Estão a ver o que vocês "arranjaram" ao votar neles???!!

Agora os funcionários públicos… mas que ninguém pense que está a salvo… um país que se afunda até à indignidade e indigência absoluta e sem volta do seu povo.
Quando uma cambada de malfeitores, de gentes sem escrúpulos/ sem ética/ sem moral e sem vergonha se apodera do estado e este deixa de ser um Estado de lei e de direito, deixa de ser um Estado de bem, deixa de ser um Estado de palavra, deixa de ser um Estado de compromissos para com os seus cidadãos…
Ontem foram uns, hoje são outros, amanhã outros mais se seguirão

Lisboa precisa que o todo país marche sobre ela…


Existe trabalho e muito, o que está em causa é entregar tudo aos privados e o povo paga os serviços e os lucros dos accionistas…

Querem destruir os serviços públicos, e o que representa o Estado Social




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Conversa desta manhã no Palácio de Belém

Conversa no Palácio de Belém
 
Maria – Oh Aníbal, já leste os jornais?
 
 Aníbal – Li.
 
 Maria – Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
 
 Aníbal – Oh Maria o Sousa Tavares já morreu.
 
 Maria – O filho…!
 
 Aníbal – Mas o nosso filho deu uma entrevista?
 
 Maria – Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
 
 Aníbal – Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
 
 Maria – F….. Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
 
 Aníbal – Ah!!! Aquele que é jornalista!!
 
 Maria – Sim e advogado.
 
 Aníbal – Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
 
 Maria – Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
 
 Aníbal – É interessante a Entrevista?
 
 Maria – Então tu não leste?
 
 Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
 
 Maria – Qual jornal?
 
 Aníbal – O Tal e Qual.
 
 Maria – Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
 
 Aníbal – Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
 
 Maria – Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
 
 Aníbal – Foi? Que mal educado.
 
 Maria – É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
 
 Aníbal – Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
 
 Maria – Mas o Sousa Tavares já morreu.
 
 Aníbal – Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
 
 Maria – Puta que pariu esta merda. Para o que estava guardada…
 
 Aníbal – Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
 
 Maria – Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
 
 Aníbal – Não estava a falar da tua mãe!
 
 Maria – Nem eu! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
 
 Aníbal – Sim. Essa mesmo. temos o número?
 
 Maria – F…… a mulher morreu!!! Percebes?
 
 Aníbal – Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
 
 Maria – Esquece!
 
 Aníbal – Então e um tio dele?
 
 Maria – Um tio???? Qual tio?
 
 Aníbal – Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
 
 Maria – O Nicolau Breyner?
 
 Aníbal – Esse mesmo. temos o número dele?
 
 Maria – Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
 
 Aníbal – Para lhe fazer queixa do sobrinho.
 
 Maria – Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
 
 Aníbal – Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
 
 Maria – Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
 
 Aníbal – Quem é essa? Não estou a ver.
 
 Maria – Não estás ver e não vai ver porque também já morreu.
 
 Aníbal – Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
 
 Maria – E eu devo ir a seguir…
 
 Aníbal – Não digas isso. É pecado.
 

 Maria – Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista! 

A proósito da Greve dos professores


«Nem de propósito… Tal Grécia, tal Portugal.
Carta aberta de um estudante liceal grego (Traduzida de “Echte Democratie Jetzt”)»:
Aos meus professores… e aos outros:
O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.*
De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:
– Quem construiu o futuro do meu avô?
– Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
– Quem governou mal e estripou este país?
– Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
– Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
– Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
– Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
– Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
– Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
– Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
– Quem lançou tanta gente no desemprego?
– Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
– Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas? Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:
Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.
Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: “Avançar e derrotar a tirania fascista!”
Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.
PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que “só quero escapar às aulas”: Comportamento do aluno: “Muito Bom”. Classificação média: 20 (“Excelente”) [a nota mais alta nos liceus gregos].

