Manipulação de consciências, instituída democraticamente…

A situação actual do Pais, vem sendo construída ano após ano…

A actualidade é a consequência dos caminhos escolhidos, nessa construção…

Ao longo dos tempos o poder económico (agiotas) tem dado preferência aos investimentos na especulação financeira, em vez de investir na produção nacional…

Para atingirem o caminho actual, os agiotas servem-se da classe política amigável para tais intentos (PS, PSD e CDS); Políticos que têm como únicos objectivos sobreviverem no antro em que podem usufruir benesses e condições para se manterem à frente dos destinos dos Portugueses.

Estes políticos, que são pessoas e não uma entidade sem rosto, são convidados para a mesa dos agiotas onde recebem a doutrina que devem implementar; Doutrina que pode ser implementada de diversas formas, desde que os objectivos sejam alcançados.

Por isso é que o PS, PSD e CDS com diálogos diferentes, e com apócrifos confrontos entre eles (diferem no modo e não na essência), chegam sempre ao mesmo objectivo… objectivo que favorece o poder económico dos agiotas e rouba o direito de viver aos trabalhadores, impondo-lhes que se limitem a sobreviverem.

Esta situação numa sociedade de verdadeira democracia já tinha sido alterada…

Se numa verdadeira democracia é o partido que possui mais votos, obtidos de pessoas conscientes, que ganha e que governa o Pais… o povo há muito tempo que tinha expulsado a corja, da condução dos destinos deste País.

A classe social (trabalhadores) que sofre com as actuais políticas é constituída pela larga maioria do Povo Português, e a classe social (poder económico) que é em muito beneficiada com estas políticas é constituída por meia de dúzia de indivíduos, enquanto uns milhares ganham umas migalhas devido à vassalagem que prestam a este poder económico instituído.

Então porque é que os servidores desta politica (PS, PSD e CDS) económica e social ganham sistematicamente o mandato para prosseguirem com este tipo de políticas?

O poder económico não é ingénuo, ao mesmo tempo que sustenta a sua representatividade política, para impor democraticamente as politicas que sustentam a sua acumulação de capital, mandatam os seus rostos para bloquearem a consciencialização dos trabalhadores.

Este bloqueio é feito de diversas formas…

Mas a mais eficaz é através da comunicação social comunicação social, que é detida por meia dúzia de “ilusionistas”, na qual fazem da notícia e da opinião um meio de desinformação.

As notícias que podem fazer interagirem racionalmente (telespectador/ouvinte/ leitor), fazendo juízo dos valores que estão em causa, e consequentemente formularem opiniões objectivas sobre algo que questiona o sistema implementado… não passam, ou passam sorrateiramente fazendo vincar uma opinião pseudo jornalística que baralha o raciocínio objectivo do que está em questão.

Quanto aos “opinadores”, mais conhecidos como comentaristas, são escolhidos a “dedo”… estes opinadores são ilustres pessoas que estão comprometidos com os poderes instituídos, e que dependem dos agiotas, instituíram o sistema implementado.

Estes opinadores, também, jogam o jogo da confusão, pois uns dizem mal do PS, outros do PSD/CDS… mas o poder económico não se chateia de que digam mal, desde que defendam os objectivos definidos e os quais querem alcançar.

O poder económico usa estes políticos e depois substitui-os por novas caras, mas obedientes… enquanto o poder dos agiotas mantém-se…

Por este motivo é que estes opinadores além dos objectivos, têm outra coisa em comum que é a proveniência dos seus rendimentos…

Com muitas raras excepções, raríssimas aliás, nos debates e espaços de opinião estão pessoas com consciência de esquerda. Não estou a referir-me ao socialismo amarelo…

Existe um exemplo gritante, no que diz respeito à comunicação social:

Penso que todos se lembram da manifestação “a rasca”, esta manifestação foi alvo de notícias durante semanas, antes e depois. Todas as televisões deram em directo esta manifestação, nomeadamente a RTPN, SICN e TVI24.

Podíamos perguntar, e então?

Esta manifestação não apresentava reivindicações concretas, não apontava responsáveis na crise e nos problemas dos trabalhadores e suas famílias… resumindo, era tudo” obra e graça do espírito santo”.

Logo podiam dar destaque a este movimento, pois não punha em causa os rostos e os ideólogos desta politica social e económica. Assim sendo, dava para distrair o Zé povinho e não magoava ninguém…

Na semana seguinte houve uma manifestação dos trabalhadores, manifestação essa que quase não se ouviu falar, nem antes nem depois…

Podíamos perguntar porquê?

Porque havia reivindicações concretas e com a identificação dos responsáveis… Havia propostas para demonstrar que podem existir políticas diferentes, politicas que não pediam sacrifícios aos já sacrificados, mas pediam que os responsáveis por esta crise sejam responsáveis no pagamento da mesma.

