Petróleo grego em alta tensão

Por: Ruben Eiras

A Grécia é o país da UE e do Euro com o maior potencial prospetivo de exploração de petróleo, com cerca de 22 mil milhões de barris no Mar Jónico e 4 mil milhões de barris no Mar Egeu. Por comparação, o poço Lula no Brasil (uma das maiores descobertas da última década) tem cerca de 8 mil milhões de barris.

Este facto é conhecido pela Troika do FMI, UE e BCE desde 2010. Em vez de promover a produção petrolífera para reequilibrar as contas gregas e aumentar a autonomia energética europeia, a ordem é privatizar a única via que o Estado grego dispõe para pagar aos credores.

Eis a razão pela qual russos e chineses digladiam-se para controlar os portos gregos: passam a controlar terminais de distribuição de petróleo e gás para os Balcãs e centro da Europa, e conquistam uma inédita presença estratégica no mediterrâneo.

Ciente desta ameaça, os EUA não dormem e Hillary Clinton deslocou-se recentemente à Grécia para tentar acertar condições de E&P com a Turquia, com o envolvimento da empresa americana Noble Energy. O problema reside em que a Grécia não dispõe de uma ZEE e por isso não tem garantido o direito soberano sobre os recursos no solo marinho. Por isso, Clinton foi tentar um acordo de repartição entre Grécia, Turquia e a Noble Energy. Na semana seguinte, os russos foram bater à porta dos gregos com proposta semelhante.

Se considerarmos que Israel será um exportador líquido de gás ainda nesta década e que Chipre também uma bacia rica em petróleo, concluem-se dois factos:

  • O Mediterrâneo será um foco de tensão geopolítica em torno dos recursos petrolíferos

    A UE sofre de uma cegueira estratégica extrema ou a Alemanha já desistiu da Europa

  • A importância estratégica de capacidades de exploração submarina para a sustentabilidade dos países

A Luta pela posse de uma Bola

Exmº Sr Ministro da Educação e Ciência

Pensei traduzir a minha indignação, relativamente à alteração curricular que Vª Exª propõe, mas confesso que a emoção foi tal que tive de esperar algum tempo para, após fazer algumas inspirações com profundidade, saber como o havia de fazer.

Imagine que tenho um filho, ou Vª Exª tem um filho por exemplo, e questiono-me como é que o devo educar. Naturalmente, a minha preocupação começa por contextualizar um desenvolvimento infantil baseado numa boa alimentação e no conforto de um envolvimento afectivo familiar (preferencialmente, no mínimo Pai e Mãe).

Eu percebo e sei, que tal não é possível para todas as pessoas. Uns porque têm que bulir, sujeitos às necessidades de sobrevivência, outros porque colocam a sua carreira profissional à frente de tudo, primeiro a carreira depois os filhos e ainda outros por ganância de dinheiro ou de poder, aspectos essenciais para lhes alimentar o ego. Encostam-se aqui e ali, juntando-se a outros com os mesmos dois objectivos e vão constituindo “lobbies” de poder.

Ora bem, todos sabemos que, nos primeiros anos de vida, é fundamental e importante garantir à criança um desenvolvimento equilibrado. Não é necessário tirar uma licenciatura nos EUA. Qualquer Faculdade, mesmo essas muitas dezenas instaladas há uns anos atrás, sabe-se lá com que objectivo, explicam isso.

Penso que o referido objectivo foi para valorizar o ensino e a formação das populações, ou de alguma população. O crescimento deve acompanhar um bom desenvolvimento. A qualidade dos estímulos a que sujeitamos a criança é fundamental. O crescimento é-nos garantido por condições saudáveis de vida. Se a genética não nos pregar nenhuma partida, uma boa alimentação, afecto, equilibrado, e um funcional enquadramento familiar, multidisciplinar, social e cultural, são aspectos fundamentais a considerar.

Podemo-nos questionar o que é um bom desenvolvimento. Este baseia-se, naturalmente, na particularidade dos estímulos. Começa aqui a nossa discordância.

