Sr. António Costa… blá… blá…

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Hoje estava a ouvir a TSF (para quem não sabe é uma estação de rádio) e a determinada altura aparece uma reportagem com o Sr. Dr. António Costa, candidato à Câmara de Lisboa;
Andava ele pela baixa, a dar beijinhos e abraços, e de repente uma Srª. disse-lhe:

”… tem que acabar com estes carros estacionados no passeio, é uma vergonha…”

e o Sr. António Costa respondeu-lhe:

“…tem razão, é preciso colocar pinos em cima destes passeios, vê é por isso que eu defendo a polícia municipal, precisamos de mais elementos…”

Pois é o homem tem razão, é preciso mais policia municipal para fazerem o que todos dias fazem à tardinha no terreiro do paço, em que estão imensos carros parados, os motoristas a conversarem ou foram beber um cafezito… carros esses parados na zona da paragem do autocarro, em cima das passadeiras, ao lado das passadeiras a tirarem a visualização dos peões e dos automobilistas, podendo serem provocadores de acidentes, nomeadamente, atropelamentos…
Enquanto isso estão nessa zona muitos policias municipais, de braços cruzados, a olharem para todas aquelas irregularidades, que podem ser muito perigosas para os peões que querem atravessar na passadeira, e nada fazem contra isso, se for preciso ainda ajudam o carro a sair do dito “estacionamento” mandando parar os carros que circulam… pois o Dr. do ministério… que entretanto chegou está com pressa para chegar à casa…
Mas estes Senhores podem tudo, e ainda têm prioridade, pois são os privilegiados da nossa sociedade… enquanto isso estes polícias que são diariamente achincalhados pelas leis e actos destes Senhores, ainda lhe estendem o tapete vermelho; Mas que se há-de fazer, o nosso povo é mesmo assim, subserviente daqueles que usam o poder para achincalharem o povo português.
Acho muito bem que não se estacione em cima do passeio, o que não acho bem é haver benefícios para alguns, que ainda por cima com as suas atitudes prejudicam muitos outros.

Regresso às aulas

No mundo do marketing vale tudo para vender algo, é só ver o que chama a atenção do zé povinho, ainda se admiram ver produtos rotulados como portugueses, mas de português só têm a linguagem aplicada em determinado slogan… qual será o slogan para o leite com chocolate?

Contos Proibidos

Ler “Contos Proibidos: Memórias de um PS desconhecido”, de Rui Mateus, – fundador e ex-responsável pelas relações internacionais do PS, até 1986 – faz-nos perceber como é diferente a justiça em Portugal e noutros países da Europa.

Escrito em 1996, este livro é um retrato da personalidade de Mário Soares, antes e depois do 25 de Abril. Com laivos de ajuste de contas entre o autor e demais protagonistas socialistas, são abordados, entre outros assuntos, as dinâmicas de apoio internacional ao Partido Socialista e, em particular, a Soares, vindos de países como os EUA, Suécia, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Líbia, Noruega, Áustria ou Espanha.

Soares é descrito como alguém que «tinha uma poderosa rede de influências sobre o aparelho de Estado através da colocação de amigos fiéis em postos-chaves, escolhidos não tanto pela competência mas porque podem permitir a Soares controlar aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará – o poder» (pp.151-152); «para ele, o Partido Socialista não era um instrumento de transformação do País baseado num ideal generoso, mas sim uma máquina de promoção pessoal» (p.229); e como detendo «duas faces: a do Mário Soares afável, solidário e generoso e a outra, a do arrogante, egocêntrico e autoritário» (p.237).

A teia montada em torno de Soares, com um cunhado como tesoureiro do partido, e as lutas internas fratricidas entre novos/velhos militantes (Zenha, Sampaio, Guterres, Cravinho, Arons de Carvalho, etc.), que constantemente ameaçavam a primazia e o protagonismo a Soares, são descritos com minúcia em /Contos Proibidos/.

