PS, PSD e CDS votam contra a proposta do PCP de abolição de portagens na Via do Infante

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25 de Julho de 2013 às 20:02

Ontem, em sessão plenária da Assembleia da República, foram votados os Projetos de Resolução do PCP sobre a abolição das portagens na Via do Infante e sobre a conclusão urgente das obras de requalificação da EN 125. Votaram contra a abolição das portagens o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve) e ainda o PS. Contra o segundo projeto de resolução votaram o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve).

O Projeto de Resolução n.º 777/XII/2.ª recomenda ao Governo a imediata abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da Via Infante de Sagres – A22, desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos/Bensafrim.

O Projeto de Resolução n.º 778/XII/2.ª recomenda ao Governo que:

   · Adote as medidas necessárias para que, no âmbito da subconcessão do Algarve Litoral, sejam retomadas rapidamente as obras de requalificação da EN 125;

    · Incumba a empresa Estradas de Portugal de proceder à construção dos lanços retirados da subconcessão Algarve Litoral em outubro de 2012, nomeadamente, variante de Odiáxere, variante de Olhão, variante de Luz de Tavira e variante à EN 2 entre Faro e S. Brás de Alportel;

    · Proceda à renegociação do contrato da subconcessão do Algarve Litoral, de modo a reduzir a taxa interna de rendibilidade da subconcessionária, garantindo, por essa via, uma diminuição dos encargos do Estado ao longo da vida da subconcessão.

O PS, o PSD e o CDS, preocupados apenas em defender os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros que exploram as concessões rodoviárias, não hesitaram, uma vez mais – recorde-se que foi a 5ª vez que o PCP apresentou esta proposta –, em castigar o Algarve e os algarvios.

No Algarve, estes três partidos da troica interna manifestam a sua preocupação pelos efeitos profundamente negativos que a introdução de portagens na Via do Infante, assim como o atraso nas obras de requalificação da EN 125, têm na economia regional e na qualidade de vida dos cidadãos, mas em Lisboa, na Assembleia da República, votam sistematicamente contra todas as propostas que visam resolver estes problemas.

O PCP não pode deixar de denunciar veementemente a hipocrisia política de quem no Algarve diz uma coisa, mas na Assembleia da República faz o seu oposto.

O PCP reafirma a sua determinação na luta pela abolição das portagens na Via do Infante e pela conclusão das obras de requalificação da EN 125, confiante que a luta dos trabalhadores e das populações derrotará – mais cedo do que tarde – uma política de direita que não serve os interesses do Algarve e dos algarvios.

Faro, 25 de julho de 2013

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Eu não prefiro um rei, nem um cavaco…

avante

Prefiro políticos que defendam os interesses de quem trabalha.

No tempo dos réis, tal como agora, enquanto o povo passa/passava fome meia dúzia enriquecem e duas dúzias comem umas cenouras pelo seu trabalho em prol da exploração do povo, em benefício de meia dúzia. O pior é quando chega a cenoura ao fim, e estes passam a fazer parte do povo que ajudaram a explorar.

Irrita-me aqueles que têm ajudado, com o seu voto e a ausência deste, estes sucessivos governos a destruírem os direitos do povo e a roubarem ao povo para darem ao banqueiros e afins… e que agora em vez de pedirem desculpa pelos seus actos, dizem que os partidos são todos iguais…

Não são não, a vossa consciência é que não vos deixa ser conscientes…

Para estes pecados não chegam rezarem e confessarem-se, pois com estes pecados muitos passam fome e suicidam-se por nada terem para dar aos seus filhos…

Mas quanto aos outros pecados, também não é com a confissão que ficam perdoados… enfim, questões de fé… que fazem o bolo dos alienados e daqueles que não conseguem sair das suas contradições.

Eu já ultrapassei essas contradições… por isso é que conscientemente pertenço a um colectivo que não desiste de lutar pelos direitos do povo. Mesmo daqueles que se assumem diariamente como anticomunistas.

Por isso é que sou marxista-leninista…

Cortes à laia do PSD/CDS e à revelia do mandato eleitoral dos Portugueses

CORTES
a que o Governo se comprometeu em carta enviada em 3 de maio de 2013 a Durão Barroso, Mario Draghi e Christine Lagarde

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O texto da carta:

Lisboa, 3 de Maio de 2013

José Manuel Durão Barroso
Mario Draghi
Christine Lagarde

Na nossa carta de 10 de Abril assumimos o compromisso de identificar medidas de consolidação orçamental para 2014 e 2015 no valor de aproximadamente 2,5% do PIB. Escrevo hoje para vos informar das decisões tomadas recentemente pelo Conselho de Ministros.