Apercebo-me que para si, os factores cognitivos são os essenciais. Vª Exª é um homem do pensamento. Do pensamento abstracto. Da criatividade, do intelecto. Como se isso fosse um exclusivo da teoria. Esquece aspectos endógenos como os idiossincrásicos. Vª Exª está a ver!?

Não pode, nem deve, ignorar o corpo. É ele que o acompanha desde o primeiro dia. Aquele que quando não está bem, transmite sintomas que o fazem, preocupado ou assustado, recorrer ao médico. Aquele que irá ficar consigo até aos seus últimos dias, quer saiba muita matemática, muitas línguas ou não. Isto é, independentemente, das suas potencialidades intelectuais, das suas competências, dos seus conhecimentos, tem que carregar com ele.

Estamos perante uma realidade universal.

Aquele corpo onde se dão as reacções químicas que sustentam a vida. Sim, porque é da vida que estamos a versar. Aquele corpo que o olha reflectido no espelho. Que lhe alimenta o ego. Que fomenta a vaidade. Que expõe o narcisismo que há dentro de cada um. Que na intimidade promove um diálogo permanente, nem sempre pacífico, com o espírito. Como nos diz André Giordan “O meu corpo, a primeira maravilha do mundo”. Vª Exª vê, já estamos a misturar as coisas. Coisas do corpo, da sua química e coisas da psique, do pensamento. Pois é, eu cá no velho e histórico Portugal, estudei que nós somos uma unidade.

Nos EUA não sei, nunca lá fui. Daí que eu conceba um desenvolvimento harmonioso, nomeadamente na população infanto-juvenil, considerando essencialmente, a unidade das áreas, da relação afectiva, cognitiva e motora. Não é por acaso, que por exemplo, a (OMS – Organização Mundial de Saúde), no combate ao sedentarismo, propõe um reforço da actividade física na formação geral nos currículos académicos.

Desculpe Vª Exª a audácia e o confronto. Não quero ferir susceptibilidades nem sensibilidades.

Parece-me que estamos a amarrar os miúdos às carteiras, com a ergonomia que se lhe reconhece, (muitos miúdos, devido aos “trocos”) e dar-lhes mais do mesmo, conceitos, fundamentalmente teóricos, independentemente dos ritmos de aprendizagem e dos níveis de concentração, até eles se saturarem… ou adormecerem. Atrás do bocejo, vem sonolência, a desconcentração, promovendo assim o abandono. Desculpe, Vª Exª., mas não previu sequer no tempo de aula curricular o tempo para os sentar (aos trinta).

Desculpe… é o meu sentido pragmático de analisar as coisas. Não ligue. Sabe, Vª EXª, desde Abril de 74 já tivemos, sentados no seu cadeirão, alguns trinta e quatro ministros, e todos a pôr a mão na legislação. Não hão-de os professores a estar confundidos e, naturalmente a cair na psiquiatria.

Voltemos ao hipotético filho.

Ora, a criança expressa-se e desenvolve-se significativamente, na sua unidade, pelo movimento. Sobe, desce, empurra, salta, cai, corre, atira, agarra, equilibra-se, etc..
Atenção, não nos vamos esquecer aqui, dos protegidos, dos “arrumadinhos” que estão sempre fechados e privados, não só do convívio em interacção com o outro, mas também, de se exporem e expressarem através de actividades práticas promotoras de desenvolvimento activo.

Está a ver Vª Exª como se começam a imprimir modelos de vida, virados para a actividade ou para o sedentarismo. Isto numa fase do desenvolvimento de significativa dependência.
Ora, como parece que somos seres inteligentes, é fácil perceber o que é mais saudável. Não nos podemos esquecer que aquelas crianças que estão fechadas, a família mais próxima que têm é, normalmente, a televisão, com os seus efeitos subliminares neuromusculares (Derrick de Kerckhove, em “A pele da cultura”, estuda isto), depois a televisão e as playstation e, mais tarde, a televisão, as playstation e os computadores.

Digo família porque eles passam mais tempo sossegadinhos com estes aparelhos, do que com qualquer elemento da família. Certos pais dizem com orgulho que “O meu menino não quer sair de casa” (“está domesticado”). Quando eles vivem a complexa ruptura do abandono da infância, na adolescência, os pais dizem-nos, “Gostava que ele praticasse algum desporto, mas ele não quer. Não sei o que hei-de fazer dele”.