Grande parte dos líderes da rede socialista internacional – uma poderosa rede de “entreajuda” europeia que, em boa verdade, só começou a render ao PS depois dos EUA, sobretudo com Carlucci, terem dado o passo decisivo de auxílio a Portugal – foi mais tarde levada à barra dos tribunais e muitos deles condenados, como Bettino Craxi de Itália, envolvidos em escândalos, como Willy Brandt, da Alemanha, ou assassinados como o sueco Olaf Palme.

Seria interessante todos lermos este livro. Relê-lo já será difícil, a não ser que alguém possua esta raridade.

O livro foi rapidamente retirado de mercado após a curta celeuma que causou (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição) e de Rui Mateus pouco ou nada se sabe.

Escrito em 1996, este livro é um retrato da personalidade de Mário Soares, antes e depois do 25 de Abril.

Soares é descrito como alguém que «tinha uma poderosa rede de influências sobre o aparelho de Estado através da colocação de amigos fiéis em postos-chaves, escolhidos não tanto pela competência mas porque podem permitir a Soares controlar aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará – o poder»

Corrupção no PS – Escândalos da democracia: O livro que vendeu 30 mil e desapareceu

Não foi só o livro. O autor emigrou após as revelações que atingiram Mário Soares.

O livro “Contos proibidos: Memória de um PS desconhecido”, de Rui Mateus, revela casos de tráfego de influências dentro do PS.

01 de Setembro de 2009 in “ionline.pt” por Enrique Pinto-Coelho

Fixe bem esta data: 27 de Janeiro de 1996. Era um sábado e o público português assistiu a um fenómeno sem precedentes: um livro, escrito por um autor nacional, vendeu 30 000 exemplares no lançamento. Depois foi retirado do mercado e nunca mais reapareceu.

“Contos proibidos. Memórias de um PS desconhecido” foi a obra “mais atrevida”, segundo Nelson de Matos, a pessoa que o publicou na Dom Quixote. Numa entrevista ao “Expresso”, em 2004, o editor negou ter sofrido pressões ou ameaças, mas denunciou a existência de “comentários negativos” que lhe causaram “bastantes dificuldades pessoais”. “A todos expliquei que o livro existia”, disse na altura. “Tinha revelações importantes e procurava ser sério ao ponto de as provar. Desse ponto de vista, achei que merecia ser discutido na sociedade.”

Nelson de Matos é também, provavelmente, uma das poucas pessoas que conhece o paradeiro do autor – a hipótese mais repetida é a Suécia, mas ninguém está em condições de confirmar nada. O escritor, tal como acontecera antes com o bestseller instantâneo, desapareceu sem deixar rasto.

Dez anos mais tarde, o jornalista Joaquim Vieira publicou cinco textos sobre o assunto na “Grande Reportagem”. Em conversa com o i, recorda que “quando o livro saiu, o Rui Mateus foi entrevistado pelo Miguel Sousa Tavares na SIC, e a primeira pergunta que este lhe fez foi: ‘Então, como é que se sente na pele de um traidor?’ Toda a entrevista decorreu sob essa ideia.”

Mas o que continha o livro afinal? Qual o motivo para as desaparições? Retomando a síntese de Vieira, que o analisou a fundo, Rui Mateus diz que Mário Soares, “após ganhar as primeiras presidenciais, em 1986, fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial destinado a usar fundos financeiros remanescentes da campanha. (…) Que, não podendo presidir ao grupo por questões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro”.

O investigador Bernardo Pires de Lima também leu o livro e conserva um exemplar. “Parece-me evidente que desapareceu de circulação rapidamente por ser um documento incómodo para muita gente, sobretudo altas figuras do PS, metidas numa teia de tráfico de influências complicada que o livro não se recusa a revelar com documentos”, observa.