A dita democracia…

Muitos falam da “nossa democracia”, definem esta democracia como liberdade…
Mas esta liberdade acaba, quando começam os interesses dos planeadores e manipuladores da dita democracia.
Democracia, que democraticamente dá liberdade àqueles que têm dinheiro para pagar esta liberdade…
Liberdade a uma cama, se houver como paga-la….
Liberdade a falar, se não depender de estar calado para que lhe paguem o salário…
Liberdade, Liberdade…. Liberdade com preço definido.
Já sabemos que a Liberdade é só para alguns, para alguns que só eles podem providenciar pela criminalização de outros… Pois esses alguns por muitos crimes que cometam, são os alguns…. Imunes às consequências.
Chamar palhaço ao Presidente da República… dá direito a processo-crime.
Roubar os Portugueses, desgraçar as vidas dos Portugueses, empurrar Portugueses para o suicídio por nada terem que dar aos seus filhos…. Resumindo, matar os Portugueses fisicamente e psicologicamente não é crime?
Sra. procuradora faça o seu trabalho e providencie para que estes homicídios sejam investigados, e os culpados criminalizados….
Se V. Exa fizesse o seu trabalho, já estaríamos livres destes criminosos que estão no governo, e em S. Bento… o PS, PSD e CDS já teriam as suas portas encerradas e o povo estaria menos emburrecido.

Juros da dívida

Vítor Gaspar lançou os foguetes e apanhou as canas ainda a operação não tinha terminado: a colocação de dívida pública portuguesa a 10 anos foi “um grande sucesso”, rejubilou o ministro das Finanças. Isto apesar dos 5,6% de taxa de juro que os donos do dinheiro nos exigem. Ou seja, apenas um ponto percentual a menos do que há dois anos, quando se achou que o preço a pagar era insuportável e o país foi resgatado.

As contas do “sucesso” são simples de fazer: três mil milhões de euros a uma taxa de juro de 5,6% representam qualquer coisa como o equivalente a 168 milhões de euros de juros por ano, ou seja, 1680 milhões de euros para pagar no final desse período de dez anos, só em juros.

Acrescente-se, em seguida, a seguinte hipótese nada académica: um banco qualquer, português, alemão ou finlandês, vai sacar ao Banco Central Europeu, aproveitando a atual taxa de juro de referência de 0,5%, uma quantia de três mil milhões de euros. Se o empréstimo do BCE tiver um período de vigência de 10 anos, o banco português, alemão ou finlandês, paga 15 milhões de euros de juros por ano, ou 150 milhões no total dos 10 anos.

Continuemos a elaborar e imaginemos que o banco português, alemão ou finlandês, pega nesse dinheirão e, de forma direta ou indireta (emprestando a outros), adquire dívida portuguesa a 10 anos.

É só continuar a fazer as contas: cumprido o circuito, os bancos, de especuladores, ou de investidores, como queiram chamar-lhe, receberá 1680 milhões de euros em juros do Estado português, para pagar apenas 150 milhões em juros ao BCE. Dá um lucro de 1530 milhões de euros, sem esforço, apenas pela manipulação de dinheiro. O nosso dinheiro. Porque são estas as regras do BCE: empresta à Banca, para que esta empreste aos Estados.

Vítor Gaspar tem razão. A operação de colocação de dívida portuguesa a 10 anos foi “um enorme sucesso”… para quem a subscreveu, ou seja, para os bancos e os especuladores, que conseguem dinheiro muito barato, no BCE ou noutras paragens ainda menos recomendáveis, e emprestam muito caro.

Acontece que, para os portugueses, o “sucesso” de Vítor Gaspar é sinónimo de mais um garrote. Porque já se sabe quem vai pagar o empréstimo e os juros usurários que nos cobram: os velhos, através das reduções nas pensões; os funcionários públicos, com a chantagem da mobilidade; os desempregados, com subsídios sucessivamente cortados; e todos os cidadãos que ainda conseguem manter o emprego ou gerar riqueza, sobrecarregados com impostos. Segundo o PSD, chama-se a isto dar “sentido útil aos sacrifícios”.
 
