Ministério da Educação no seu melhor, em Paredes de Coura (Desfile Carnaval)

Numa decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura foi aprovada a suspensão de algumas actividades. Num total de 164 actividades que integram o Plano Anual de Actividades, foram suspensas cerca de 10. As actividades suspensas foram apenas aquelas que não interferissem com questões pedagógicas e curriculares nem com a formação geral dos alunos, pois são estes o cerne do sistema educativo e jamais poderiam ser prejudicadas. Convém salientar ainda que o Plano Anual de Actividades é, como o próprio nome indica, um plano. É uma previsão, não é um documento jurídico, pelo que, pode ou não cumprir-se pelas mais variadas razões. Mais, é aprovado pelo Conselho Pedagógico e ratificado pelo Conselho Geral, pelo que, sendo um dos documentos emblemáticos da tão falada autonomia das escolas, só a estes órgãos compete a sua alteração.
Ao longo destes últimos dias temos tido o (des)prazer de ler na comunicação social aquilo que a Associação de pais deste Agrupamento de Escolas tem vindo, numa atitude de pura má fé, a veicular: foram suspensas todas as actividades. A verdade é que foram suspensas cerca de 6% das actividades, num Conselho Pedagógico onde os Pais estão representados. Ou mentiram propositadamente ou então são pessoas com um coeficiente de inteligência tão diminuto, que não entenderam nada daquilo que o Conselho Pedagógico decidiu.
Aquilo que me espanta (a mim e a todos os professores deste agrupamento) é a importância dada ao desfile de carnaval! De facto é estranho que os Pais se preocupem com a participação no desfile de carnaval nas ruas da vila. Não é a comemoração do carnaval na escola (pois esta nunca esteve em causa), é a comemoração do carnaval na rua!
Os momentos que se seguiram são dignos de servirem para o guião de um filme ilustrativo do antigo regime:
Terça-feira à noite: A presidente do Conselho Executivo é informada por telefone que está proibida de prestar declarações à comunicação social.
Quarta-feira de manhã: a escola recebe um email da Directora Regional de Educação do Norte, num português de difícil compreensão, determinando a realização do desfile. (segue em anexo).
Quarta-feira à tarde: Chegam à escola 2 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo e 3 elementos da Direcção Regional de Educação do Norte. Durante mais de 4 horas pressionaram o Conselho Executivo a convocar os Professores para participar no desfile de carnaval. O Conselho Executivo não cede, pois a decisão foi tomada pelo Conselho Pedagógico. Esta equipa de intimidação faz a proposta de ser pedido aos professores para participar no desfile. O pedido é feito mais tarde aos Professores que não aceitam. Só participarão no desfile se forem intimados a tal pela DREN.
Quinta-feira à tarde: Volta à escola mais uma equipa de pressão, agora constituída por 6 elementos do Centro de Área Educativa de Viana do Castelo. Durante várias horas pressionam o Conselho Executivo.
Informam que não saem sem uma resposta e não dão respostas quanto às consequências da não convocação dos Professores.
Não é difícil perceber o que se passaria se o Conselho Executivo não convocasse os Professores para participar no desfile. Aquilo que a DREN não teve coragem foi fazer ela mesma a convocatória. O que vai acontecer é que os Professores deste Agrupamento vão participar no desfile pois estão solidários com o Conselho Executivo, no qual têm um imenso orgulho. E não vão só os professores que foram “obrigatoriamente” convocados. Os outros vão também. Vamos todos. Afinal, o importante para a qualidade da educação no nosso país são os desfiles de carnaval.
E não me venham dizer que há aqui interesses políticos! Por favor! Portugal é uma democracia! Ou não!?