A obra consta de dez capítulos e 47 anexos. Ao todo, 455 páginas que arrancam na infância do autor, percorrem o primeiro quarto de século do PS (desde as origens na clandestinidade da Acção Socialista) e acabam em 1995, perto do final do segundo mandato de Soares. Na introdução, Mateus escreve: “É um livro de memórias em redor do Partido Socialista, duma perspectiva das suas relações internacionais, que eu dirigira durante mais de uma década.”

Os últimos três capítulos abordam o caso Emaudio – um escândalo rebentado pelo próprio Mateus e que motivou a escrita de “Contos proibidos” para “repor a verdade”. Para Joaquim Vieira e Bernardo Pires de Lima, a credibilidade do livro é de oito sobre dez. “O livro adianta imensos detalhes que reforçam a sua credibilidade e nenhum deles foi alguma vez desmentido”, argumenta o jornalista e actual presidente do Observatório da Imprensa.

Vieira lamenta o “impacto político nulo e nenhuns efeitos” das revelações de Mateus. “Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela ‘traição’ a Soares.” Apesar de, na estreia, terem tido todas as coberturas, livro e autor caíram rapidamente no esquecimento. Hoje, a obra pulula na internet em versão PDF.

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  • Tua caminhada ainda não terminou…

    A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afecto. Não faças do amanhã o sinónimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram! Olha para trás… mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.

    Charles Chaplin

    Alguém vai voltar a acreditar?

    Se o pior aconteceu…

    pior emprego
    pior justiça
    pior educação
    pior corrupção
    pior repressão
    pior desertificação
    pior saúde
    pior tráfico de influências
    pior segurança
    pior estabilidade
    pior economia

    …e não corrigimos o nosso engano, é o mesmo que repetir nossos erros!

    Alguém vai voltar a acreditar?



    Em 2005…
    “… objectivo recuperar 150.000 empregos …”



    Em 2009, volta a prometer:
    «Como primeira medida do programa eleitoral do PS, José Sócrates destacou o apoio “à integração profissional de 25 mil desempregados que não têm ainda acesso ao subsídio de desemprego”.
    Outra aposta do programa será impedir que as pessoas com incapacidade total, devido a deficiências, possuam um rendimento abaixo do limiar da pobreza. “Uma pessoa com deficiência nestas condições não poderá ficar abaixo do limiar da pobreza”, sublinhou Sócrates, tendo ao seu lado durante a conferência de imprensa António Vitorino, que coordenou o programa eleitoral.
    ( Programa Eleitoral do PS, em 2009)

    MAS…
    Deficientes com IRS mais agravado
    Rendimentos mais baixos vão pagar o dobro de imposto.
    Os impostos sobre os salários e rendimentos dos contribuintes solteiros ou casados vão aumentar em 2008. Mas pior estão os contribuintes deficientes de mais baixos rendimentos: passam a pagar o dobro dos impostos, de acordo com um estudo efectuado pela consultora BDO, com base no Orçamento de Estado para 2008.
    Diário de Notícias – 14 Outubro 2007

    Uma professora de Regedoura (Ovar), a quem foi retirada parte da língua devido a um cancro, também viu negada a reforma por invalidez.
    31.01.2008 – 09h19 Lusa


    Isabel Soares, de 57 anos, professora de educação visual na EB 2,3 e Secundária de Caminha e com mais de 30 anos de serviço, está de baixa desde 2001, quando lhe foi diagnosticado um cancro. Já foi a duas juntas médicas, uma em Viana do Castelo e outra no Porto, mas de ambas as vezes foi-lhe recusada a reforma completa.
    Reforma negada a doente crónica
    JN – 2007-07-19

    Maria da Conceição Ferrão, de 57 anos, é a protagonista do mais recente caso de uma professora com cancro a quem a Caixa Geral de Aposentações (CGA) negou a reforma antecipada.
    A docente de Português e História da Escola EB 2/3 Dr. João de Barros, na Figueira da Foz, tem um cancro no cólon. A doença foi-lhe diagnosticada em 1999. Em Outubro desse ano foi operada e, dada a complexidade da operação – ficando mesmo sem parte do intestino -, hoje não controla as funções intestinais (…)