Ontem mesmo decidimos propor a consulta pública um conjunto de medidas neste âmbito (ver tabela anexa). O processo envolverá agora os partidos políticos representados na Assembleia da República, a sociedade civil e os parceiros sociais. A iniciativa do Governo cumpre de forma substantiva a “ação prévia” prevista para conclusão do sétimo exame regular do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal. De forma a permitir a construção do consenso, está previsto que algumas medidas sejam substituídas por outras de semelhante qualidade e efeito orçamental. Acresce que o valor global agora apresentado é superior ao necessário, dando-nos assim uma margem para diminuir a contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões caso sejamos bem sucedidos na obtenção de poupanças estruturais noutras áreas, nomeadamente nos consumos intermédios do Estado.

No contexto do sétimo exame regular, as equipas da CE, BCE e FMI tiveram oportunidade de analisar medidas potenciais semelhantes às agora apresentadas. Tal deverá facilitar a sua apreciação final. A especificação detalhada destas medidas continuará a ser discutida entre as equipas técnicas nos próximos dias.

As medidas agora apresentadas colocam Portugal num claro e credível caminho para contas públicas equilibradas e para a redução da dívida pública, assegurando assim o cumprimento das regras comunitárias de disciplina e estabilidade orçamentais. Em 2011 e 2012 Portugal reduziu a sua despesa primária de 48% para 42% do PIB. Para 2014 e 2014 queremos centrar o nosso ajustamento em medidas permanentes de redução de despesa pública.

Com base no nosso esforço e no apoio internacional seremos capazes de estabelecer acesso pleno aos mercados e assim concluir com sucesso o Programa de Assistência. Após o Programa, Portugal assegurará condições para um crescimento sustentado e gerador de emprego, dada a profundidade e abrangência de reformas empreendidas nos mercados de trabalho e de bens e serviços. A estabilidade futura será ainda reforçada através de mudanças profundas nas regras e procedimentos orçamentais.

Com os meus melhores cumprimentos,

Pedro Passos Coelho

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Do apartheid ao neoliberalismo na África do Sul

O legado manchado de Mandela

John Pilger
18.Jul.13 :: Outros autores

Nas eleições democráticas de 1994, terminou o apartheid racista e o apartheid económico conheceu um novo rosto. Durante a década de 80, o regime de Botha ofereceu generosos empréstimos a empresários negros, permitindo-lhes fundar empresas fora dos bantustões. Surgiu rapidamente uma nova burguesia negra, juntamente com um compadrio excessivo. Os chefões do CNA mudaram-se para mansões em “propriedades de golfe e campo”. Enquanto as disparidades entre brancos e negros diminuíam, aumentavam entre negros e negros.

Quando era correspondente na África do Sul nos anos 60, quem ocupava a residência do primeiro-ministro em Cape Town era o simpatizante nazi Johannes Vorster. Trinta anos depois, enquanto eu esperava à porta, era como se os guardas não tivessem mudado. O meu BI foi verificado por africânderes brancos com a confiança de homens com um emprego seguro. Um deles tinha um exemplar de Long Walk to Freedom , a autobiografia de Nelson Mandela. “É muito inspirador”, disse.

Mandela havia terminado a sua sesta da tarde e estava sonolento; tinha os atacadores por atar. Usava uma camisa amarelo vivo e atravessou a sala devagar. “Bem-vindo de volta”, disse, radiante, o primeiro presidente de uma África do Sul democrática. “Deve compreender que ter sido expulso do meu país foi uma grande honra”. A graça e o encanto do homem faz-nos sentir bem. Riu-se discretamente quanto à sua elevação à santidade. “Não era esse o emprego que eu pretendia”, disse ironicamente.

No entanto, ele já estava bem habituado a entrevistas cerimoniosas e eu fui admoestado várias vezes – “esqueceu-se completamente do que eu disse” e “já lhe expliquei essa questão”. Sem tolerar qualquer crítica ao Congresso Nacional Africano (CNA), revelou porque é que milhões de sul-africanos vão chorar a sua morte mas não o seu “legado”.

Perguntei-lhe porque é que não se tinham mantido as reivindicações que ele e o CNA tinham feito na altura da sua libertação da prisão em 1990. O governo de libertação, havia prometido Mandela, assumiria a economia apartheid, incluindo os bancos, e “é impensável uma alteração ou modificação das nossas perspectivas quanto a essa questão”. Uma vez no poder, foi abandonada a política oficial do partido para acabar com a pobreza da maior parte dos sul-africanos, o Programa de Reconstrução e Desenvolvimento (PRD), e um dos seus ministros gabou-se que a política do CNA era thatcherita.

