Sr. Dr. Professor…

Ontem o Sr. Dr. Professor Cavaco Silva, para espanto de todos nós, anunciou a sua candidatura à Presidência da República utilizando somente 2700 segundos, no horário nobre da televisão.

Pelos vistos, é uma candidatura cheia de ar fresco e que vai mudar a miséria que assola o País, após ter feito um investimento de muitos anos em que esteve no governo e na Presidência da República, onde com a sua dedicação e amor ao capital conseguiu proporcionar muita riqueza a quem era rico, e muita miséria a quem mais precisava.

No entanto o Sr. Dr. Prof. disse que ia ser muito poupadinho na propaganda, deve ser porque não paga o tempo de antena que a comunicação social lhe proporciona, diariamente (investimento dos Srs do dinheiro, que lhes rende muito mais do que tivessem o dinheiro investido em aplicações financeiras).

Como se não bastasse, tem os seus amigos, exímios fazedores de opinião pública, que vão minando com as suas falinhas de cordeiros… as mentes e consciências pouco esclarecidas que povoam este Portugal.

Ilustres privilegiados, que vendem ao povo que a miséria que lhes impõem é necessária, para bem do Pais (esquecem-se é de dizer quem são os beneficiados), usando largos “tempos de antena”, providenciados por quem ganha com a miséria dos trabalhadores.

Enquanto isso, estes Ilustres têm a entrar nas suas contas chorudas quantias, referentes a pressupostos pareceres que emitem e pagos com verbas inscritas no orçamento de estado; Rubrica que nunca sofre com a crise, antes pelo contrário… está sempre a crescer, pois estes ilustres não fazem nada de “borla”.

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Tudo por interesse nacional…

Diariamente, e a soldo dos donos do capital, aparecem na imprensa muito fazedores de opinião, que andam a vender a banha da cobra…

Se o povinho andasse atento e tenta-se perceber o que está por detrás daquelas palavras, chegariam à conclusão de que estes senhores limitam-se a proteger os seus interesses e privilégios…

A comunicação social, propriedade dos donos do capital, só dá tempo de antena aos indivíduos que defendem a ideologia dominante que tem levado o povo Português à fome e a miséria, tempo de antena usado para formatar as opiniões e vontades…

Mas estes indivíduos não trabalham de borla, depois de fazerem o seu papel, e enquanto fazem o seu papel, usufruem de cargos e privilégios que os mantêm dependentes dos seus donos.

Mas ao contrário do que seria de esperar, não são os seus donos que financiam os seus abundantes privilégios, mas usam os seus vassalos, eleitos pela carneirada, para colocarem os seus subalternos em empresas pagas pelos trabalhadores, através do pagamento de impostos, ou em empresas que estão na posse de privados, mas a viver à custa dos subsídios do estado, e da isenção de impostos.

Enfim, meia dúzia de capitalistas… e umas centenas de vassalos… levam milhões à miséria…

Mas a culpa não é deles, é da carneirada que contribui, através do seu voto, para manter esta sociedade que torna crimes, em algo de saudável…

A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos…

Texto de Pedro Abrunhosa

(…)

A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral.

O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter.

O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente.

(…)

O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as histórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante.

Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino.

Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade.

Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve.

(…)

Pedro Abrunhosa

3,5 Milhões de manifestantes

3,5 Milhões de manifestantes em 277 cidades, em França, saíram à rua na passada terça-feira dia 19.

Mas a comunicação social, que está na posse daqueles que lucram com o roubo dos trabalhadores… tenta passar a imagem de que quem saiu à rua foram meia dúzia de rufias.

Mas não…

Quem saiu à rua foram milhões de trabalhadores Franceses, em defesa dos seus direitos que o governo quer retirar; Para poderem continuar a financiar aqueles que criaram e continuam a criar a miséria, para poderem ter os cofres cheios.

Os banqueiros limitam-se a gastarem uns trocos, para comprarem estes governos corruptos, e criminosos, que em troca de meia dúzia de tostões e de protecção, vendem o seu povo… remetendo-os para a miséria…

O FUTURO

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos

Ajudar a Grécia…

Breve exposição e explicação do Eurodeputado Daniel Cohn-Bendit (integrado nos verdes europeus), no Parlamento Europeu, sobre a hipocrisia em que assenta a ajuda económica à Grécia.
Ajuda económica apresentada pelos líderes europeus, como sendo uma ajuda inócua de interesses paralelos, e que tendo como objectivo ajudar o Povo Grego a sair da crise.
No entanto esta ajuda, com a complacência dos mandantes Gregos é uma simples hipocrisia, que não é para ajudar o Povo Grego, mas sim, servindo-se do povo Grego para alimentar os interesses dos armamentistas.
Enquanto isso, o Povo Grego é roubado nos seus ordenados, sobrecarregados de pagamento de impostos, sofrem com a falta de emprego, passam fome…
Isto tudo para a Grécia ter dinheiro para pagar os juros do dinheiro que lhes emprestaram, com taxas de juro altíssimas, para pagarem o armamento…
Em Portugal, o mesmo também se passa… reduz-se as prestações sociais, aumenta-se os impostos, querem diminuir os ordenados… e a seguir andam a comprar armamento.
Para quê?
Para mais uma vez sermos uns bons meninos e colaborarmos com a NATO, para colaborarmos na invasão de países, matar pessoas… em defesa dos interesses de meia dúzia de Países que a pretexto do terrorismo, invadem Países para colocarem os seus vassalos à frente desses Países, para deste modo terem o caminho aberto para manipularem as mentes, roubarem os bens energéticos e fazerem os respectivos povos de vassalos.

Seixal…

Há muito tempo que não ia ao Seixal, e hoje proporcionou-se ir jantar a essa bela terra… e que rico jantar.

Recomendo a todos que dêem uma volta pelo Seixal, e vejam na terra que se tornou;

Só não compreendo, como uma ponte que foi destruída há mais de 35 anos e que ligava o Barreiro ao Seixal, em 10 minutos, mantêm-se destruída; Desta forma, uma viagem Barreiro/Seixal que podia durar 10 minutos, é preciso 1 hora para fazer esse mesmo percurso.

Para quem não sabe como e o porquê de ter sido destruída, convido a pesquisarem para saberem a resposta.

Enquanto isso aconselho-vos a visitarem o Seixal e a almoçarem/Jantarem no restaurante da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, o lombinho é óptimo, o peixe delicioso… e não é caro…