INJECTAR MILHARES DE MILHÕES NA BANCA QUE ESBANJOU LUCROS FABULOSOS


Na verdade não se vê sinais de se inverter a situação económica em nos encontramos, e os senhores do poder e do capital continuam a brincar com o Zé Pagode, até um dia….


A “Crise Soberana”, os lucros pornográficos dos banqueiros e a colaboração cúmplice dos políticos. Porque não os matamos a todos e acabamos com isto de vez?


Em Dezembro de 1963 começou na cidade alemã de Frankfurt o chamado Julgamento de Auschwitz. Vinte e dois homens das SS do campo de concentração de Auschwitz foram julgados por cumplicidade ou homicídio. Durante o julgamento, na sequência dos horrores descritos por testemunhas sobreviventes, uma senhora que assistia ao julgamento teve o seguinte desabafo que todo o tribunal ouviu:



– Porque não os matam a todos [os réus] e acabam com isto!



Vem isto a propósito dos 78 mil milhões de euros que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional vão emprestar a Portugal a juros agiotas (vão ser pagos durante 13 anos a uma taxa igual ou superior a 6% = 4% de juros + 2% de spreads= 6%).



Destes 78 mil milhões de euros, 12 mil milhões de euros vão servir para a recapitalização dos bancos e, dos 66 mil milhões restantes, o Estado oferece, “acomoda”, 35 mil milhões de euros em garantias à Banca para que esta possa emitir dívida para se “financiar”… Ou seja, o Estado vai oferecer de mão beijada à Banca 47 mil milhões de euros à custa dos contribuintes.

Os restantes 31 milhões de euros vão servir para pagar os juros dos empréstimos aos bancos pelas obras faraónicas e inúteis com que os serviçais políticos (a soldo da Banca) endividaram o país.



Presidentes dos Bancos Nacionais, respectivamente:

BCP – CGD – BPI – TOTTA – BES



Políticos a soldo:

Sócrates, Teixeira dos Santos, Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas



**************************************



E assim, os contribuintes portugueses vão injectar directamente 47 mil milhões de euros numa Banca que, como os números comprovam, atravessa “enormes dificuldades”:



Banco Espírito Santo

Lucros em 2006 = 420 milhões de euros

Lucros em 2007 = 607 milhões de euros

Lucros em 2008 = 402,3 milhões de euros

Lucros em 2009 = 522 milhões de euros

Lucros em 2010 = 510,5 milhões de euros

Banco Millennium bcp



Lucros em 2006 = 780 milhões de euros

Lucros em 2007 = 563 milhões de euros

Lucros em 2008 = 201,2 milhões de euros

Lucros em 2009 = 225 milhões de euros

Lucros em 2010 = 301,6 milhões de euros

BPI – Banco Português de Investimento

Lucros em 2006 = 308,8 milhões de euros

Lucros em 2007 = 355 milhões de euros

Lucros em 2008 = 150,3 milhões de euros

Lucros em 2009 = 175 milhões de euros

Lucros em 2010 = 184,8 milhões de euros

Banco Santander Totta

Lucros em 2006 = 425 milhões de euros

Lucros em 2007 = 510 milhões de euros

Lucros em 2008 = 517,7 milhões de euros

Lucros em 2009 = 523 milhões de euros

Lucros em 2010 = 434,7 milhões de euros



Em suma



Como é que ficámos a dever tanto dinheiro aos bancos portugueses e estrangeiros?


A resposta é simples: o Banco Central Europeu empresta dinheiro aos bancos mas não pode, estatutariamente, emprestar dinheiro aos Estados e, assim, os Governos são obrigados a negociar com os bancos (nacionais e internacionais) para se poderem financiar.



Visto que os bancos privados se financiam junto do BCE a taxas de juro de cerca de 1% e exigem juros muito superiores para comprarem dívida dos países (Portugal tem andado a a endividar-se a taxas de juro de 6, 7, 8, 9 e 10%), resulta que a banca privada, incluindo a nacional, tem feito fortunas a comprar dinheiro barato na UE e a vender caro cá.


E quem é que paga este enriquecimento da banca privada? Essa resposta é ainda mais simples: somos todos nós. É através dos impostos, dos cortes nos salários e nas pensões, que vamos
pagando aquilo que os bancos vão ganhando.



Como explicou linearmente o jornalista Fernando Madrinha no Jornal Expresso de 1/9/2007:



«Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. […] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.»



O crime destes políticos venais a soldo de agiotas assassinos, ao destruir um país e enviando milhões de pessoas para a miséria – um crime de altíssima traição – deve ser imperativa e rapidamente punido com a morte. E terá de ser o povo a executar a sentença, já que o sistema que deveria tratar disso está podre de alto a baixo.


De alguém, que não sei quem

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