Desde cedo é a publicidade através de filmes coloridos, bem musicados, movimentados, curtos, variados e com a promessa de uma oferta, a estimular o imaginário (e o consumo), que prende os mais novos. As mamãs para eles estarem mais sossegadinhos ainda, até os põem em frente à televisão. Não sei, na minha ignorância, até que ponto começam aqui a ficar referenciados os níveis de concentração das crianças. Os rapazes do Marketing sabem isso e agradecem.

É necessário segurar estes potenciais consumidores. Depois da fase publicitária proporcionam-lhes o convívio com desenhos animados. Estes, os desenhos animados, vão acompanhá-los, alternando com os jogos informáticos, até à idade adulta, e continuam no decorrer desta. Pois, diariamente, podemos usufruir de desenhos animados e jogos para adultos. Começa-se com “A Branca de neve e os sete anões” e viaja-se até aos “Simpsons” ou “Family Guy”. Enfim há que infantilizar. Quanto mais infantis, quanto menos crescerem, mais condicionados às referências dos primeiros anos e mais consumistas.

Talvez seja oportuna uma leitura a “Consumed – How markets corrupt children, infantilize adults, and swallow citizens whole” de Benjamin R. Barber. Isto claro para ler nas férias numa esplanada à beira mar. Até está em versão “amaricano”. Chomsky chama-lhe «a fabricação do consentimento».

Temos ainda aqueles pais, que para compensarem a sua ausência familiar reforçam esta situação com ofertas destes equipamentos. E… atenção, quanto mais caro melhor. Mais compensações afectivas. Mais ganhos afectivos. Julgam eles. Estou a lembrar-me, o que lhe recomendo, do filme português “Adeus Pai”.

E eu penso, tenho que libertar o meu filho desta imposição, deste padrão de vida implantado, desta formatação de sujeito.

Exmº Sr Ministro veja bem a aberração que não é, darmos a liberdade de movimento que a idade infantil sugere e impõe, potencializar esta motivação que a criança tem para brincar, interagir, explorar e descobrir. Veja bem a aberração que é estruturar situações práticas, com segurança, no contexto da aula, situações estas de grande envolvimento, onde o corpo, na sua unidade, é o objecto de aprendizagem. Promover actividade física com significado. Desafiando a criança a novas aquisições. De superação individual. Com esforço. Atenção, digo com esforço físico e intelectual. Em grupo, onde a criança se expõe e interage, adquirindo novas amizades e, simultaneamente, evoluindo da dependência para a independência.

Aprende a confrontar os amigos na posição de adversários e a aceitar isso como natural. É aqui que se promovem correctas atitudes e aquisição de valores, de compromisso e de dever, de obrigação e de reforço das atitudes volitivas.

Será isto socialização, prática, experimentada e vivida?

Palermices, não ligue. Não terão os pais, os encarregados de educação e a sociedade, o compromisso de proteger e defender a formação e o desenvolvimento multifacetado da personalidade das suas crianças?

Estamos perante uma proposta cultural de desenvolvimento, de complexidade progressiva, baseada em acções motoras fundamentais, tal como prevêm e sugerem os PROGRAMAS de EDUCAÇÃO FÍSICA. Sim, porque existem os programas. Aprovados pelo Ministério e concebidos para determinada carga horária semanal.

Talvez o Exmº Sr Ministro ignore a sua existência, ou não queira olhar porque o fundamental agora sejam os tais “trocos”. Mas eles existem, há já largos anos, organizados por objectivos gerais e específicos, considerando as capacidades, as atitudes e valores e, ainda imagine, as competências.

Veja só, já enquadrava as capacidades de realização por integração de competências. Como Vª Exª pode verificar trata-se dum conjunto de asneiras, mas existem uns visionários, inteligentes, que se propõem já tratar desta situação, rever os currículos e ignorar isto da Educação Física, senão os miúdos não aprendem a contar, escrever e a ler e, ainda assim, podem-se poupar as referidas “massas”.

É aqui que lamentavelmente, nutro alguma tristeza pelo significativo esforço, em vão, de alguns intelectuais, nomeadamente Fernando Savater, Edgar Morin, e quantos outros.