Armando Lopes – Professor – Paredes de Coura

Momentos de lucidez…

Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, que foi, segundo parece, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política!!!…
A lucidez, que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hoteis de luxo em Paris…A lucidez, que lhe permitiu conduzir da forma «brilhante» que se viu, o processo de descolonização…A lucidez, que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia…A lucidez, que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa…A lucidez, que lhe permitiu governar sem ler os «dossiers»…A lucidez, que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo…A lucidez, que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, desta modo, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais…A lucidez, que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a “Emaudio”, com «testas de ferro» no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais…A lucidez, que lhe permitiu utilizar a “Emaudio” para financiar a sua segunda campanha presidencial…A lucidez, que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da “Emaudio”…A lucidez, que lhe permitiu ficar incólume nos casos “Emaudio” e “Aeroporto de Macau” e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial…A lucidez, que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, «Contos Proibidos», que contava tudo sobre a “Emaudio”, e ter a sorte desse mesmo livro, depois de esgotado, nunca mais ter voltado a ser publicado…A lucidez, que lhe permitiu passar incólume às «ligações perigosas» com Angola, ligações estas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião este carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola)…A lucidez, que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países («record» absoluto para a Espanha – 24 vezes – e França – 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros)…A lucidez, que lhe permitiu visitar as Seychelles, uma terra de grande importância estratégica para Portugal…A lucidez, que lhe permitiu, no fim destas viagens, levar para a casa-museu João Soares, uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa…A lucidez, que lhe permitiu guardar esses presentes num cofre-forte blindado dessa casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da República…A lucidez, que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau, e Campo Grande…A lucidez, que lhe permitiu, abandonada a Presidência da República, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de direito privado que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo…A lucidez, que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação, violando o PDM de Lisboa segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras…A lucidez, que lhe permitiu conseguir que o processo das antigas construções que ali havia e que se encontrava no Arquivo Municipal, fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho…
A lucidez, que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos…A lucidez, que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo, num edifício cedido pela Câmara de Lisboa…A lucidez, que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente…A lucidez, que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-Presidente da República, na… Fundação Mário Soares…A lucidez, que lhe permite, ainda hoje, que a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria…A lucidez, que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente da Câmara era… João Soares…A lucidez, que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do «Público», José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema…A lucidez, que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar durante a campanha, “dona de casa” à vencedora Nicole Fontaine…A lucidez, que lhe permitiu considerar José Sócrates «o pior do guterrismo» e ignorar hoje em dia tal frase, como se nada fosse…A lucidez, que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez…A lucidez, que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista…A lucidez, que lhe permitiu ler os artigos «O Polvo» de Joaquim Vieira na «Grande Reportagem», baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista…A lucidez, que lhe permitiu ficar incólume, depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas…
No fim de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta-lhe um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai… Vem e vai… Vem e vai… Vai… e não torna a voltar…
De alguém, que eu não sei quem…

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo

Bertold Brecht

Mais um exemplo da má formação profissional dos professores… a ministra tem razão

A professora estava tranquilamente a dar aulas quando reparou que o menino Joãozinho esticava o polegar e uma mosca poisava nele.
Passado dois ou três minutos o Joãozinho tornou a fazer a mesma coisa.
«Danado do miúdo como ele consegue fazer aquilo», pensou intrigada a professora.
Uma e outra vez a operação se repetiu até que a professora, disfarçadamente, tentou imitar o garoto esticando o indicador da mão direita.
Logo o Joãozinho gritou a plenos pulmões:
– «Professora, se não meter primeiro o dedo no cu não funciona».

Mais uma golpada !!! Veja como se gastam fortunas em Organismo que não servem para nada.

Como a memória é curta, e quando o governo anda a atacar os direitos dos trabalhadores, para não variar é claro.

O novo código do trabalho que entrou em vigor na passada terça-feira veio retirar, ainda mais, os direitos dos trabalhadores de terem um trabalho que respeite não só o trabalhador, mas o Homem que ele é.

Ao mesmo tempo deixa que os seus vassalos mantenham condições de vida e regalias que são uma afronta a quem trabalha.

Mais uma golpada – Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês – ou seja, 2.400 contos – durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego. Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas voltemos à nossa história. O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é – e para que serve – a ERSE?
A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não. A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo?
Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

Trampolineiros

O povo passa a vida a dizer que não acredita nos políticos, no entanto talvez este pensamento deva-se a idolatrarem, constantemente, quem tenha como forma de vida ser charlatão.
Após andarem “ceguinhos” e como têm dificuldade em verem que andam, constantemente, a dar valor a ideologias que são sementes da ganância e do despotismo, vão pelo caminho mais fácil que é dizerem “eu não voto, não acredito nos políticos…”, “… são todos iguais”.
Para afirmarem isto têm que conhecer verdadeiramente as bases de todas as ideologias e formas de estar, para isso é preciso ter mente aberta e não uma mente dogmática, que baseia-se no que a dita comunicação social semeia como os bons costumes, sem que esclareça a verdade e os valores…
Enfim, existem tantas maneiras de dizer a verdade, que não há necessidade de mentir…
Mas será que alguém com dois dedos de inteligência não viu desde o inicio que Sócrates é um autêntico charlatão…
Atenção que esperteza não é sinonimo de inteligência…

No 200º Aniversario do nascimento de Darwin

O Poder do Homem

Foi em grande parte por se ter inspirado em Malthus que Darwin não pôde compreender o problema humano. É certo que as ideias da concorrência e da luta aplicadas à natureza viva facilitaram a descoberta da selecção natural e do processo fundamental da evolução das espécies. Mas, embora Darwin, contra o que pretendem alguns dos seus detractores, considerasse a “luta pela vida” não apenas a luta de um indivíduo com indivíduos da mesma espécie, mas também e, fundamentalmente, “com indivíduos de espécies diferentes ou com condições físicas de vida” (67), embora considerasse justamente em muitos casos a “concorrência” dentro de uma espécie não como uma guerra, mas como a simples “sobrevivência do mais apto”, ou seja, a sobrevivência do mais capaz de resistir ao meio e à luta que lhe movem as outras espécies, ele não pôde sonhar a existência da ajuda mútua entre indivíduos da mesma espécie.

Ver em: http://www.marxists.org/portugues/cunhal/ano/agraria/cap08.htm

por soproleve Publicado em Darwin