De alguém que não sei quem…

A falta de senso dos defensores do consenso- Santana Castilho in Público, 22 de maio de 2013

(…)
5. Mal foi anunciada a greve dos professores, surgiram, cândidos, dois discursos: o dos que a condicionam a não perturbar a tranquilidade do chá das cinco e o dos que só militam na solução que nunca é proposta. Aos primeiros, é curioso vê-los invocar o direito de uns, com as botas cardadas calcando os direitos dos outros.
Aos segundos, repito o que em tempos aqui escrevi: os professores sabem, têm a obrigação de saber, que todo o poder só se constrói sobre o consentimento dos que obedecem. Quando vos tocarem à porta, não se queixem!
Trinta alunos por turma, 300 alunos por professor, mais horas de trabalho lectivo, mais horas de trabalho não lectivo, menor salário, carreiras e progressões congeladas vai para sete anos, obrigatoriedade de deslocação a expensas próprias entre escolas do mesmo agrupamento, exercício coercivo a centenas de quilómetros da residência e da família, desmotivação continuada e espectro do desemprego generalizado são realidades que afectam os professores em exclusivo?
Não afectam os alunos? Não importam aos pais? Ao futuro colectivo?
A diminuição do financiamento dos serviços de acção social escolar, quando o desemprego dos portugueses dispara e a fome volta às nossas crianças, bem como a remoção sistemática, serviço após serviço, das respostas antes existentes para necessidades educativas especiais, é problema corporativo dos professores ou razão para que a comunidade civilizada se mobilize?
A drástica diminuição dos funcionários auxiliares e administrativos, a redução das horas de apoio individualizado aos alunos, o aumento do preço dos manuais e dos passes e a deslocação coerciva de crianças de tenra idade para giga-agrupamentos são problemas exclusivos dos professores?
Santana Castilho
Professor do ensino superior

Nada de auspicioso se adivinha

Caros colegas

Em virtude da reunião ocorrida na passada semana (sexta-feira) entre o Ministério da Educação e a FENPROF, tenho a transmitir-vos resumidamente as informações que nos foram dadas pelo Ministério (na pessoa do secretário de estado do ensino básico e secundário):

1.ºOs Diretores de Agrupamento vão perder a subvenção que tem usufruído até à data pelo cargo que ocupam, uma vez que a mesma é considerada um suplemento remuneratório. O mesmo também se aplica aos demais funcionários que recebem suplementos;

2.ºOs professores que se encontrarem em horário 0 em setembro passam automaticamente para a mobilidade especial;

3.ºTodas as bonificações previstas no ECD que permitiam aos professores obter progressão mais rápida na carreira terminam;

4.º A equiparação das tabelas remuneratórias dos funcionários públicos e do privado deverão levar a uma redução salarial entre 15 a 20% a aplicar até 2015;

5.ºO aumento de trabalho irá passar de 35 horas para 40h, sendo que nos professores implicará um aumento de 3h na carga letiva, a aplicar a todos os professores, independentemente das reduções que possam beneficiar até ao momento;
O art.º 79.º está previsto acabar, estando a sua extinção ainda em estudo, se deverá ocorrer já em setembro de 2013 ou e setembro de 2014;

6.ºO ECD será revisto e para além das alterações previstas decorrentes do atrás exposto devem também introduzir novos artigos que preveem o despedimento por extinção de lugar, bem como a passagem à situação de mobilidade pessoal.

Dar-vos-ei mas novidades assim que souber, nomeadamente de novas formas de luta, pois cada um de nós não pode esquecer que os Sindicatos não são entidades individuais, mas sim todos nós. E ou agimos ou aceitamos passivamente. A consciência de cada um ditará o que deve fazer.

Com os melhores cumprimentos

De alguém…