Repare Vª Exª que os programas se enquadram numa lógica de verticalidade e horizontalidade, de objectivos, conteúdos e avaliação de competências, desde o Pré Primário ao Secundário. Isto está tudo bem “armadilhado”. Olhe, se Vª Exª estivesse distraído!?

Veja só Vª Exª o que eles propõem ainda. Oportunistas como são, enquadrados de acordo com uma lógica cultural de desenvolvimento, e tirando partido da significativa motivação dos alunos para a prática da disciplina (não podemos ignorar a satisfação e gratificação das crianças e jovens na realização das aulas de EF) insistem em continuar a promover os tais estímulos em qualidade, aumentando assim, a rede neurónia, dado que o cérebro continua a crescer e a desenvolver-se.

Já viu Vª EXª o que é sujeitar um filho a situações de confronto controlado, de interacção, de cooperação, promovendo o espírito de grupo e equipa?
Está mal!?

E depois obrigar os miúdos a respeitarem-se, a respeitarem os outros quer como colegas de equipa, quer como adversários, a respeitar o Professor (a instituição), a respeitar as regras e normas?

Está mal!?

Sujeitar os miúdos a situações de superação individual, a aprender a lidar com a frustração, a promover o espírito de sacrifício, a consolidar aprendizagens e evoluir para novas aprendizagens?

Ensiná-los a lutar pelos seus objectivos, de acordo com os objectivos propostos para aquisição de novas competências, cada vez mais exigentes e complexas?

Ensiná-los a exporem-se na tentativa de execuções nas situações de aprendizagem, a reforçarem a sua inclusão, a admitirem o erro como um desafio para novas superações, a envolverem-se na estratégia de grupo, a desenvolverem o sentido crítico perante as estratégias utilizadas?

A luta pela posse de uma bola.

Mas, depois, temos o problema deles suarem. Pois é, já me esquecia desse pormenor. Tudo isto está mal!?

Eles escolhem, gritam, riem-se, choram, abraçam-se e, veja Vª Exª, que até se emocionam! Emoção. Quantas aulas de outras disciplinas a promovem??

Eu sei que isto não acontece na matemática ou no Português. Não há cá “abraçinhos“ nem as típicas manifestações “Olé, Olé, Olá” quando acertam um problema. Mas um golo, um cesto, merece individual e colectivamente a emoção do grupo.

E, para chegar lá, o cérebro tem que pensar, rápido, em pressão, como deve executar ou como deve movimentar-se no espaço perante os outros, equipa e adversários, de acordo com a actividade padronizada proposta, para ser eficaz. E isto vale a emoção dum abraço, que alimenta a unidade do grupo, quer no contexto de aula, quer fora do contexto de aula.

Promove ainda um clima escolar facilitador das aprendizagens e, consequentemente, evita o abandono escolar. Já viu Vª Exª, o micro social, grupos, equipas, regras, normas, árbitros, disciplina, luta, empenho, esforço, estratégia, compromisso que um simples jogo representa em termos de amostra para o macro social?

Com a vantagem de não ser simulado, é mesmo vivido e integrado. Repare Vª Exª, a aula acabou, eles dizem “Já!? Oh professor, deixe-nos ficar mais um pouco”. Repare Vª Exª, no recreio eles correm todos para a biblioteca para fazer exercícios de matemática e estudar outros conteúdos. Vá Vª Exª a uma escola e veja por si.

São os jogos que os motivam. Estão a treinar. A repetir os conteúdos de EF. Vª Exª já experimentou ler as observações dos alunos nos relatórios das avaliações das escolas?
Para muitos é a Educação Física (EF) e o Desporto Escolar (DE) que os leva à escola.

Vou segredar a Vª Exª uma questão curiosa: No primeiro dia de aulas depois das habituais apresentações. Proponho um jogo e, disfarçadamente, observo-os. Depois vejo, quem tem hábitos desportivos e executa com alguma qualidade, quem se empenha, quem se retrai, quem tem medo, quem evita expor-se, quem é egoísta, individualista, quem se expõe demasiado, quem é disciplinado, quem, embora sem grandes técnicas, é lutador tenta superar-se, quem é extrovertido, quem é introvertido. A esta observação acrescento uma leitura da ficha biográfica dos alunos (pais, mães, profissões, empregos, irmãos) e tenho a turma retratada em pouco tempo.