    Um cidadão que veja negado o seu pedido de reforma antecipada devido a doença por uma junta médica de recurso terá de pagar uma taxa de 25 euros, segundo uma portaria publicada em Diário da República. 
    Portugal Diário – 30-01-2008 – 16:08h

    Está para nascer alguém mais mentiroso do que tu!
    Votar em Sócrates, que só por si já era mau, é votar também na mudança, para que tudo fique na mesma! Ora veja…

    Candidatos a deputados:

    José Sócrates, actual Primeiro_ministro
    Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado
    Inês de Medeiros, actriz
    Miguel Vale de Almeida, do Movimento de Lésbicas e Gays
    Hortense Martins, actual deputada
    Valter Lemos, secretário de Estado da Educação
    Maria de Belém (Aveiro)
    Luís Pia Ameixa (Beja)
    António José Seguro (Braga)
    Mota Andrade (Bragança)
    Ana Jorge (Coimbra, actual Ministra da Saúde)
    Jaime Gama (Lisboa, Presidente da Assembleia da República)
    João Soares (Faro)
    Miranda Calha (Portalegre)
    Alberto Martins (Porto)
    Jorge Lacão (Santarém)
    Vieira da Silva (Setúbal, Ministro da Segurança Social)
    Rosalina Martins (Viana do Castelo)
    Pedro Silva Pereira (Vila Real, Ministro da Presidência)
    José Junqueiro (Viseu)
    Carlos Zorrinho (Évora)
    Francisco Assis (Guarda)
    Luís Amado (Leiria)
    Ricardo Rodrigues (Açores)
    Bernardo Trindade (Madeira)
    Vera Jardim ( Lisboa)
    Alberto Costa ( Lisboa)

    «Ser deputado não é uma es
    cravatura», diz Almeida Santos
    A polémica da falta dos deputados continua a gerar reacções. Agora é o histórico do Partido Socialista, Almeida Santos, que defende os faltosos e até sugere que não haja votações à sexta-feira.

    «Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República», frisou.
    Portugal Diário – 13-12-2008 – 20:30h
    Será que também teremos justificação se formos de fim-de-sema
    na à quinta-feira?

    Economia Portuguesa estagnada, mas uma actriz na Assembleia da República vai, com certeza, ajudar ao teatro e enriquecer o país! 
    Inês de Medeiros e Miguel Vale de Almeida vão integrar a lista de candidatos do PS pelo círculo de Lisboa em lugares elegíveis!
    CM – 02 Maio 2009 – 00h30

    Casa Pia: Presidente da Assembleia acusou João A. de difamação
    Jaime Gama perde processo
    O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, voltou a perder no processo em que acusa um casapiano de difamação e injúrias por o ter implicado no caso de pedofilia da Casa Pia. Resta agora a Jaime Gama a possibilidade de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.

    A DECISÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA MANTEVE A ANTERIOR SENTENÇA DO TRIBUNAL CRIMINAL DE LISBOA QUE ABSOLVEU AQUELE QUE É CONHECIDO POR JOÃO A., UMA DAS PRINCIPAIS TESTEMUNHAS DO PROCESSO CASA PIA. (…)


    Lusa Paulo Pedroso chegou a ser arguido no processo Casa Pia
    31 Março 2009 – 00h30
    Casa Pia: Tribunal da Relação indefere recurso
    Pedroso perde contra vítimas
    Paulo Pedroso não fez prova de que as vítimas que o envolveram no processo Casa Pia mentiram. Este foi o entendimento do Tribunal da Relação de Lisboa que indeferiu um recurso do socialista que visava levar a julgamento, por denúncia caluniosa e difamação, Carlos Silvino e os seis jovens que referiram o seu nome no escândalo de pedofilia.
    (…)

    Dia 27 de Setembro irás perceber que o POVO é quem mais ordena!
    Primeiro-ministro de Portugal desde 12 de Março de 2005 até 27 de Setembro de 2009.
    Secretário-geral do Partido de Sócrates, ex Partido Socialista, desde Setembro de 2004 até 27 de Setembro de 2009.