“Pode pôr-lhe o rótulo que quiser”, respondeu, “…mas, para este país, a privatização é uma política fundamental”. “Isso é o oposto do que o senhor disse em 1994″. “Temos que pensar que cada processo incorpora uma mudança”. Poucos sul-africanos comuns tinham consciência de que este “processo” começara no maior segredo dois anos antes da libertação de Mandela, quando o CNA no exílio fez um acordo com importantes membros da elite africânder em reuniões na Mells Park House, uma casa imponente perto de Bath. Os pioneiros foram as empresas que tinham apoiado o apartheid.

Mais ou menos pela mesma altura, Mandela estava a efectuar as suas negociações secretas. Em 1982, foi transferido da Ilha Robben para a prisão Pollsmoor, onde podia receber e conversar com pessoas. O objectivo do regime do apartheid era dividir o CNA entre os “moderados” com quem se podia “negociar” (Mandela, Thabo Mbeki e Oliver Tambo) e os da vanguarda dos subúrbios que lideravam a Frente Democrática Unida (FDU). A 5 de Julho de 1989, Mandela saiu da prisão para se encontrar com P.W. Botha, o presidente da minoria branca, conhecido por Groot Krokodil (Grande Crocodilo). Mandela sentiu-se encantado por Botha ter servido o chá.

Nas eleições democráticas de 1994, terminou o apartheid racista e o apartheid económico conheceu um novo rosto. Durante a década de 80, o regime de Botha ofereceu generosos empréstimos a empresários negros, permitindo-lhes fundar empresas fora dos bantustões. Surgiu rapidamente uma nova burguesia negra, juntamente com um compadrio excessivo. Os chefões do CNA mudaram-se para mansões em “propriedades de golfe e campo”. Enquanto as disparidades entre brancos e negros diminuíam, aumentavam entre negros e negros.

O refrão familiar de que a nova riqueza “chegaria a todos” e “criaria emprego” perdeu-se em duvidosos acordos de fusão e de “reestruturação” que reduziram postos de trabalho. Para as empresas estrangeiras, um rosto negro na direcção era a garantia de que nada tinha mudado. Em 2001, George Soros disse no Fórum Económico de Davos, “a África do Sul está nas mãos do capital internacional”.

Nos subúrbios, o povo sentiu poucas alterações e foi sujeito a despejos como na era do apartheid; alguns sentiram a nostalgia da “ordem” do antigo regime. As realizações pós-apartheid na vida quotidiana des-segregacionista na África do Sul, incluindo nas escolas, foram suplantadas pelos extremos e pela corrupção do “neoliberalismo” a que o CNA se dedicou. Isso levou directamente a crimes estatais como o massacre de 34 mineiros em Marikana em 2012, que fez recordar o vergonhoso massacre de Sharpeville mais de cinquenta anos antes. Foram ambos protestos contra a injustiça.

Também Mandela fomentou relações de compadrio com brancos ricos do mundo empresarial, incluindo os que tinham beneficiado com o apartheid. Considerou que isso fazia parte da “reconciliação”. Porventura, ele e o seu querido CNA estiveram em luta e no exílio tanto tempo que estavam dispostos a aceitar e a pactuar com as forças que tinham sido inimigas do povo. Havia os que queriam de facto uma mudança radical, incluindo uns quantos do Partido Comunista da África do Sul , mas foi a poderosa influência do cristianismo missionário que provavelmente deixou a marca mais indelével. Os liberais brancos no país ou fora dele apreciaram isso, ignorando ou bendizendo a relutância de Mandela em formular uma visão coerente, como fizeram Amílcar Cabral ou o Pandita Nehru.

Ironicamente, Mandela parece ter mudado depois de reformado, alertando o mundo para os perigos pós 11/Set de George W. Bush e de Tony Blair. A sua descrição de Blair como “o ministro dos estrangeiros de Bush” foi maliciosamente atempada; Thabo Mbeki, o seu sucessor, estava a chegar a Londres para se encontrar com Blair. Pergunto a mim próprio o que é que ele faria com a recente “peregrinação” à sua cela de Robben Island, feita por Barack Obama, o carcereiro implacável de Guantanamo.

Mandela pareceu-me extremamente afável. Quando a minha entrevista acabou, deu-me uma palmadinha no ombro como a dizer que eu estava perdoado por tê-lo contraditado. Fomos até ao seu Mercedes prateado, onde a sua cabeça grisalha desapareceu no meio de um grupo de homens brancos com armas enormes e arames nas orelhas. Um deles deu uma ordem em africânder e desapareceu. 11/Julho/2013

O filme Apartheid Did Not Die, de John Pilger, pode ser visto em johnpilger.com/videos/apartheid-did-not-die

O original encontra-se em: www.counterpunch.org/2013/07/11/mandelas-tarnished-legacy/

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ e http://www.odiario.info/

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O dr. Passos é um estadista. E um mariola.