Tudo porque a Educação Física tem a particularidade prática de envolver significativamente, os miúdos, alunos, nas actividades solicitadas. Aqui não estão a olhar para o professor ou para o quadro fingindo que estão concentrados e estão com o pensamento distante. Aqui o empenho só pode ser de envolvimento e entrega às situações de aprendizagem.

Exmº Sr. Ministro, depois de tudo isto diz-nos que a nota vai deixar de contar para a média no Secundário!!??

Então eu estou motivado, esforço-me e depois não conta?

Ainda assim, com médias de sucesso elevadas em Educação Física, dada a motivação e empenho dos alunos. Está a prejudicar a grande maioria dos alunos e a esvaziar e ignorar os compromissos empenhados destes ao longo dos anos. Está a ver Vª Exª a injustiça e revolta que está a promover?

Tem razão, Vª Exª é Ministro, logo, tem razão. É evidente, que isto é tudo treta! Vª Exª, não acredite em nada disto. Até aqueles sujeitos daquela organização da saúde (OMS), também estão metidos nisto. Veja só que querem que a actividade física seja diária, como forma de prevenir a doença e promover a saúde.

Mas, nós estamos protegidos por pessoas inteligentes do Ministério da Educação. Basta uns minutos por semana de brincadeira e aí estão os hábitos saudáveis de vida implantados, para toda a vida do cidadão, sem promoverem despesas a médio e longo prazo na área da saúde. E depois, o que é isso da prevenção da obesidade infanto-juvenil, diabetes, hipertensão, do reforço da estrutura osteomuscular, da coordenação motora, da estabilidade psicológica, do aumento da auto estima, etc..

Tudo tretas!

Exmº Sr Ministro da Educação não vou alongar mais este resumo. Vª. Exª dá ares de inteligente, prove-o, reflicta nesta situação e reconheça que as coisas não estão bem decididas. Todos nós erramos e por vezes até somos ultrapassados por certas contingências, mas por favor, não estrague! Compreenda o significado da luta pela posse de uma Bola.

Romão G Antunes
(Presidente da Direcção da APEF-Foztejo, Associação de Profissionais de Educação Física dos Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete

António Borges da Goldman Sachs — Mas o que é isto? E os tótós todos andam a ver passar os ciclistas?????


COINCIDÊNCIAS?.! 

Veja-se esta sequência de acontecimentos: 

1) A TROIKA sugere no “memorandum” a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD; 

2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos; 

3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos); 

4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA); 

5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de 19/07). 

Tudo coincidências….

25 de Julho de 2012, Recepção a Pedro Passos Coelho em Cantanhede

Existem várias formas de gerir uma pseudo democracia, a qual para continuar deve manter e aumentar as ilusões e o desconhecimento das realidades, entre um povo. 

A comunicação social é essencial para gerir este caminho; 

Por este e outros motivos que se encontram dentro do mesmo patamar de criminologia é que a comunicação social não faz reportagens sérias e com conteúdo do que está, verdadeiramente, em causa. 

Se assim fosse, seria um perigo para a gestão da criminologia entre os iludidos; 
E ai nem os cães polícias podiam proteger governos agiotas, que matam o povo para manter e acrescentar a fortuna de meia dúzia. 

Só com o trabalho, e dedicação de quem tem consciência é que podemos ter acesso à realidade, e aos lutadores que não baixam os braços.


Lutadores que se mantém firmes numa lutam que é para todos.
Mesmo para os que ainda se mantêm iludidos…

Obrigado, camaradas de luta…

 

Professores…

A Federação Nacional de Educação (FNE) e consequentemente os seus sindicatos, no prosseguimento da política de vendilhões que a sua central (UGT) nos tem habituado, andam de mãos dadas com a política criminosa deste governo, para a educação.


