatização da água (incluindo a das chuvas). 
Os exemplos de maior êxito deram-se em países que mediante revoltas populares conseguiram derrotar os governos que obedeciam a “memorandos de entendimento”, como a Argentina em 2001, e cujos exemplos mais avançados levaram ao poder governos sociais-democratas revolucionários no Equador e na Venezuela – os quais estão a inverter muitas das consequências dos resgates.
 
É porém importante assinalar que estes governos apenas rompem a hegemonia dos grandes partidos tradicionais devido aos enormes processos de lutas populares, os quais actualmente enfrentam graves e insolúveis contradições ao intentar conjugar justiça social e capitalismo”

Alemanha… e a falta de memória!

Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.

A Alemanha negociou 16 biliões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido.

Outros 16 biliões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 biliões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.

O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia.

As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.

Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.

Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.

Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 biliões de euros sem juros. Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação.

As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.

Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia?

Segundo aquela, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.

Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel.

Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota. “Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores”, disseram ao jornal Bild. Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.

O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à Spiegel que a Alemanha foi o pior país devedor do século XX. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.

“No século XX, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória”, afirmou. “Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido”, sublinha Ritsch.

O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda 
de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas.

A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países.

Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
A ocultação da história é uma boa maneira de enganar povos

Privatizar o futuro…

A onda de privatizações e os crimes que se andam a cometer com a finalidade de privatizar a vida do Povo Português, possui iludidos como apoiantes; Outros, não estarão iludidos mas possuem as mãos quentes de tanto esfregarem de contentes com a parte do presunto que lhes vai caber.

Os iludidos estão-se a esquecer, cada vez que algo é privatizado, começam a ter menos e mais caro.



Para não falar da perda de algo que foi construído durante décadas com o dinheiro de todos nós.

Construíram-se infra estruturas; muitos abdicaram de parte das suas terras a troco de trocos porque era preciso construir algo para o bem público, enquanto outros foram expropriados porque estava em causa a construção de algo para o bem público.

Formou-se trabalhadores, adquiriu-se conhecimento e experiência… para construir algo para o bem comum de todos os Portugueses.

O Estado investiu, o estado dinamizou, para que pudesse servir o Povo Português…

Um bem público não é para gerar riqueza, mas para servir os cidadãos…

A riqueza gerada por esses bens, não é a riqueza monetária mas a riqueza do bem-estar de todo um Povo.

Mas a procura da riqueza monetária é cruel, pois rouba o bem-estar de todo um povo para enriquecer meia dúzia.

Foi assim com a electricidade, com os combustíveis, com o gaz, com os telefones… e vai prosseguindo com a saúde, transportes e sector financeiro.

Muitos iludidos ainda não perceberam o que isto quer dizer…

Uns já vão sentindo a privatização de um bem como a electricidade, em que querem uma lâmpada acesa, um frigorifico para conservar os seus parcos alimentos,…  mas o custo dessa electricidade já é insuportável para o que possuem dentro dos seus bolsos.

Uma EDP que possui infra estruturas obtidas com o investimento de todo um povo, pagas pelos nossos pais, avos, bisavós, tetravós… e que foi posta na mão dos privados por um valor que nem chegava para construir as infra estruturas na cidade de Lisboa.

Podemos perguntar porque é que estes ditos accionistas não constroem as suas empresas de raiz, em vez de tomarem de assalto o que foi construído por todo um povo, através de diversas gerações…

Pois é, a fortuna deles não chegaria, sequer, para construir as estruturas básicas….