    Como o meu filho ia ter um teste de História, estive a estudar com ele e a fazer-lhe perguntas. A matéria era relativa à Idade Média. As classes sociais, o modo de vida de cada uma delas, pronto, esse tipo de coisas. Foi uma experiência muito engraçada, sobretudo para quem acompanha jornais e telejornais.
    Estava eu a estudar os privilégios da nobreza e dei logo comigo a pensar que em Portugal, ainda não saímos bem da Idade Média. Na Idade Média, a mobilidade social era praticamente nula. A nobreza vivia fechada sobre si própria usufruindo dos seus próprios privilégios. Relacionavam-se entre si, casavam-se entre si, frequentavam os mesmos castelos, participavam nas mesmas festas e banquetes, olhando para o povo do alto dos seus privilégios sociais e económicos.
    Ora, se virmos o que se passa em Portugal, temos de chegar à conclusão que no Estado há décadas dominado pelo PS e pelo PSD, existe cada vez mais uma feudalização da sociedade assim como uma organização social cada vez mais endogâmica.
    Um bom símbolo da nossa miséria é o casamento entre a filha de Dias Loureiro, amigo íntimo de Jorge Coelho, e o filho de Ferro Rodrigues, amigo íntimo de Paulo Pedroso, irmão do advogado que realizou a estúpida e milionária investigação para o Ministério de Educação e amigo de Edite Estrela que é prima direita de António José Morais, o professor de José Sócrates na Independente, cuja biografia foi apresentada por Dias Loureiro, e que foi assessor de Armando Vara, licenciado pela Independente, administrador da Caixa Geral de Depósitos e do BCP, que é amigo íntimo de José Sócrates, líder do partido ao qual está ligada a magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que está a investigar o caso Freeport.
    Talvez isto ajude a explicar muito do que se passa com a Justiça, a Economia, a Educação. Sobre a Educação, a minha área, vale a pena pensar um bocadinho. Haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Outra vez: haverá gente em Portugal a beneficiar com a degradação da escola pública? Há. Claro que há.
    Ora bem, quer entender porquê? E quem são? Quer mesmo? É fácil. Experimente a sentar-se um pouco com o seu filho a estudar História.

    José Ricardo Costa, professor

    No nosso país existe muita “lata”

    Infelizmente o povo português tem memória muito curta; se assim não fosse não precisavam ver as entrevistas do Sócrates, Ferreira Leite e Paulo Portas, com os gatos fedorentos, para se rirem…

    Se a memória não fosse tão curta, cada vez que o Sócrates defende politicas de esquerda deitavam-se logo para o chão a rir sem parar, pois com a política de direita (conseguiram ter opções politicas mais à direita do que o próprio PSD alguma vez se atreveria) foi governado este pais nestes quatro anos.

    Cada vez que Sócrates fala de programas eleitorais, corria-se o risco de haver muita gente a ter ataques de coração de tanto rir, pois do último programa (promessas) que deu origem a um governo dito socialista, nada foi cumprido, melhor tudo foi o oposto…

    Mas os banqueiros do nosso país agradecem que assim tivesse sido…

    Quanto ao PSD, e Ferreira Leite estiveram no governo só não conseguiram por em prática muitos dos pensamentos ideológicos, que queriam aplicar, contra os direitos de quem trabalha em prol dos banqueiros, porque a UGT estava concordante com a necessidade de defender quem trabalha (claro que com o governo PS a UGT pôs-se de joelhos e assinou tudo o que Sócrates pôs-lhes a frente, e assim nasceu um código de trabalho em prol da escravatura);

    Mas o PSD quando esteve no governo dificultou sempre, ainda mais, a vida a quem trabalha fazendo dos ricos ainda mais ricos e dos pobres ainda mais miseráveis, no entanto agora são tão a favor de politicas sociais, é mesmo para rir…