Tal como o “patrão” da UGT e os seus vassalos… vão dizendo umas critiquinhas – mas que não aleijem – sobre o governo, para distrair… 


Mas no essencial, pactuam com a miséria que está a acontecer…

Na verdade não lhes interessa se vão ser enviados para o desemprego milhares de professores, que são necessários para educar os meninos;

Não lhes interessa o aumento do horário lectivo, e o consequente aumento de horas que os docentes vão roubar às suas famílias para fazer o trabalho que é necessário;

Não lhes interessa que as salas de aulas sirvam para despejar meninos e não para ensinar;

Pergunto, mas afinal com o que estão contentes… 


Será com a classe dos Directores – nem todos felizmente – que ganham mais € 1.000,00 para servirem cegamente e de forma autista as indicações do governo?

Tenham atenção, pois o nome dos sindicatos poderão levar ao engano…  


Não contribuam para sindicatos que só servem para dividir docentes em prol de aumentar a carneirada; que de forma amorfa vivem diariamente, enquanto é destruída a escola pública… e a vida dos seus colegas e o futuro dos meninos.

Não contribuam para sindicatos, que usam a vossa contribuição para matar a escola pública em prol de outros interesses…

Juntem-se aos sindicatos da FENPROF, pois são estes que lutam pelo direito à escola pública…

Se ainda não compreenderam a diferença, comparem…



Monumento à passividade dos portugueses

MENSAGEM A AJUDAR AS FORÇAS DE DIREITA QUE FAZEM CRER A TODO O MOMENTO QUE OS PORTUGUESES SÃO UM POVO PASSIVO QUE NÃO LUTA. CADA VEZ SE HOUVE MAIS ESTE TIPO DE DISCURSO. ONTEM DISSERAM-ME: OS ESPANHÓIS NAS RUAS E OS PORTUGUESES NAS PRAIAS.
AS TELEVISÕES ENCARREGAM-SE DE INCULCAR ESTA IDEIA. PREFEREM, Ó SE PREFEREM, QUE SE FALE NA PRETENSA PASSIVIDADE DO QUE NAS LUTAS CONCRETAS. AS LUTAS ANIMAM E DINAMIZAM OUTRAS LUTAS, ENQUANTO A INCULCAÇÃO DA IDEIA DE PASSIVIDADE CRIA MAIS PASSIVIDADE.
VEJA-SE A OCULTAÇÃO  DAS LUTAS DIÁRIAS, OU O POUCO REALCE QUE LHES DÃO COMO SE AS MESMAS NÃO TIVESSEM IMPORTÂNCIA. CONVÉM-LHES. 
NO ENTANTO TODOS OS DIAS HÁ GREVES, MANIFESTAÇÕES OU OUTRO TIPO DE LUTAS: MÉDICOS ENFERMEIROS, PROFESSORES, POPULAÇÕES NOS MAIS DIVERSOS LOCAIS A PROTESTAR POR CAUSA DA SAÚDE, DA FREGUESIA QUE QUEREM EXTINGUIR, DA ESTRADA QUE NÃO FOI CONSTRUÍDA, DA EMPRESA QUE QUEREM FECHAR, POSIÇÕES DE ACTIVISTAS SINDICAIS, DE MILITARES E PROFISSIONAIS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA, DO CINEMA CONTRA A LEI QUE LHES QUEREM IMPOR, DO TEATRO POR CAUSA DOS SUBSÍDIOS, ETC., ETC., ETC.
GREVES GERAIS E MANIFESTAÇÕES QUE CHEGAM A ATINGIR MAIS DE 300.000 PESSOAS NÃO CONTAM? AS TELEVISÕES GOSTAM MAIS DE MOSTRAR AS MANIFESTAÇÕES NA GRÉCIA (há muito tempo que não se vêem) E EM ESPANHA. GOSTAM SOBRETUDO SE HOUVER POLICIA A ARRIAR  E PNEUS A ARDER. O QUE QUEREM É DESMOBILIZAR AS PESSOAS E MENSAGENS DESTAS AJUDAM.
ISTO ESTÁ NA MESMA LINHA DA PROPAGANDA DO CDS QUE PÕE NA BOCA DAS PESSOAS A EXISTÊNCIA DE CARROS DE LUXO NOS BAIRROS SOCIAIS COMO SE NELES TODA A GENTE VIVESSE À GRANDE E À FRANCESA E DE FAZER CRER QUE UM DOS MALES DO PAÍS ESTÁ NO MISERÁVEL RENDIMENTO DE INSERÇÃO. FAZEM ESQUECER AS QUESTÕES IMPORTANTES E PÕEM AS PESSOAS A CRITICAR OS DE BAIXO E A ESQUECER A POLÍTICA DE ESBULHO LEVADA A CABO PELOS QUE ESTÃO MUITO ACIMA.
 