Nicolau Santos 10:56
Sexta feira, 19 de julho de 2013

Na sua voz grave de barítono, o dr. Passos fez ontem um discurso perante o Conselho Nacional do PSD, transmitido para todo o excelentissimo público, que lhe mudou radicalmente a imagem.

A partir de 18 de Julho de 2013, o dr. Passos não mais será acusado de ser líder de uma facção do PSD. Ou um mero político. Ou um simples primeiro-ministro. A partir de agora, o dr. Passos passará a ser olhado como um estadista. Um estadista equiparado aos melhores estadistas mundiais.

E que disse o dr. Passos para fazer dele um estadista? Verdades duras como punhos. Que o PSD tem sido o garante da estabilidade do país. Que tem sido o partido responsável entre os irresponsáveis. Que o ajustamento está a correr muito bem e a caminho do sucesso absoluto. E que marcar eleições a partir de Junho de 2014, como fez o Presidente da República, é introduzir desde já incerteza junto dos investidores que pode comprometer o regresso do país aos mercados.

“Não há nada mais incerto do que eleições”, disse ainda o dr. Passos, carregado de razão. E assim mostrou ao Presidente que a solução de salvação nacional que ele apadrinha só devia ter dois pés: o das eleições antecipadas era dispensável.

E isto acontece logo agora, quando as divergências entre a coligação foram superadas, as avaliações positivas da troika se sucedem e já foram cumpridos dois terços do programa de ajustamento, disse ainda gravemente o dr. Passos.

Tem o dr. Passos toda a razão. O dr. Portas é demasiado irrevogável. O dr. Seguro demasiado inseguro. O senhor Presidente demasiado complicado.

Não foi o dr. Passos que tomou decisões sem consultar o dr. Portas. Não foi o dr. Passos que desprezou o PS e os parceiros sociais ao longo destes dois anos. Não foi o dr. Passos que viu o seu ministro das Finanças demitir-se dizendo que os objetivos do ajustamento tinham falhado. Não foi o dr. Passos que sempre apoiou o caminho traçado pelo dr. Gaspar. Não foi o dr. Passos que nomeou a dra. Maria Luís contra a opinião do dr. Portas. Não foi o dr. Passos que criou os megaministérios.

Tudo isto prova que o dr. Passos é um estadista, o único que nos resta. O dr. Passos quer uma coligação posta em sossego, um Partido Socialista venerador e obrigado, parceiros sociais agradecidos, um Presidente da República para sempre nas Selvagens. Só assim pode cumprir o grande desígnio que tem para Portugal. Repito: o dr. Passos é um estadista. Um estadista mariola, mas um estadista. Agradeçamos esta dádiva dos deuses.

expresso.sapo.pt/o-dr-passos-e-um-estadista-e-um-mariola=f821447#ixzz2ZUZfw8os

O CIRURGIÃO CLANDESTINO

ImagemDr. HAMILTON NAKI

Hamilton Naki, Um negro sul-africano de 78 anos, morreu em maio de 2005.

A notícia não apareceu nos periódicos, porém, sua história é uma das mais extraordinárias do século XX. Naki era um grande cirurgião.

Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração que foi transplantado em Louis Washkanky, em 1967, na Cidade do Cabo, na primeira operação de transplante cardíaco realizada com êxito.

Era um trabalho muito delicado. O coração doado teria que ser retirado e preservado com o máximo cuidado.

Naki era o segundo homem mais importante na equipa que fez o primeiro transplante cardíaco da história. Porém, não podia aparecer porque era um negro no país do apartheid.

O cirurgião chefe do grupo, o branco Christian Barnard, transformou-se numa celebridade instantaneamente.

Porém Hamilton Naki não podia sair nas fotografias da equipe.

Quando apareceu numa foto por descuido, o hospital informou que era um empregado do serviço de limpeza.

Naki usava bata e máscara, porém jamais estudou medicina ou cirurgia. Havia abandonado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo.

Começou limpando as jaulas, porém era curioso e aprendia depressa. Aprendeu a técnica cirúrgica, vendo os médicos brancos que praticavam transplantes em cachorros e porcos.

Transformou-se num cirurgião tão excepcional, que o Dr. Barnard o requisitou para sua equipe.

Naki, negro, não podia operar pacientes brancos ou sequer tocar o sangue deles.

Porém, o  hospital o considerava tão valioso que fez uma exceção e o transformou em um cirurgião… clandestino.

Porém, isso não importava para ele e ele seguiu estudando e dando o melhor de si, apesar da discriminação

Era o melhor. Dava aulas aos estudantes brancos, porém ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro.

Vivia em uma barraca sem luz elétrica nem água corrente, em um gueto da periferia, como correspondia a um negro.

Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e se aposentou com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês.

Quando o apartheid terminou, concederam-lhe uma condecoração e o título de médico honoris causa.

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