    Quanto a Paulo Portas, defende sempre os agricultores mas quando esteve no governo nem uma fez em benefício destes; Fala de negócios sérios, mas foi ele que comprou uns submarinos a peso de ouro, que nem no rio Tejo conseguem entrar…

    Pois é, estes senhores têm cá uma lata… mas existe muito esquecimento, e é este tipo de memória curta que faz o nosso país estar como está…

    É a ideologia destes senhores que tem governado o nosso país ao longo destes anos, e levado a pobreza a cada vez mais pessoas e a riqueza a crescer cada vez mais para os ricos do nosso país…

    Nem este entrevistado consegue ter tanta lata como estes senhores

    Os horários dos professores

    Infelizmente, entre nós por cá, a estupidez é cada vez maior;

    Pois todos falam do que não sabem e limitam-se a seguir, tipo robozinhos, o que a comunicação social espalha a mando de alguém, com o intuito da estupidez prevalecer sobre o raciocínio.

    Todos falam mal de todos… sem saber o que está em causa, ou seja é a moda da moda…

    Todos os dias ouve-se alguém a falar do que não sabe, o difícil é estes mesmos indivíduos se sentarem a ler e a reflectir sobre determinado assunto, não se limitando a ouvir slogan`s e depois se armarem em importantes, utilizando esses mesmos slogan`s…

    Um caso real é a situação dos professores:

    Todos estes pseudo intelectuais falam dos professores; São uns calões, não ensinam nada, têm regalias a mais (sim, que estes senhores não sabem a diferença entre regalias e direitos), etc…

    No entanto estes pseudo intelectuais são aqueles que não aparecem às reuniões de país (estão muito ocupados a dar horas de borla ao patrão, para verem se têm boas notas no fim do ano e ganham um premiozinho que não paga nem um quartinho das horas que eles fazem), querem as escolas abertas até às 20h se possível até às 24h para terem onde despejar os seus filhos… não importa a educação deles, pois logo se limpa a alma oferecendo um jogozinho ou qualquer coisa que os distraia e não os chateiem, pois o tempo livre é pouco e há que ler um jornal desportivo, ver um jogo de futebol ou ver uma telenovela…

    Eu sei que o texto que se segue não tem imagens do jet set ou uma entrevista com o jogador da semana, e para muitos até pode ser de difícil leitura, mas tentem…

    O texto que se segue foi escrito por alguém, que não sei quem, mas corresponde à realidade;

    Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

    Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e “nem se dá por ela”.

    Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,
    Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.
    O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo… Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
    Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
    O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
    Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos – ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
    Vamos lá, então, contar:
    1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais — o que não acontece — e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
    2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.
    3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.
    4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
    5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
    6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
    7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

    Vamos, então, somar isto tudo:
    84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
    Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
    Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

    Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
    No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

    Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
    Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

    Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

    Benefícios fiscais em Portugal

    “Assim, no período 2005-2008, ou seja, com este governo, os bancos representados pela Associação Portuguesa de Bancos tiveram 10.588 milhões de euros de lucros. Deste volume de lucros a banca só pagou 1.584 milhões de euros de impostos sobre lucros, o que corresponde a uma taxa efectiva média de apenas 15%. Se a banca tivesse pago a taxa legal (25% de IRC mais 2,5% de Derrama) ela teria pago neste período 2.912 milhões de euros, ou seja, mais 1.328 milhões de euros do que pagou. Sócrates, o PS e toda a direita sempre se opuseram a que fosse fixada uma taxa efectiva mínima de imposto sobre os lucros que não poderia ser reduzida através da utilização de benefícios fiscais como actualmente sucede. Estes dados sobre a banca assim como a posição destes partidos dão bem uma ideia de quais são as classes sociais mais beneficiadas com o sistema de benefícios que existe em Portugal, e que interesses defendem aqueles partidos.”

  • “Benefícios fiscais em Portugal – Quem é mais beneficiado?” por Eugénio Rosa, disponível em Resistir