E TAMBÉM DA PROPAGANDA QUE FAZ CRER QUE OS IMIGRANTES SÃO RESPONSÁVEIS PELO DESEMPREGO. QUANDO A REALIDADE É OUTRA: A IMIGRAÇÃO DECRESCE E CADA VEZ HÁ MENOS EMPREGOS COM OS RESULTADOS QUE SE SABEM NA DIMINUIÇÃO DA POPULAÇÃO ACTIVA E DOS NASCIMENTOS E NA QUEBRA DE CONTRIBUIÇÕES PARA A S.SOCIAL.
Em suma: tem-se lutado muito, mas mesmo muito. É necessário continuar e engrossar? Sem dúvida. Mas é uma infelicidade ouvir constantemente a mesma ladainha, para já não falar dos espertos que, demarcando-se da massa, dizem que os portugueses são estúpidos. 

JD/.
Projecto do monumento a erigir na Peneda Gerês, como forma de homenagear a posição dos portugueses perante as medidas de austeridade.

Privatizar o futuro…

A onda de privatizações e os crimes que se andam a cometer com a finalidade de privatizar a vida do Povo Português, possui iludidos como apoiantes; Outros, não estarão iludidos mas possuem as mãos quentes de tanto esfregarem de contentes com a parte do presunto que lhes vai caber.

Os iludidos estão-se a esquecer, cada vez que algo é privatizado, começam a ter menos e mais caro.



Para não falar da perda de algo que foi construído durante décadas com o dinheiro de todos nós.

Construíram-se infra estruturas; muitos abdicaram de parte das suas terras a troco de trocos porque era preciso construir algo para o bem público, enquanto outros foram expropriados porque estava em causa a construção de algo para o bem público.

Formou-se trabalhadores, adquiriu-se conhecimento e experiência… para construir algo para o bem comum de todos os Portugueses.

O Estado investiu, o estado dinamizou, para que pudesse servir o Povo Português…

Um bem público não é para gerar riqueza, mas para servir os cidadãos…

A riqueza gerada por esses bens, não é a riqueza monetária mas a riqueza do bem-estar de todo um Povo.

Mas a procura da riqueza monetária é cruel, pois rouba o bem-estar de todo um povo para enriquecer meia dúzia.

Foi assim com a electricidade, com os combustíveis, com o gaz, com os telefones… e vai prosseguindo com a saúde, transportes e sector financeiro.

Muitos iludidos ainda não perceberam o que isto quer dizer…

Uns já vão sentindo a privatização de um bem como a electricidade, em que querem uma lâmpada acesa, um frigorifico para conservar os seus parcos alimentos,…  mas o custo dessa electricidade já é insuportável para o que possuem dentro dos seus bolsos.

Uma EDP que possui infra estruturas obtidas com o investimento de todo um povo, pagas pelos nossos pais, avos, bisavós, tetravós… e que foi posta na mão dos privados por um valor que nem chegava para construir as infra estruturas na cidade de Lisboa.

Podemos perguntar porque é que estes ditos accionistas não constroem as suas empresas de raiz, em vez de tomarem de assalto o que foi construído por todo um povo, através de diversas gerações…

Pois é, a fortuna deles não chegaria, sequer, para construir as estruturas básicas….

O CÉREBRO DO ANO…!!!

SEGURANÇA MÁXIMA CONTRA O USO DE… NA SALA DE EXAME!
Se uns recebem equivalências, porque é que os outros não podem copiar?
Afinal, com 30 alunos enfiados numa sala de aula, o que é que vai acontecer?
Um ensino de excelência? Ehehehehe….