É devido a estas situações e outras que os trabalhadores andam baralhados, e em vez de elegerem quem defende os seus direitos, elegem os “vendedores da banha da cobra” que diariamente providenciam pelo roubo dos direitos dos trabalhadores, para ajudarem os seus “patrões” a acumularem, cada vez mais, riqueza… em troca de uns tachos, e “exposição” social…

Agora cabe aos trabalhadores acordarem, pensar e reflectir… para que deixem de ser a moeda de troca, na acumulação de riqueza dos agiotas…

Ou o cérebro é muito pequenino, ou está estragado…

Não consigo perceber como existe quem critique o Sócrates e depois diga que vai votar no PSD/CDS….

Mas o que Sócrates fez que o PSD/CDS não tivessem feito?

Aliás, a única diferença que existe entre o PS e o PSD/CDS é que o PS afirma-se de esquerda, mas aplica políticas de direita, o PSD/CDS afirma-se de direita, e sempre aplicou politicas de direita…

E o que são politicas de direita?

Dar cabo da prestação de serviços de saúde públicos, com o pretexto de que se gasta muito; Depois entrega-se a saúde aos privados, e o Estado passa a pagar as despesas e os lucros dos privados; Enquanto isso, quem não tiver dinheiro, pode ir morrer para longe…

Privatizar, privatizar o que dá lucro ao estado… vende-se os anéis. Depois, o estado perde essas receitas, e ainda dá benesses às empresas para terem lucros, sobre os seus lucros… e os trabalhadores que paguem…

Despedir, despedir os trabalhadores de empresas públicas e de empresas com capitais públicos, com o pretexto de que se gasta muito dinheiro com pessoal… depois essas empresas contratam outras empresas para fazerem o trabalho que era feito pelos trabalhadores despedidos.
As empresas gastam muito mais com estes serviços, mas os papagaios andam todos contentes a dizerem que diminuíram a despesa com o pessoal.
Esquecem-se de dizer é que aumentou, e muito, a despesa com fornecedores….
Mas que interessa isso, estes fornecedores até são os amigalhaços que têm empresas, e que exploram trabalhadores para terem muitos lucros.
Até fazem o favor de contratarem os trabalhadores que anteriormente tinham sido despedidos.

Estes são alguns exemplos das políticas de direita que têm levado o nosso país para o poço…
Mas quem no seu perfeito juízo pode pactuar com politicas que trazem a miséria aos Portugueses?

A IGNORÂNCIA E A AMBIÇÃO É UMA CONDICIONANTE DA EVOLUÇÃO SOCIAL E ECONÓMICA?

Uns por ignorância, falta de consciência, estupidez, por terem abdicado da sua faculdade de raciocinar…, outros, pelo interesse de continuarem a encher os seus bolsos (alguns que não têm enchido os seus bolsos, mas têm apostado na vassalagem com o objectivo de um dia poderem lucrar, com essa mesma vassalagem);

Dizem e escrevem “pensamentos” e “chavões” contra tudo o que pode perturbar o sistema que nos está imposto, estas linhas são um pequeno exemplo:

“E deixarmos de viver no passado?! Deviamos de ter vergonha de passados 37 anos termos um país miserável! O país em que as pessoas não têm confiança!
Deixemo-nos de manifestações e começemos a trabalhar juntos para um país melhor!”

O que querem quando afirmam algo que só possui substancia para a manutenção da pobreza e das desigualdades sociais e económicas existentes no nosso País?

Mas não temos andado a trabalhar?

O problema é que o “fruto” do nosso trabalho não tem sido aplicado na melhoria da situação social e económica do País. Mas sim para encher os bolsos a meia dúzia de famílias, enquanto milhões têm vivido com grandes necessidades e fome.

Quem tem apoiado este tipo de políticas, são aqueles que tudo davam para não haver manifestações, onde demonstramos o nosso desagrado pelas políticas existentes, e vontade na mudança destas políticas.

Quanto ao 25 de Abril, convém lembrar que o 25 de Abril não existiu para que os filhos e sobrinhos das famílias que no regime fascista enchiam a barriga, à custa da miséria de outros, mantenham-se a encher os bolsos e a barriga
à custa de quem trabalha, enquanto os trabalhadores estão na miséria.

Eu sei que se calhar preferia continuar a ouvir a comunicação social, que pertence aos filhos e sobrinhos das ditas famílias, a dizer que é inevitável, que os trabalhadores são uns malandros e não trabalha, etc… e que tudo andasse na Paz do Anjos, enquanto os trabalhadores são massacrados, no seu dia a dia…

Mas tenho pena…

Todos os trabalhadores que vivem o seu dia-a-dia a serem alvos de injustiças, mas que ainda não ganharam consciência da sua condição e de que existe um caminho diferente, podem ver através das manifestações de que não estão sozinhos, e que existe muito mais para além do que a comunicação social passa, no sentido de doutrinarem o Povo Português… apontando o caminho da escravatura, como o caminho certo e único.